Noronha afirma que a rejeição de Lula e de Flávio Bolsonaro é semelhante. (Foto: Reprodução de vídeo)
A pouco menos de 80 dias do prazo legal para a desincompatibilização de governadores e ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar a eleição presidencial, a direita entra em um período decisivo. O calendário da Justiça Eleitoral impõe um limite claro para as movimentações, mas, até aqui, o cenário segue marcado por incertezas, recuos táticos e disputas silenciosas nos bastidores.
A avaliação foi feita no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, em entrevista com o cientista político Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice. Segundo ele, a multiplicação de nomes da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reflete tanto ambições individuais quanto a dificuldade de unificação do campo oposicionista.
Quem são os nomes hoje colocados na direita?
Entre os principais pré-candidatos, Flávio Bolsonaro já anunciou oficialmente sua pré-candidatura. O nome, no entanto, não é consenso dentro da própria direita, o que mantém aberto o debate sobre alternativas. Outro nome frequentemente citado é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto por aliados como um potencial candidato competitivo ao Planalto.
Por que Tarcísio mantém um discurso ambíguo?
Na semana passada, Tarcísio reafirmou publicamente que apoia Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, aliados e integrantes de seu entorno político têm sinalizado que ele pode, sim, entrar na disputa presidencial. Para Noronha, esse movimento de “vou, não vou” é esperado e faz parte de uma estratégia cautelosa, que evita rupturas abertas enquanto o cenário não se define.
Qual é o peso do prazo de 4 de abril?
O cientista político lembra que Tarcísio tem até 4 de abril para deixar o governo de São Paulo, caso queira concorrer à Presidência. Se não o fizer até essa data, fica automaticamente fora da disputa. Até lá, a tendência é de aumento da pressão sobre Flávio Bolsonaro para que eventualmente desista da candidatura em favor do governador paulista.
O Centrão influencia essa disputa?
Segundo Noronha, partidos do Centrão tendem a se alinhar mais a Tarcísio do que a Flávio Bolsonaro. Siglas como Progressistas e Republicanos são citadas como mais próximas do governador de São Paulo, o que reforça a percepção de que ele teria melhores condições de construir uma base política mais ampla em uma eleição nacional.
Por que Flávio Bolsonaro resiste à pressão?
Apesar da pressão crescente, Flávio Bolsonaro aparece melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto, o que dificulta uma desistência espontânea. Noronha observa que, enquanto os números o mantiverem competitivo, abrir mão da candidatura se torna politicamente custoso, mesmo diante das avaliações estratégicas de aliados.
O que dizem os números sobre rejeição eleitoral?
Um dos principais argumentos em favor de Tarcísio, segundo aliados, é a taxa de rejeição. Noronha afirma que a rejeição de Lula e de Flávio Bolsonaro é semelhante, enquanto a de Tarcísio é menor. Esse fator alimenta a tese de que o governador paulista teria mais chances em um eventual segundo turno, caso conte com o apoio da família Bolsonaro.
Ainda é possível uma reviravolta?
Para o analista, quanto mais o tempo passa, mais complexa se torna uma eventual substituição de candidaturas. Viagens internacionais e agendas externas, como a ida de Flávio Bolsonaro a eventos em Israel, são interpretadas como tentativas de reduzir a pressão direta. Ainda assim, Noronha avalia que os próximos meses serão decisivos e podem reservar uma definição tardia — ou até uma reviravolta — no tabuleiro da direita. Com informações da Revista Veja.
https://www.osul.com.br/o-prazo-que-aumenta-a-pressao-da-direita-contra-lula/ O prazo que aumenta a pressão da direita contra Lula 2026-01-19
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O prazo que aumenta a pressão da direita contra Lula
Noronha afirma que a rejeição de Lula e de Flávio Bolsonaro é semelhante. (Foto: Reprodução de vídeo)
A pouco menos de 80 dias do prazo legal para a desincompatibilização de governadores e ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar a eleição presidencial, a direita entra em um período decisivo. O calendário da Justiça Eleitoral impõe um limite claro para as movimentações, mas, até aqui, o cenário segue marcado por incertezas, recuos táticos e disputas silenciosas nos bastidores.
A avaliação foi feita no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, em entrevista com o cientista político Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice. Segundo ele, a multiplicação de nomes da direita para
enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reflete tanto ambições individuais quanto a dificuldade de unificação do campo oposicionista.
Quem são os nomes hoje colocados na direita?
Entre os principais pré-candidatos, Flávio Bolsonaro já anunciou oficialmente sua pré-candidatura. O nome, no entanto, não é consenso dentro da própria direita, o que mantém aberto o debate sobre alternativas. Outro nome frequentemente citado é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto por aliados como um potencial candidato competitivo ao Planalto.
Por que Tarcísio mantém um discurso ambíguo?
Na semana passada, Tarcísio reafirmou publicamente que apoia Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, aliados e integrantes de seu entorno político têm sinalizado que ele pode, sim, entrar na disputa presidencial. Para Noronha, esse movimento de “vou, não vou” é esperado e faz parte de uma estratégia cautelosa, que evita rupturas abertas enquanto o cenário não se define.
Qual é o peso do prazo de 4 de abril?
O cientista político lembra que Tarcísio tem até 4 de abril para deixar o governo de São Paulo, caso queira concorrer à Presidência. Se não o fizer até essa data, fica automaticamente fora da disputa. Até lá, a tendência é de aumento da pressão sobre Flávio Bolsonaro para que eventualmente desista da candidatura em favor do governador paulista.
O Centrão influencia essa disputa?
Segundo Noronha, partidos do Centrão tendem a se alinhar mais a Tarcísio do que a Flávio Bolsonaro. Siglas como Progressistas e Republicanos são citadas como mais próximas do governador de São Paulo, o que reforça a percepção de que ele teria melhores condições de construir uma base política mais ampla em uma eleição nacional.
Por que Flávio Bolsonaro resiste à pressão?
Apesar da pressão crescente, Flávio Bolsonaro aparece melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto, o que dificulta uma desistência espontânea. Noronha observa que, enquanto os números o mantiverem competitivo, abrir mão da candidatura se torna politicamente custoso, mesmo diante das avaliações estratégicas de aliados.
O que dizem os números sobre rejeição eleitoral?
Um dos principais argumentos em favor de Tarcísio, segundo aliados, é a taxa de rejeição. Noronha afirma que a rejeição de Lula e de Flávio Bolsonaro é semelhante, enquanto a de Tarcísio é menor. Esse fator alimenta a tese de que o governador paulista teria mais chances em um eventual segundo turno, caso conte com o apoio da família Bolsonaro.
Ainda é possível uma reviravolta?
Para o analista, quanto mais o tempo passa, mais complexa se torna uma eventual substituição de candidaturas. Viagens internacionais e agendas externas, como a ida de Flávio Bolsonaro a eventos em Israel, são interpretadas como tentativas de reduzir a pressão direta. Ainda assim, Noronha avalia que os próximos meses serão decisivos e podem reservar uma definição tardia — ou até uma reviravolta — no tabuleiro da direita. Com informações da Revista Veja.
https://www.osul.com.br/o-prazo-que-aumenta-a-pressao-da-direita-contra-lula/
O prazo que aumenta a pressão da direita contra Lula
2026-01-19
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