Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (25) que insistirá na apresentação de um novo recurso, mesmo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar o trânsito em julgado da ação que o condenou a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.
O advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, sustentou que ainda pretende levar a contestação à Corte.
“Vou insistir com o ajuizamento dos infringentes”, disse.
Moraes, relator do caso, determinou que não há mais possibilidade de recursos e ordenou o imediato cumprimento da pena.
O ex-presidente permanece preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já está desde sábado, após a prisão preventiva decretada por violação da tornozeleira eletrônica. Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda para tentar danificar o equipamento, alegando “alucinação” e “paranoia”.
Ao decretar o trânsito em julgado, Moraes argumentou que a defesa de Bolsonaro deixou passar o prazo para apresentar novos embargos de declaração e destacou que os embargos infringentes não são cabíveis no caso. A Primeira Turma rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração.
Os dois tipos de recursos têm finalidades diferentes. Os embargos de declaração servem para esclarecer dúvidas, contradições ou omissões de uma sentença. Já os embargos infringentes são um recurso permitido em casos de julgamentos não unânimes.
A jurisprudência do STF, no entanto, estabelece que, no caso das Turmas, há a necessidade de ao menos dois votos divergentes para que esse recurso seja possível. No caso de Bolsonaro, a condenação ocorreu por 4 a 1, com a divergência partindo do ministro Luiz Fux.
Com a decisão definitiva, além da prisão, o STF determinou que o Superior Tribunal Militar e a Procuradoria-Geral do Ministério Público Militar analisem a possível perda da patente de Bolsonaro. Ele também teve seus direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação, ficando impedido de votar, se candidatar ou ocupar cargos que exijam capacidade eleitoral ativa.
Também foram presos ex-integrantes da cúpula das Forças Armadas que participaram da ofensiva golpista, caso dos ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier.
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres também está entre os detidos. Torres foi intimado da decisão sobre o trânsito em julgado do processo da trama golpista quando estava acompanhado de seu advogado e foi escoltado ao Batalhão, segundo informações de sua defesa.
Outro condenado que integrava a cúpula militar, o ex-ministro Braga Netto (Defesa e Casa Civil) está preso preventivamente desde dezembro de 2024, por tentar interferir na delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Ele seguirá detido em um quartel no Rio. A decisão sobre o fim do processo deve ser apreciada pelos demais ministros da Primeira Turma em sessão virtual.
A defesa de Braga Netto afirmou nesta terça que recebeu com “indignação” a decisão de Moraes de decretar o trânsito em julgado do processo contra o militar. Essa decisão define que não cabem mais recursos à condenação de Braga Netto, o que abre caminho para a execução da pena.
O advogado Demóstenes Torres, que defende Garnier, afirmou que a estratégia será “possivelmente, em momento oportuno, tentar uma revisão criminal”, tipo de recurso que tenta reverter a condenação ao fazer com que o caso seja analisado por outros ministros.
Já o advogado Matheus Milanez, que defende Heleno, disse que se trata de um “julgamento de exceção” e que o general é inocente. “Diante da ilegalidade e da perseguição, nossa luta pela anulação deste processo viciado e pelo reconhecimento formal de sua inocência será incansável e intransigente”.
Todos os réus se dizem inocentes e contestaram a condenação imposta pelo STF, alegando, entre outros pontos, falta de provas.
https://www.osul.com.br/defesa-de-bolsonaro-considera-decisao-erro-grave-e-diz-que-apresentara-novo-recurso/ Defesa de Bolsonaro considera decisão “erro grave” e diz que apresentará novo recurso 2025-11-25
Cláudio Castro diz também que na semana que vem a polícia fará operações diárias na zona sudoeste da capital e na Baixada Fluminense. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil) O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, vai dobrar a aposta. Embalado nas pesquisas que, sem exceção, mostram o apoio da população à operação de 121 mortos …
O Banco de Brasília (BRB) mudou sua política de investimentos sob o governador Ibaneis Rocha. (Foto: Divulgação) Alvo de apuração da Polícia Federal (PF) por suposta gestão temerária relacionada à tentativa de aquisição do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) alterou sua política de investimentos nos últimos anos, durante a administração do governador Ibaneis …
Indenizações requeridas na Justiça do Distrito Federal variam de 10 mil a 40 mil reais. (Foto: Reprodução) O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com dez ações judiciais pedindo indenizações que vão de 10 mil a 40 mil reais a parlamentares e cidadãos comuns que, na semana passada, foram às redes sociais afirmar …
O pano de fundo da disputa é a definição das candidaturas no campo da direita. Foto: Reprodução O pano de fundo da disputa é a definição das candidaturas no campo da direita. (Foto: Reprodução) O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Ricardo Salles (Novo) tornaram pública nas redes sociais uma briga em …
Defesa de Bolsonaro considera decisão “erro grave” e diz que apresentará novo recurso
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (25) que insistirá na apresentação de um novo recurso, mesmo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar o trânsito em julgado da ação que o condenou a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.
O advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, sustentou que ainda pretende levar a contestação à Corte.
