“Vamos trabalhar pela anistia em 2026”, afirma o líder do partido de Bolsonaro; a direita precisa ter “responsabilidade” e se unir para disputar a Presidência
Marinho avaliou que o chamado PL da dosimetria pouco beneficia Bolsonaro, que foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que, mesmo após a aprovação do projeto de lei que reduz as penas dos condenados pelo 8 de janeiro de 2023, o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro continuará articulando pela anistia.
Em entrevista ao Valor Econômico, Marinho avaliou que o chamado PL da dosimetria pouco beneficia Bolsonaro, que foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento no Congresso é de que o ex-presidente ficará em regime fechado por dois anos e quatro meses, mas juristas apontam que esse tempo será maior.
Apesar do discurso de que seguirá tentando viabilizar Bolsonaro eleitoralmente, Marinho endossa a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e confia que o filho do ex-presidente pode vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição.
“O Flávio representa um movimento que sempre existiu na sociedade brasileira, mas que não tinha organização. Uma boa parte da sociedade brasileira defende valores conservadores”, disse.
Ainda sobre 2026, Marinho, que coordena a comunicação do PL, reafirmou o objetivo de aumentar a bancada do partido no Senado para uma eventual disputa pela presidência da Casa em 2027. “O fato é que o PL vai lutar muito para ter uma bancada de senadores aqui bem maior do que ele tem hoje.”
* O PL da dosimetria não pode enfraquecer a lei para punir futuras tentativas de golpe?
Achar que senhoras, acompanhadas de crianças, com bandeiras e com bíblias, queriam dar um golpe de Estado em um dia de domingo, sem líderes, sem armas? O que existe é uma forçação de barra.
* O julgamento de Bolsonaro no STF foi equivocado?
O ex-presidente foi julgado de forma sumária, sem duplo grau de jurisdição. A própria Constituição determina que um presidente da República é julgado pelo pleno e ele foi julgado por uma Câmara (a Primeira Turma, colegiado formado por cinco dos 11 ministros do STF). Já que o conceito foi de que ele estava sendo julgando por ações como presidente da República.
* Bolsonaro escolheu Flávio como candidato ao Palácio do Planalto em 2026, É um nome viável?
O Flávio representa um movimento que sempre existiu na sociedade brasileira, mas que não tinha organização. Uma boa parte da sociedade brasileira defende valores conservadores.
* Líderes do Centrão defendem nomes alternativos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Bolsonaro não tomou essa decisão inopinadamente. Isso foi um processo de maturação. Foram três anos para tomar essa decisão. Eu tive várias oportunidades de conversar com o ex-presidente e ele conversou com vários atores, inclusive com o Tarcísio. Conversou com governadores, senadores, deputados. Nós estamos construindo essa candidatura, ajudando o Flávio na construção de plano de governo, dos palanques regionais em cada Estado da federação, na articulação com outros partidos e atores políticos.
* A direita terá mais de um candidato?
Nós temos que ter a responsabilidade de estarmos todos juntos, no que nos une, não no que nos separa, porque a direita sempre teve essa característica, ela é plural. Nós estamos entusiasmados com a candidatura de Flávio. Ele sai de um patamar alto, até pela relação que tem com o PL e com o pai. (Com informações do Valor Econômico)
https://www.osul.com.br/vamos-trabalhar-pela-anistia-em-2026-afirma-o-lider-do-partido-de-bolsonaro-a-direita-precisa-ter-responsabilidade-e-se-unir-para-disputar-a-presidencia/ “Vamos trabalhar pela anistia em 2026”, afirma o líder do partido de Bolsonaro; a direita precisa ter “responsabilidade” e se unir para disputar a Presidência 2025-12-30
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Em entrevista ao Valor Econômico, Marinho avaliou que o chamado PL da dosimetria pouco beneficia Bolsonaro, que foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento no Congresso é de que o ex-presidente ficará em regime fechado por dois anos e quatro meses, mas juristas apontam que esse tempo será maior.
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* A direita terá mais de um candidato?
Nós temos que ter a responsabilidade de estarmos todos juntos, no que nos une, não no que nos separa, porque a direita sempre teve essa característica, ela é plural. Nós estamos entusiasmados com a candidatura de Flávio. Ele sai de um patamar alto, até pela relação que tem com o PL e com o pai. (Com informações do Valor Econômico)
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2025-12-30
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