Ministro afirmou que o espaço permitirá condições “ainda mais favoráveis”. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
Ao ordenar a mudança da custódia, Moraes afirmou que o espaço permitirá condições “ainda mais favoráveis”, com ampliação do tempo de visitas de familiares e a realização livre de banho de sol e de exercícios em qualquer horário do dia.
No local estão o ex-ministro Anderson Torres (Justiça) e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, também condenados no núcleo crucial da trama golpista. O batalhão ganhou o apelido de “Papudinha” por ser anexo ao Complexo Penitenciário da Papuda.
As condições da superintendência da PF eram alvo de reclamações de familiares e aliados de Bolsonaro. Uma das críticas era sobre o barulho do ar-condicionado. Em sua decisão, Moraes afirmou que “as condições absolutamente excepcionais e privilegiadas” não transformam o cumprimento da pena do ex-presidente “em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”.
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Desde novembro, Bolsonaro vinha cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, pelo STF, por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Moraes também determinou que o ex-presidente passe por um exame médico, feito por peritos da PF, que devem avaliar seu estado clínico e a “necessidade de transferência para o hospital penitenciário”. Depois dessa avaliação, o ministro decidirá sobre um pedido da defesa de concessão de prisão domiciliar humanitária, por questões de saúde.
Moraes afirmou que o cumprimento da pena de Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal já vinha ocorrendo com o “absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”.
O ministro considerou, contudo, que a “total ausência de veracidade nas reclamações” não impede a transferência “para uma Sala de Estado Maior com condições ainda mais favoráveis”.
Moraes citou que o batalhão da PM-DF permitirá, por exemplo, o uso de “aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta”. O ministro incluiu na decisão uma tabela comparando as condições da superintendência e do batalhão, em categorias como metragem, acomodações, banho de sol e local para receber visitas.
Ainda na decisão, Moraes passou o recado de que as condições em que Bolsonaro foi encarcerado são melhores do que as verificadas para presos comuns. O ministro destacou que há um “déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais”.
“A excepcional concessão do cumprimento da pena definitiva em Sala de Estado Maior diferencia, independentemente de idade ou condição de saúde dos demais, o custodiado Jair Messias Bolsonaro dos 384.586 condenados que cumprem pena privativa de liberdade em regime fechado”, escreveu.
O ministro considerou que há uma “sistemática tentativa de deslegitimar” a forma de cumprimento da pena e citou críticas de dois filhos de Bolsonaro, o senador Flávio e o ex-vereador Carlos.
Moraes afirmou que Carlos demonstrou “total desconhecimento da legislação de execução penal”, por ter reclamado da restrição de horário para visitas, e que Flávio fez “críticas infundadas às condições extremamente favoráveis”.
Aliados do ex-presidente reagiram. Parte reconhece que a mudança representa melhora em relação à permanência na Superintendência da PF, mas ainda é tratada como insuficiente diante do quadro de saúde do ex-presidente. (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/estruturas-e-queixas-atendidas-entenda-os-motivos-que-levaram-alexandre-de-moraes-a-transferir-bolsonaro-da-policia-federal-para-a-papudinha/ Estruturas e queixas atendidas: entenda os motivos que levaram Alexandre de Moraes a transferir Bolsonaro da Polícia Federal para a Papudinha 2026-01-16
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Estruturas e queixas atendidas: entenda os motivos que levaram Alexandre de Moraes a transferir Bolsonaro da Polícia Federal para a Papudinha
Ministro afirmou que o espaço permitirá condições “ainda mais favoráveis”. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
Ao ordenar a mudança da custódia, Moraes afirmou que o espaço permitirá condições “ainda mais favoráveis”, com ampliação do tempo de visitas de familiares e a realização livre de banho de sol e de exercícios em qualquer horário do dia.
No local estão o ex-ministro Anderson Torres (Justiça) e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, também condenados no núcleo crucial da trama golpista. O batalhão ganhou o apelido de “Papudinha” por ser anexo ao Complexo Penitenciário da Papuda.
As condições da superintendência da PF eram alvo de reclamações de familiares e aliados de Bolsonaro. Uma das críticas era sobre o barulho do ar-condicionado. Em sua decisão, Moraes afirmou que “as condições absolutamente excepcionais e privilegiadas” não transformam o cumprimento da pena do ex-presidente “em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”.
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Desde novembro, Bolsonaro vinha cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, pelo STF, por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Moraes também determinou que o ex-presidente passe por um exame médico, feito por peritos da PF, que devem avaliar seu estado clínico e a “necessidade de transferência para o hospital penitenciário”. Depois dessa avaliação, o ministro decidirá sobre um pedido da defesa de concessão de prisão domiciliar humanitária, por questões de saúde.
Moraes afirmou que o cumprimento da pena de Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal já vinha ocorrendo com o “absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”.
O ministro considerou, contudo, que a “total ausência de veracidade nas reclamações” não impede a transferência “para uma Sala de Estado Maior com condições ainda mais favoráveis”.
Moraes citou que o batalhão da PM-DF permitirá, por exemplo, o uso de “aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta”. O ministro incluiu na decisão uma tabela comparando as condições da superintendência e do batalhão, em categorias como metragem, acomodações, banho de sol e local para receber visitas.
Ainda na decisão, Moraes passou o recado de que as condições em que Bolsonaro foi encarcerado são melhores do que as verificadas para presos comuns. O ministro destacou que há um “déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais”.
“A excepcional concessão do cumprimento da pena definitiva em Sala de Estado Maior diferencia, independentemente de idade ou condição de saúde dos demais, o custodiado Jair Messias Bolsonaro dos 384.586 condenados que cumprem pena privativa de liberdade em regime fechado”, escreveu.
O ministro considerou que há uma “sistemática tentativa de deslegitimar” a forma de cumprimento da pena e citou críticas de dois filhos de Bolsonaro, o senador Flávio e o ex-vereador Carlos.
Moraes afirmou que Carlos demonstrou “total desconhecimento da legislação de execução penal”, por ter reclamado da restrição de horário para visitas, e que Flávio fez “críticas infundadas às condições extremamente favoráveis”.
Aliados do ex-presidente reagiram. Parte reconhece que a mudança representa melhora em relação à permanência na Superintendência da PF, mas ainda é tratada como insuficiente diante do quadro de saúde do ex-presidente. (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/estruturas-e-queixas-atendidas-entenda-os-motivos-que-levaram-alexandre-de-moraes-a-transferir-bolsonaro-da-policia-federal-para-a-papudinha/
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2026-01-16
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