“Vou insistir com o ajuizamento dos infringentes”, disse.
Moraes, relator do caso, determinou que não há mais possibilidade de recursos e ordenou o imediato cumprimento da pena.
O ex-presidente permanece preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já está desde sábado, após a prisão preventiva decretada por violação da tornozeleira eletrônica. Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda para tentar danificar o equipamento, alegando “alucinação” e “paranoia”.
Ao decretar o trânsito em julgado, Moraes argumentou que a defesa de Bolsonaro deixou passar o prazo para apresentar novos embargos de declaração e destacou que os embargos infringentes não são cabíveis no caso. A Primeira Turma rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração.
Os dois tipos de recursos têm finalidades diferentes. Os embargos de declaração servem para esclarecer dúvidas, contradições ou omissões de uma sentença. Já os embargos infringentes são um recurso permitido em casos de julgamentos não unânimes.
A jurisprudência do STF, no entanto, estabelece que, no caso das Turmas, há a necessidade de ao menos dois votos divergentes para que esse recurso seja possível. No caso de Bolsonaro, a condenação ocorreu por 4 a 1, com a divergência partindo do ministro Luiz Fux.
Com a decisão definitiva, além da prisão, o STF determinou que o Superior Tribunal Militar e a Procuradoria-Geral do Ministério Público Militar analisem a possível perda da patente de Bolsonaro. Ele também teve seus direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação, ficando impedido de votar, se candidatar ou ocupar cargos que exijam capacidade eleitoral ativa.
Também foram presos ex-integrantes da cúpula das Forças Armadas que participaram da ofensiva golpista, caso dos ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier.
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres também está entre os detidos. Torres foi intimado da decisão sobre o trânsito em julgado do processo da trama golpista quando estava acompanhado de seu advogado e foi escoltado ao Batalhão, segundo informações de sua defesa.
Outro condenado que integrava a cúpula militar, o ex-ministro Braga Netto (Defesa e Casa Civil) está preso preventivamente desde dezembro de 2024, por tentar interferir na delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Ele seguirá detido em um quartel no Rio. A decisão sobre o fim do processo deve ser apreciada pelos demais ministros da Primeira Turma em sessão virtual.
A defesa de Braga Netto afirmou nesta terça que recebeu com “indignação” a decisão de Moraes de decretar o trânsito em julgado do processo contra o militar. Essa decisão define que não cabem mais recursos à condenação de Braga Netto, o que abre caminho para a execução da pena.
O advogado Demóstenes Torres, que defende Garnier, afirmou que a estratégia será “possivelmente, em momento oportuno, tentar uma revisão criminal”, tipo de recurso que tenta reverter a condenação ao fazer com que o caso seja analisado por outros ministros.
Já o advogado Matheus Milanez, que defende Heleno, disse que se trata de um “julgamento de exceção” e que o general é inocente. “Diante da ilegalidade e da perseguição, nossa luta pela anulação deste processo viciado e pelo reconhecimento formal de sua inocência será incansável e intransigente”.
Todos os réus se dizem inocentes e contestaram a condenação imposta pelo STF, alegando, entre outros pontos, falta de provas.
https://www.osul.com.br/defesa-de-bolsonaro-considera-decisao-erro-grave-e-diz-que-apresentara-novo-recurso/
Defesa de Bolsonaro considera decisão “erro grave” e diz que apresentará novo recurso
2025-11-25
Related Posts
Governador do Rio de Janeiro dobra aposta e diz que tem “agendadas mais 10 operações contra o crime organizado”
Cláudio Castro diz também que na semana que vem a polícia fará operações diárias na zona sudoeste da capital e na Baixada Fluminense. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil) O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, vai dobrar a aposta. Embalado nas pesquisas que, sem exceção, mostram o apoio da população à operação de 121 mortos …
Alvo da Polícia Federal, o Banco de Brasília assumiu gastos questionáveis para um banco estatal regional
O Banco de Brasília (BRB) mudou sua política de investimentos sob o governador Ibaneis Rocha. (Foto: Divulgação) Alvo de apuração da Polícia Federal (PF) por suposta gestão temerária relacionada à tentativa de aquisição do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) alterou sua política de investimentos nos últimos anos, durante a administração do governador Ibaneis …
PT processa cidadãos e parlamentares que chamaram a sigla de “Partido dos Traficantes”
Indenizações requeridas na Justiça do Distrito Federal variam de 10 mil a 40 mil reais. (Foto: Reprodução) O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com dez ações judiciais pedindo indenizações que vão de 10 mil a 40 mil reais a parlamentares e cidadãos comuns que, na semana passada, foram às redes sociais afirmar …
Eduardo Bolsonaro discute com Ricardo Salles, ex-ministro de seu pai, e chama de calúnia acusação sobre receber dinheiro para apoiar André do Prado
O pano de fundo da disputa é a definição das candidaturas no campo da direita. Foto: Reprodução O pano de fundo da disputa é a definição das candidaturas no campo da direita. (Foto: Reprodução) O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Ricardo Salles (Novo) tornaram pública nas redes sociais uma briga em …