A Argentina, um dos países que fez reclamações, respondeu na sequência. “Não estamos nos comportando como crianças mimadas. Estamos aqui para representar nossos países. (Foto: Alex Ferro/COP30)
A plenária da COP30 foi suspensa neste sábado para uma consulta sobre procedimentos, após delegações afirmarem que haviam pedido a palavra antes da votação do plano de mitigação, mas que o presidente da conferência, André Corrêa do Lago, ainda assim bateu o martelo.
Panamá, Colômbia e Uruguai fizeram críticas duras, e a delegada colombiana retomou a fala para registrar formalmente que se tratava de uma objeção ao texto — especialmente aos indicadores globais de adaptação (GGA).
Quando a sessão foi retomada, Corrêa do Lago pediu desculpas por não ter visto os pedidos de palavra e as questões de ordem, dizendo que não havia dormido e, em tom descontraído, citando sua “idade avançada”.
A representação do Uruguai questionou a condução da plenária: “gostaria de levantar um ponto de ordem e eu estou abordando esse ponto de novo para lhe dizer que a maneira com a qual o procedimento está sendo conduzido não é aceitável para nós. Nós levantamos essa questão antes que o senhor bateu [o martelo]. (…) Tem uma questão procedimental muito séria e isso aqui não é uma declaração que estamos pedindo que seja incluída no relatório. É uma objeção, é uma não concordância”, disse a representante do Uruguai. Na sequência, o embaixador suspendeu a sessão para consulta com as partes que reclamaram do processo.
“Senhor presidente, essa é a COP da verdade e da confiança, e você não está nos deixando com nenhuma outra opção. (…) Gostaríamos de mostrar nossa objeção ao programa de mitigação. (…) Nós não conseguimos ter essa discussão. (…) Eu peço desculpa, mas a Colômbia não está de acordo com o programa de mitigação assim como foi apresentado. Daniela Durán González, da Colômbia”.
“As decisões da COP precisam ser tomadas por consenso, se não há consenso, a presidência pode até suspender essa”, explica Bruno Toledo, especialista de política climática do Climainfo. “Pode haver uma COP Bis, quando o processo começa todo de novo, daqui alguns meses, como aconteceu com a última COP da Biodiversidade.”
Ministra acusa COP de silenciar quem cobra transição. Em seguida, a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez-Torres, que já tinha acusado a presidência da COP30 de silenciar países que pedem transição de combustíveis fósseis tuitou que o país não aceitará um texto que nega a ciência.
Após a retomada do trabalho, a delegação russa mostrou incômodo e criticou a postura dos países latino-americanos. “Nós tivemos consultas extensivas com o secretariado e o secretariado confirmou que as decisões foram marteladas e são consideradas como tenuidades adotadas. […] Eu gostaria de usar essa oportunidade para lançar um apelo para vocês para parar de agir como crianças que querem pegar as balas”, cutucou o representante de Moscou.
A Argentina, um dos países que fez reclamações, respondeu na sequência. “Não estamos nos comportando como crianças mimadas. Estamos aqui para representar nossos países. Viemos aqui para representar os milhões de habitantes desse continente que representamos”, respondeu a deleção argentina, sob aplausos. Com informações do portal UOL.
https://www.osul.com.br/sessao-final-da-cop-30-teve-briga-de-paises-e-reclamacoes/ Sessão final da COP 30 teve briga de países e reclamações 2025-11-23
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A representação do Uruguai questionou a condução da plenária: “gostaria de levantar um ponto de ordem e eu estou abordando esse ponto de novo para lhe dizer que a maneira com a qual o procedimento está sendo conduzido não é aceitável para nós. Nós levantamos essa questão antes que o senhor bateu [o martelo]. (…) Tem uma questão procedimental muito séria e isso aqui não é uma declaração que estamos pedindo que seja incluída no relatório. É uma objeção, é uma não concordância”, disse a representante do Uruguai. Na sequência, o embaixador suspendeu a sessão para consulta com as partes que reclamaram do processo.
“Senhor presidente, essa é a COP da verdade e da confiança, e você não está nos deixando com nenhuma outra opção. (…) Gostaríamos de mostrar nossa objeção ao programa de mitigação. (…) Nós não conseguimos ter essa discussão. (…) Eu peço desculpa, mas a Colômbia não está de acordo com o programa de mitigação assim como foi apresentado.
Daniela Durán González, da Colômbia”.
“As decisões da COP precisam ser tomadas por consenso, se não há consenso, a presidência pode até suspender essa”, explica Bruno Toledo, especialista de política climática do Climainfo. “Pode haver uma COP Bis, quando o processo começa todo de novo, daqui alguns meses, como aconteceu com a última COP da Biodiversidade.”
Ministra acusa COP de silenciar quem cobra transição. Em seguida, a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez-Torres, que já tinha acusado a presidência da COP30 de silenciar países que pedem transição de combustíveis fósseis tuitou que o país não aceitará um texto que nega a ciência.
Após a retomada do trabalho, a delegação russa mostrou incômodo e criticou a postura dos países latino-americanos. “Nós tivemos consultas extensivas com o secretariado e o secretariado confirmou que as decisões foram marteladas e são consideradas como tenuidades adotadas. […] Eu gostaria de usar essa oportunidade para lançar um apelo para vocês para parar de agir como crianças que querem pegar as balas”, cutucou o representante de Moscou.
A Argentina, um dos países que fez reclamações, respondeu na sequência. “Não estamos nos comportando como crianças mimadas. Estamos aqui para representar nossos países. Viemos aqui para representar os milhões de habitantes desse continente que representamos”, respondeu a deleção argentina, sob aplausos. Com informações do portal UOL.
https://www.osul.com.br/sessao-final-da-cop-30-teve-briga-de-paises-e-reclamacoes/
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