Após encaminhamento para abrigo, equinos podem ser adotados. (Foto: Arquivo/EPTC)
No âmbito da fiscalização sobre a presença irregular de cavalos e carroças em Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) retirou 234 equinos que estavam soltos em ruas e avenidas, por representarem um risco à segurança de motoristas e pedestres. A estatística consta em balanço divulgado nessa sexta-feira (9) e que aponta outros dois recolhimentos desde 1º de janeiro.
O destino de 128 animais foi a devolução aos seus tutores. Outros 57 acabaram recebendo um novo lar, por meio do programa de adoção responsável desenvolvido pela prefeitura e que conta com um abrigo específico – localizada na Zona Sul da Capital, a unidade tem atualmente 54 espécimes, dos quais 52 estão aptos a terem novo dono.
Todos os animais são tratados, microchipados e identificados antes de serem disponibilizados. Todo o processo é acompanhado pela EPTC, que realiza visitas anuais às famílias adotantes para verificar os cuidados dos animais em seus novos endereços.
“Os cavalos que passam pelo abrigo da EPTC são registrados permanentemente”, destaca o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto. “Com essa identificação individual, garantimos um acompanhamento mais eficiente do histórico e do bem-estar dos animais.”
O microchip, do tamanho de um grão de arroz, possui um número único de identificação, que não pode ser alterado ou removido. Ele é implantado sob a pele, geralmente na região do pescoço, sem causar danos à saúde do animal. As informações são lidas por um scanner e gerenciadas por meio de software, o que facilita o controle e monitoramento.
Durante o inverno, o abandono de equinos costuma ser mais frequente, devido à escassez de pastagem e ao aumento do custo da alimentação. Ao menos 22 animais recolhidos em 2025 já haviam sido retirados das ruas anteriormente, o que só foi possível identificar graças ao microchip, apontando assim os casos de reincidência.
Para adotar, o interessado deve possuir espaço adequado e se cadastrar por meio da Carta de Serviços da Prefeitura de Porto Alegre, para assumir a guarda legal do animal como fiel depositário.
O abrigo conta com infraestrutura adequada. Isso inclui caminhão com guincho do tipo “munck” (capaz de transportar até cinco cavalos), baias de alvenaria para equinos debilitados, assistência veterinária, área de pastagem, cocho de alimentação, bebedouro e equipe dedicada ao tratamento e cuidado dos animais.
Tração animal
Os cavalos adotados não podem ser utilizados para práticas esportivas (corridas, saltos etc) e nem para trabalho de tração (em carroças, charretes ou arados). Este último é autorizado por lei municipal nº 10.531/2008 somente em áreas específicas do Extremo Sul e na região das ilhas do Guaíba (bairro Arquipélago).
A Equipe de Fiscalização de Veículos de Tração Animal da EPTC é responsável por recolher animais soltos, fiscalizar o uso de carroças e apurar denúncias de maus-tratos, além de promover a guarda e adoção dos equinos.
Em casos de abandono ou maus-tratos, a população pode denunciar por meio da Central de Atendimento ao Cidadão 156 (opção 1) ou pelo número 118. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive em feriados.
Se constatada irregularidade, o animal é recolhido e levado ao abrigo, onde são fornecidos alimentação e cuidados veterinários. A recuperação permite encaminhaá-lo para adoção.
(Marcello Campos)
https://www.osul.com.br/risco-a-seguranca-em-um-ano-eptc-recolhe-234-cavalos-soltos-nas-ruas-de-porto-alegre/ Risco à segurança: em um ano, EPTC recolhe 234 cavalos soltos nas ruas de Porto Alegre 2026-01-09
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Risco à segurança: em um ano, EPTC recolhe 234 cavalos soltos nas ruas de Porto Alegre
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O destino de 128 animais foi a devolução aos seus tutores. Outros 57 acabaram recebendo um novo lar, por meio do programa de adoção responsável desenvolvido pela prefeitura e que conta com um abrigo específico – localizada na Zona Sul da Capital, a unidade tem atualmente 54 espécimes, dos quais 52 estão aptos a terem novo dono.
Todos os animais são tratados, microchipados e identificados antes de serem disponibilizados. Todo o processo é acompanhado pela EPTC, que realiza visitas anuais às famílias adotantes para verificar os cuidados dos animais em seus novos endereços.
“Os cavalos que passam pelo abrigo da EPTC são registrados permanentemente”, destaca o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto. “Com essa identificação individual, garantimos um acompanhamento mais eficiente do histórico e do bem-estar dos animais.”
O microchip, do tamanho de um grão de arroz, possui um número único de identificação, que não pode ser alterado ou removido. Ele é implantado sob a pele, geralmente na região do pescoço, sem causar danos à saúde do animal. As informações são lidas por um scanner e gerenciadas por meio de software, o que facilita o controle e monitoramento.
Durante o inverno, o abandono de equinos costuma ser mais frequente, devido à escassez de pastagem e ao aumento do custo da alimentação. Ao menos 22 animais recolhidos em 2025 já haviam sido retirados das ruas anteriormente, o que só foi possível identificar graças ao microchip, apontando assim os casos de reincidência.
Para adotar, o interessado deve possuir espaço adequado e se cadastrar por meio da Carta de Serviços da Prefeitura de Porto Alegre, para assumir a guarda legal do animal como fiel depositário.
O abrigo conta com infraestrutura adequada. Isso inclui caminhão com guincho do tipo “munck” (capaz de transportar até cinco cavalos), baias de alvenaria para equinos debilitados, assistência veterinária, área de pastagem, cocho de alimentação, bebedouro e equipe dedicada ao tratamento e cuidado dos animais.
Tração animal
Os cavalos adotados não podem ser utilizados para práticas esportivas (corridas, saltos etc) e nem para trabalho de tração (em carroças, charretes ou arados). Este último é autorizado por lei municipal nº 10.531/2008 somente em áreas específicas do Extremo Sul e na região das ilhas do Guaíba (bairro Arquipélago).
A Equipe de Fiscalização de Veículos de Tração Animal da EPTC é responsável por recolher animais soltos, fiscalizar o uso de carroças e apurar denúncias de maus-tratos, além de promover a guarda e adoção dos equinos.
Em casos de abandono ou maus-tratos, a população pode denunciar por meio da Central de Atendimento ao Cidadão 156 (opção 1) ou pelo número 118. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive em feriados.
Se constatada irregularidade, o animal é recolhido e levado ao abrigo, onde são fornecidos alimentação e cuidados veterinários. A recuperação permite encaminhaá-lo para adoção.
(Marcello Campos)
https://www.osul.com.br/risco-a-seguranca-em-um-ano-eptc-recolhe-234-cavalos-soltos-nas-ruas-de-porto-alegre/
Risco à segurança: em um ano, EPTC recolhe 234 cavalos soltos nas ruas de Porto Alegre
2026-01-09
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