Rodrigo Manga está sob suspeita de ligação com esquema de corrupção. (Foto: Câmara Municipal de Sorocaba/Divulgação)
Apontado como líder de uma organização criminosa que teria se instalado na prefeitura de Sorocaba, Manga foi removido por suspeita de corrupção – ele teria usado uma empresa de publicidade aberta em nome da mulher, a primeira-dama Sirlange Rodrigues Frate Maganhato, e uma igreja ligada à irmã e ao cunhado dela para lavar dinheiro de propinas, segundo a Polícia Federal.
Manga nega irregularidades em seu governo. Em nota, a defesa afirmou que o prefeito é vítima de “perseguição política” e que o afastamento foi baseado em “ilações”.
As suspeitas levaram o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) a ordenar o afastamento de Manga para impedir “reiteração” de desvios na administração municipal. O desembargador André Nekatschalow aponta que a Manga é atribuída a “possível liderança do grupo criminoso e principal beneficiário das supostas práticas criminosas”.
Na semana passada, a PF deflagrou a segunda fase da Operação Copia e Cola, que mira o prefeito e aliados. Na representação que deu origem à operação, a PF apontou “elevado número de delitos descobertos em razão das provas produzidas”.
O rival de Manga no Legislativo elencou uma série de contratos, decisões judiciais e investigações que, segundo ele, evidenciam um ‘esquema de corrupção sistêmico e institucionalizado’.
Segundo Raul Marcelo, na área da Saúde, a Polícia Federal já investiga suposto desvio de 40% em “contratos fraudulentos” que somam R$ 123,7 milhões firmados com uma organização que administrava unidades de saúde.
Raul Marcelo sustenta que, além disso, o Tribunal de Contas do Estado apontou irregularidades na contratação de leitos de Covid pelo valor de R$ 25 milhões, alcançando um sobrepreço de 145% ‘em relação ao parâmetro do Ministério da Saúde’.
O vereador do PSOL cita, ainda, pagamentos sem contrato que totalizam R$ 13,4 milhões a uma empresa terceirizada responsável pelas farmácias dos postos de saúde e, ainda, a aquisição de medicamentos com superfaturamento de até 950% em uma licitação de R$ 33,7 milhões.
Na área da Educação, o opositor indica “um conjunto de abusos que se acumulam como uma lista de escândalos”. Segundo ele, “o caso mais emblemático é a compra de kits de robótica por R$ 26,2 milhões, sob suspeita de superfaturamento”. Essa investigação, ele sustenta, já levou ao bloqueio das contas pessoais de Manga.
Outro episódio apontado por Raul é a compra do prédio da Secretaria da Educação por um montante de R$ 10,3 milhões “acima do preço de mercado”. O vereador afirma que nesse episódio, dois servidores “politicamente ligados” a Manga já foram condenados em primeiro grau judicia – um pegou 23 anos e quatro meses de prisão, outro, a 10 anos.
Na representação à presidência da Câmara de Sorocaba, o vereador do PSOL diz que “a sequência de irregularidades parece inesgotável”. Cita, ainda, que Manga “tentou comprar por R$ 22 milhões kits de musicalização com CDs e DVDs mesmo sabendo que as escolas não possuem equipamentos para reproduzir essas mídias”.
O negócio acabou sendo barrado pela Promotoria.
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Outro episódio apontado por Raul é a compra do prédio da Secretaria da Educação por um montante de R$ 10,3 milhões “acima do preço de mercado”. O vereador afirma que nesse episódio, dois servidores “politicamente ligados” a Manga já foram condenados em primeiro grau judicia – um pegou 23 anos e quatro meses de prisão, outro, a 10 anos.
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2025-11-10
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