A conversa foi classificada por integrantes do Planalto como “super rápida” e partiu de Lula.
Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR
A conversa foi classificada por integrantes do Planalto como “super rápida” e partiu de Lula. (Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com a atual presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no último sábado (3) pela manhã, informou o Palácio do Planalto.
A conversa foi classificada por integrantes do Planalto como “super rápida” e partiu de Lula para confirmar as informações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos de captura de Nicolás Maduro.
Na ligação, Delcy Rodríguez confirmou a captura e, no momento, ainda não tinha informações detalhadas sobre o paradeiro do ditador venezuelano.
Apenas após a ligação, o governo brasileiro divulgou nota condenando a ação norte-americana. Os canais diplomáticos entre Venezuela e Brasil estão abalados desde a reeleição de Maduro, em julho de 2024.
O Brasil questionou o resultado anunciado por Caracas e pediu a apresentação das atas eleitorais, o que o regime de Maduro não fez.
O governo brasileiro também atuou contra a entrada da Venezuela no Brics – bloco econômico que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e outros sete países.
No entanto, o Brasil condenou nesta segunda-feira (5) no Conselho de Segurança da ONU a intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Segundo o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, não é possível “aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”.
Danese afirmou que esse raciocínio “carece de legitimidade e abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto, e até mesmo de ignorar as soberanias nacionais, impondo decisões aos mais fracos.”
“O mundo multipolar do século XXI, que promova a paz e a prosperidade, não se confunde com áreas de influência”, pontou.
A declaração está alinhada à nota divulgada pelo governo brasileiro, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia da ação norte-americana. A informação foi adiantada pelo blog do Valdo Cruz.
“O Brasil rejeita de maneira categórica e com a maior firmeza a intervenção armada em território venezuelano, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, afirmou o embaixador.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos constituem uma gravíssima afronta à soberania da Venezuela e estabelecem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, prosseguiu.
De acordo com o embaixador, a Carta das Nações Unidas estabelece, como pilar da ordem internacional, a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas nela.
Nesse sentido, Sérgio Danese ponderou que a aceitação de ações dessa natureza poderiam conduzir a um “cenário marcado pela violência, pelo desordenamento e pela erosão do multilateralismo”. (Com informações do portal de notícias g1)
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Lula conversou com presidente interina da Venezuela logo após captura de Maduro, diz Planalto
A conversa foi classificada por integrantes do Planalto como “super rápida” e partiu de Lula.
Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR
A conversa foi classificada por integrantes do Planalto como “super rápida” e partiu de Lula. (Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com a atual presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no último sábado (3) pela manhã, informou o Palácio do Planalto.
A conversa foi classificada por integrantes do Planalto como “super rápida” e partiu de Lula para confirmar as informações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos de captura de Nicolás Maduro.
Na ligação, Delcy Rodríguez confirmou a captura e, no momento, ainda não tinha informações detalhadas sobre o paradeiro do ditador venezuelano.
Apenas após a ligação, o governo brasileiro divulgou nota condenando a ação norte-americana. Os canais diplomáticos entre Venezuela e Brasil estão abalados desde a reeleição de Maduro, em julho de 2024.
O Brasil questionou o resultado anunciado por Caracas e pediu a apresentação das atas eleitorais, o que o regime de Maduro não fez.
O governo brasileiro também atuou contra a entrada da Venezuela no Brics – bloco econômico que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e outros sete países.
No entanto, o Brasil condenou nesta segunda-feira (5) no Conselho de Segurança da ONU a intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Segundo o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, não é possível “aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”.
Danese afirmou que esse raciocínio “carece de legitimidade e abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto, e até mesmo de ignorar as soberanias nacionais, impondo decisões aos mais fracos.”
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A declaração está alinhada à nota divulgada pelo governo brasileiro, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia da ação norte-americana. A informação foi adiantada pelo blog do Valdo Cruz.
“O Brasil rejeita de maneira categórica e com a maior firmeza a intervenção armada em território venezuelano, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, afirmou o embaixador.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos constituem uma gravíssima afronta à soberania da Venezuela e estabelecem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, prosseguiu.
De acordo com o embaixador, a Carta das Nações Unidas estabelece, como pilar da ordem internacional, a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas nela.
Nesse sentido, Sérgio Danese ponderou que a aceitação de ações dessa natureza poderiam conduzir a um “cenário marcado pela violência, pelo desordenamento e pela erosão do multilateralismo”. (Com informações do portal de notícias g1)
https://www.osul.com.br/lula-conversou-com-presidente-interina-da-venezuela-logo-apos-captura-de-maduro-diz-planalto/
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2026-01-05
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