Movimento ocorre após apelo do governo pela matéria. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o relator da PEC da Segurança, Mendonça Filho (União-PE), apresentará os principais pontos do texto na reunião do Colégio de Líderes marcada para a próxima terça-feira. A expectativa, segundo ele, é que o relatório seja votado pela Comissão Especial já na próxima quinta-feira (4).
“A segurança pública é nossa prioridade”, escreveu Motta em seu perfil no X.
A sinalização pública foi feita dois dias depois de Motta se reunir com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. No encontro, a chefe da articulação política do governo pediu prioridade para a PEC, num momento de crise entre o Executivo e o Legislativo.
No texto original enviado pelo Planalto, a PEC previa uma unificação de informações ligadas à segurança pública, coordenada pela União. A possibilidade tem sido questionada.
“A gente vai fortalecer justamente essa diretriz, que é cooperação com integração, mas sem hierarquização de mando do governo central, porque isso não funciona. Está mais do que demonstrado, a experiência internacional é clara e evidente”, afirmou Mendonça na última semana.
Nas últimas semanas, Motta acumulou atritos com o Palácio do Planalto durante a tramitação do PL Antifacção, que acabou relatado por um opositor do governo, o deputado licenciado e secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP). A escolha, feita por Motta, irritou a base governista e marcou um capítulo da tensão entre o Executivo e o comando da Casa.
A PEC relatada por Mendonça Filho reúne mudanças estruturais na organização da segurança pública e na atuação das forças policiais. O relatório final deve contemplar ajustes em competências operacionais, reforço a instrumentos de enfrentamento ao crime organizado e mecanismos de coordenação entre os diferentes entes da federação. O conteúdo exato ainda não foi apresentado, mas o relator vem mantendo interlocução com bancadas da segurança, governadores e lideranças do Centrão.
Governadores, porém, têm demonstrado resistência a trechos da proposta. A principal preocupação é de que a PEC avance sobre atribuições hoje de competência dos estados. Para tentar contornar o impasse, o Ministério da Justiça incluiu, antes do envio do texto, um parágrafo reafirmando que a União não pretende invadir prerrogativas dos governos estaduais. O dispositivo explicita que a PEC “não exclui” as “competências comuns e concorrentes dos demais entes federativos relativas à segurança pública e à defesa social, nem restringe a subordinação das polícias militares, civis e penais e dos corpos de bombeiros militares aos governadores dos Estados e do Distrito Federal”. Com informações do R7 e O Globo.
https://www.osul.com.br/presidente-da-camara-dos-deputados-diz-que-vai-discutir-pec-da-seguranca-com-lideres-e-preve-votacao-em-comissao-na-proxima-quinta-feira/ Presidente da Câmara dos Deputados diz que vai discutir PEC da Segurança com líderes e prevê votação em comissão na próxima quinta-feira 2025-11-29
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que visa fortalecer o combate ao crime organizado e ampliar a proteção de autoridades e servidores públicos que atuam na área. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30). Aprovada pelo Congresso Nacional, a lei classifica duas novas modalidades de crime …
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Presidente da Câmara dos Deputados diz que vai discutir PEC da Segurança com líderes e prevê votação em comissão na próxima quinta-feira
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2025-11-29
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