Movimentação pode impedir ministro de julgar núcleos sobre os quais ele viu crime no primeiro processo. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
O pedido feito nessa terça-feira (21) pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ser transferido da 1ª para a 2ª Turma da Corte, tem implicações diretas nos próximos capítulos do julgamento relacionado à chamada trama golpista. A mudança de Turma pode afetar a participação de Fux em julgamentos futuros de núcleos da investigação, especialmente em episódios nos quais ele já apontou a existência de indícios de crime.
A depender do momento em que a transferência for efetivada, Fux pode não compor a bancada que analisará processos envolvendo dois episódios específicos: o “Copa 22”, que trata do monitoramento de ministros do Supremo por militares, e o “Punhal Verde e Amarelo”, plano que envolve a suposta tentativa de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio ministro Alexandre de Moraes.
No primeiro julgamento sobre a tentativa de golpe, Fux votou pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros réus, como o general Braga Netto. No entanto, em seu voto, fez uma observação relevante: reconheceu indícios de crime nos dois episódios mencionados. O ministro considerou, no entanto, que tais atos não tinham conexão direta com os acusados naquele processo específico, motivo pelo qual votou pela absolvição.
Havia uma grande expectativa sobre como o ministro se comportaria, já que, para um leigo, seria impossível ele absolver quem executou a ação depois de ter visto crime na ação. Com a mudança de Turma, Fux pode não estar presente nos julgamentos desses núcleos, e, assim, não será necessário que ele vote novamente sobre episódios em que já havia indicado haver elementos criminosos.
A movimentação de Fux gerou questionamentos sobre possíveis motivações relacionadas ao ambiente entre os ministros. Circulou a tese de que ele estaria tentando evitar um possível “climão” na 1ª Turma após seu voto divergente no julgamento principal da trama golpista. No entanto, essa hipótese perde força diante do fato de que o ministro solicitou mudança justamente para a 2ª Turma, onde atua o ministro Gilmar Mendes – o único integrante do Supremo que fez críticas públicas e mais duras ao voto de Fux.
Fux pediu para ir justamente para a Turma de Gilmar Mendes, o único ministro que fez críticas públicas e mais duras ao seu voto divergente. Seria trocar um “climão” por outro.
O STF ainda precisa deliberar sobre o pedido de mudança de Turma feito por Fux. (Com informações do colunista Octavio Guedes, do portal g1)
https://www.osul.com.br/ao-pedir-para-mudar-de-turma-no-supremo-ministro-luiz-fux-pode-se-livrar-de-julgamentos-espinhosos-da-tentativa-de-golpe/ Ao pedir para mudar de Turma no Supremo, ministro Luiz Fux pode se livrar de julgamentos “espinhosos” da tentativa de golpe 2025-10-21
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Ao pedir para mudar de Turma no Supremo, ministro Luiz Fux pode se livrar de julgamentos “espinhosos” da tentativa de golpe
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O pedido feito nessa terça-feira (21) pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ser transferido da 1ª para a 2ª Turma da Corte, tem implicações diretas nos próximos capítulos do julgamento relacionado à chamada trama golpista. A mudança de Turma pode afetar a participação de Fux em julgamentos futuros de núcleos da investigação, especialmente em episódios nos quais ele já apontou a existência de indícios de crime.
A depender do momento em que a transferência for efetivada, Fux pode não compor a bancada que analisará processos envolvendo dois episódios específicos: o “Copa 22”, que trata do monitoramento de ministros do Supremo por militares, e o “Punhal Verde e Amarelo”, plano que envolve a suposta tentativa de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio ministro Alexandre de Moraes.
No primeiro julgamento sobre a tentativa de golpe, Fux votou pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros réus, como o general Braga Netto. No entanto, em seu voto, fez uma observação relevante: reconheceu indícios de crime nos dois episódios mencionados. O ministro considerou, no entanto, que tais atos não tinham conexão direta com os acusados naquele processo específico, motivo pelo qual votou pela absolvição.
Havia uma grande expectativa sobre como o ministro se comportaria, já que, para um leigo, seria impossível ele absolver quem executou a ação depois de ter visto crime na ação. Com a mudança de Turma, Fux pode não estar presente nos julgamentos desses núcleos, e, assim, não será necessário que ele vote novamente sobre episódios em que já havia indicado haver elementos criminosos.
A movimentação de Fux gerou questionamentos sobre possíveis motivações relacionadas ao ambiente entre os ministros. Circulou a tese de que ele estaria tentando evitar um possível “climão” na 1ª Turma após seu voto divergente no julgamento principal da trama golpista. No entanto, essa hipótese perde força diante do fato de que o ministro solicitou mudança justamente para a 2ª Turma, onde atua o ministro Gilmar Mendes – o único integrante do Supremo que fez críticas públicas e mais duras ao voto de Fux.
Fux pediu para ir justamente para a Turma de Gilmar Mendes, o único ministro que fez críticas públicas e mais duras ao seu voto divergente. Seria trocar um “climão” por outro.
O STF ainda precisa deliberar sobre o pedido de mudança de Turma feito por Fux. (Com informações do colunista Octavio Guedes, do portal g1)
https://www.osul.com.br/ao-pedir-para-mudar-de-turma-no-supremo-ministro-luiz-fux-pode-se-livrar-de-julgamentos-espinhosos-da-tentativa-de-golpe/
Ao pedir para mudar de Turma no Supremo, ministro Luiz Fux pode se livrar de julgamentos “espinhosos” da tentativa de golpe
2025-10-21
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