A crítica de Eduardo Paes foi postada depois que o chanceler afirmou estar feliz “retornar à Alemanha” após a COP30
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A crítica de Eduardo Paes foi postada depois que o chanceler afirmou estar feliz “retornar à Alemanha” após a COP30. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), chamou o chanceler alemão, Friedrich Merz, de “nazista” e “filhote de Hitler” após ele ter criticado a cidade de Belém (PA), sede da COP 30. No entanto, Paes apagou o comentário em seguida. A crítica foi postada depois que Merz afirmou que todos os jornalistas que o acompanharam durante a Cúpula de Líderes ficaram contentes em “retornar à Alemanha” após o final do evento.
“Como meus amigos Igor Normando [prefeito de Belém] e Hélder Barbalho [governador do Pará] são muito educados, eu digo aqui o que eles pensaram: FILHOTE DE HITLER! VAGABUNDO! NAZISTA”, escreveu no X. O post foi apagado em seguida pelo prefeito, que acrescentou em uma segunda publicação que já havia “desabafado” hoje e pediu para que o Itamaraty “fique tranquilo”. “Viva a amizade entre o Brasil e a Alemanha”.
A declaração de Merz também foi rebatida pelo presidente Lula (PT), que disse que ele deveria ter provado a culinária paraense, ido a um boteco e dançado:
“O primeiro-ministro da Alemanha esses dias se queixou: eu fui no Pará, mas voltei logo porque eu gosto mesmo é de Berlim. Na verdade, ele deveria ter ido num boteco no Pará, deveria ter dançado, deveria ter provado a culinária do Pará, porque ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém. E eu falava toda hora: coma maniçoba”, disse.
O governador Helder Barbalho (MDB) também respondeu ao comentário de Merz em uma publicação nas redes sociais e afirmou que a declaração foi “um discurso preconceituoso”, vindo de um país que “ajudou a aquecer o planeta”. Já Igor Normando disse que a fala do chanceler felizmente “não representa o que a maioria da população do mundo inteiro acha da cidade”.
No campo político à esquerda, a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) classificou a fala do chanceler como “vergonhosa”. O deputado estadual de São Paulo Guilherme Cortez (PSOL), que esteve em Belém durante a Cúpula de Líderes, também criticou as falas de Merz, a quem chamou de “infeliz”.
Outro que rebateu o alemão foi o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AM). Para o político, o “país mais bonito do mundo é o Brasil e ele já nasceu assim, não precisou intensificar o aquecimento global, tampouco destruir ecossistemas alheios para parecer grandioso”.
Já parlamentares da oposição aproveitaram a polêmica para criticar a gestão do presidente em relação à conferência. Entre os que se manifestaram, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que o caso demonstra que Lula “está fazendo o Brasil passar vergonha mundial”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também publicou as imagens e classificou o petista como “irresponsável”, jogou “o nome do Brasil na lama” e “gastou milhões de impostos para queimar o filme do Brasil no mundo todo”.
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A crítica de Eduardo Paes foi postada depois que o chanceler afirmou estar feliz “retornar à Alemanha” após a COP30
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A crítica de Eduardo Paes foi postada depois que o chanceler afirmou estar feliz “retornar à Alemanha” após a COP30. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), chamou o chanceler alemão, Friedrich Merz, de “nazista” e “filhote de Hitler” após ele ter criticado a cidade de Belém (PA), sede da COP 30. No entanto, Paes apagou o comentário em seguida. A crítica foi postada depois que Merz afirmou que todos os jornalistas que o acompanharam durante a Cúpula de Líderes ficaram contentes em “retornar à Alemanha” após o final do evento.
“Como meus amigos Igor Normando [prefeito de Belém] e Hélder Barbalho [governador do Pará] são muito educados, eu digo aqui o que eles pensaram: FILHOTE DE HITLER! VAGABUNDO! NAZISTA”, escreveu no X. O post foi apagado em seguida pelo prefeito, que acrescentou em uma segunda publicação que já havia “desabafado” hoje e pediu para que o Itamaraty “fique tranquilo”. “Viva a amizade entre o Brasil e a Alemanha”.
A declaração de Merz também foi rebatida pelo presidente Lula (PT), que disse que ele deveria ter provado a culinária paraense, ido a um boteco e dançado:
“O primeiro-ministro da Alemanha esses dias se queixou: eu fui no Pará, mas voltei logo porque eu gosto mesmo é de Berlim. Na verdade, ele deveria ter ido num boteco no Pará, deveria ter dançado, deveria ter provado a culinária do Pará, porque ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém. E eu falava toda hora: coma maniçoba”, disse.
O governador Helder Barbalho (MDB) também respondeu ao comentário de Merz em uma publicação nas redes sociais e afirmou que a declaração foi “um discurso preconceituoso”, vindo de um país que “ajudou a aquecer o planeta”. Já Igor Normando disse que a fala do chanceler felizmente “não representa o que a maioria da população do mundo inteiro acha da cidade”.
No campo político à esquerda, a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) classificou a fala do chanceler como “vergonhosa”. O deputado estadual de São Paulo Guilherme Cortez (PSOL), que esteve em Belém durante a Cúpula de Líderes, também criticou as falas de Merz, a quem chamou de “infeliz”.
Outro que rebateu o alemão foi o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AM). Para o político, o “país mais bonito do mundo é o Brasil e ele já nasceu assim, não precisou intensificar o aquecimento global, tampouco destruir ecossistemas alheios para parecer grandioso”.
Já parlamentares da oposição aproveitaram a polêmica para criticar a gestão do presidente em relação à conferência. Entre os que se manifestaram, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que o caso demonstra que Lula “está fazendo o Brasil passar vergonha mundial”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também publicou as imagens e classificou o petista como “irresponsável”, jogou “o nome do Brasil na lama” e “gastou milhões de impostos para queimar o filme do Brasil no mundo todo”.
https://www.osul.com.br/prefeito-do-rio-de-janeiro-chama-primeiro-ministro-alemao-de-filhote-de-hitler-vagabundo-e-nazista/
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