Procurados pelo Estadão, Dias Toffoli e seus irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli não se manifestaram. (Foto: Ton Molina/STF)
Cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, o pastor e empresário Fabiano Zettel — alvo de operação da Polícia Federal na última quarta-feira —, é o dono de fundos de investimento que compraram parte da participação de dois irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no resort Tayayá, segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo. O empreendimento fica em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. A participação valia, à época da transação, R$ 6,6 milhões.
De acordo com o jornal, documentos mostram a movimentação do fundo de investimento Leal, gerido pela Reag Investimentos. A gestora é investigada por fraudes envolvendo o Banco Master no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo os papéis obtidos pela reportagem, Zettel era o único cotista do Leal, e foi através dele e de outro fundo que o cunhado de Vorcaro se tornou sócio do resort paranaense, cujos familiares de Dias Toffoli eram os principais acionistas.
O ministro, que é relator das ações que envolvem o escândalo do Banco Master no STF, não tem participação direta no Tayayá, mas frequenta o resort, ainda de acordo com o jornal.
Procurados pelo Estadão, Dias Toffoli e seus irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli não se manifestaram, assim como a administração do Tayayá e a Reag.
Já a defesa de Zettel confirmou que ele foi cotista do fundo, mas que deixou o investimento em 2022, e que o fundo foi liquidado em 2025.
Como se deu a operação?
De acordo com a reportagem, o Leal, fundo em que Zettel era o único cotista, era também o único cotista do fundo Arleen — este também gerido pela Reag Investimentos.
Foi através do Arleen que se deu a compra de metade da participação dos irmãos de Toffoli no resort, avaliada em R$ 6,6 milhões.
Com a transação, o Arleen se tornou sócio no negócio ao lado de três empresas dos irmãos e de um primo do ministro em setembro de 2021. Ainda segundo os documentos obtidos pelo jornal, neste período Zettel aportou R$ 20 milhões nos fundos, que por sua vez investiram o montante no Tayayá.
As empresas que receberam os valores foram a Tayayá Administração e Participações e a DGEP Empreendimentos, donas do empreendimento e controladas por Mario Umberto Degani, primo de Toffoli.
As empresas tinham como sócia a Maridt S.A., dirigida por José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro. O primo do ministro não foi localizado pelo jornal paulista.
A sociedade se manteve, segundo o Estado de S.Paulo, até o ano passado, quando os irmãos e o primo de Toffoli e o Arleen, do cunhado de Vorcaro, saíram do negócio e venderam suas participações ao advogado Paulo Humberto Barbosa, atual dono do resort. Com informações do portal O Globo.
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Cunhado do dono do Banco Master foi sócio de parentes do ministro Dias Toffoli em resolt
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Já a defesa de Zettel confirmou que ele foi cotista do fundo, mas que deixou o investimento em 2022, e que o fundo foi liquidado em 2025.
Como se deu a operação?
De acordo com a reportagem, o Leal, fundo em que Zettel era o único cotista, era também o único cotista do fundo Arleen — este também gerido pela Reag Investimentos.
Foi através do Arleen que se deu a compra de metade da participação dos irmãos de Toffoli no resort, avaliada em R$ 6,6 milhões.
Com a transação, o Arleen se tornou sócio no negócio ao lado de três empresas dos irmãos e de um primo do ministro em setembro de 2021. Ainda segundo os documentos obtidos pelo jornal, neste período Zettel aportou R$ 20 milhões nos fundos, que por sua vez investiram o montante no Tayayá.
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2026-01-17
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