Bolsonaro é alvo de inquéritos sobre atuação nos EUA, pandemia e outras frentes. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado para reverter os resultados das eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo em outras sete investigações na Corte.
Confira a seguir todos os casos envolvendo Bolsonaro e o que ele alega:
Atuação nos EUA
Em 20 de agosto, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação devido à atuação do parlamentar nos Estados Unidos. A investigação foi aberta em maio pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar Eduardo por articular sanções aplicadas pela Casa Branca a integrantes da Suprema Corte brasileira, numa tentativa de interferir no julgamento da trama golpista.
A PGR apontou indícios de crimes como obstrução de Justiça, coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito. A PGR agora deve analisar se há elementos suficientes para apresentar uma denúncia (acusação formal) contra o ex-presidente e seu filho.
Abin Paralela
No mês passado, a Polícia Federal confirmou o envolvimento de Bolsonaro no esquema de espionagem ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e indiciou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).
No relatório final da investigação do caso conhecido como Abin paralela, a PF apontou indícios da participação de Jair Bolsonaro na rede de espionagem ilegal da agência de inteligência. Segundo investigadores, o ex-presidente tinha conhecimento do esquema e era o principal beneficiário dele.
Mas a corporação entendeu que caberá à PGR avaliar se o ex-presidente deverá responder pelo crime de organização criminosa em dois inquéritos diferentes, o da Abin paralela e o da trama golpista. Bolsonaro nega irregularidades.
Venda de joias
Bolsonaro foi indiciado em julho do ano passado pela PF neste caso, ao lado de 11 pessoas, por um suposto esquema de venda de presentes recebidos pela Presidência durante seu governo. O processo está na PGR, que ainda não decidiu se apresenta uma denúncia.
8 de janeiro
Pandemia
Em 2022, a PF afirmou ao STF que Bolsonaro cometeu incitação ao crime, por estimular as pessoas a não usarem máscaras, além da contravenção penal de “provocar alarme ou perigo inexistente” ao associar o uso da vacina da Covid-19 com o desenvolvimento do vírus da Aids. Em 2023, a PGR pediu o arquivamento do caso. Ainda não houve decisão do relator do caso, Alexandre de Moraes.
Vazamento de inquérito
Em 2022, a PF afirmou que Bolsonaro cometeu o crime de violação de sigilo funcional, ao divulgar uma investigação sigilosa sobre ataque hacker ao TSE. A PGR já pediu para arquivar esse caso, mas o pedido foi negado por Moraes, que também é o relator desse inquérito. Bolsonaro alega que a apuração não era sigilosa.
Bolsonaro é investigado por uma suposta interferência na PF, denunciada pelo ex-ministro Sergio Moro (hoje senador), quando pediu demissão do Ministério da Justiça, em 2020. O então presidente prestou depoimento no caso em 2021, mas negou interferência. Em 2022, a PF afirmou que não houve crime, e a PGR pediu o arquivamento. As informações são do jornal O Globo
https://www.osul.com.br/supremo-tem-outros-sete-casos-contra-o-ex-presidente-bolsonaro/ Supremo tem outros sete casos contra o ex-presidente Bolsonaro 2025-09-14
Com a iminência da prisão de Bolsonaro, a anistia transformou-se em um dos principais pontos de mobilização da oposição, que defende perdão amplo, geral e irrestrito aos golpistas. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reacendeu a disputa em torno do projeto de …
Gilmar Mendes e Flávio Dino revelaram uma postura crítica em relação à atuação de CPIs em andamento no Congresso Nacional. Foto: Fellipe Sampaio/STF Gilmar Mendes e Flávio Dino revelaram uma postura crítica em relação à atuação de CPIs em andamento no Congresso Nacional. (Foto: Fellipe Sampaio/STF) Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a …
Segundo a comunicação do governo, Lula apresentava queratose, uma condição geralmente associada à exposição excessiva ao sol. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, passou por uma cauterização para remover um acúmulo de pele no topo da cabeça. O petista apareceu com uma mancha preta devido à queimadura …
COP30: vista aérea de Belém Foto: Raphael Luz/Agência Pará O projeto não traz gastos públicos, frisou Salabert. Na prática, a mudança é que qualquer ato ou despacho assinado pela presidência e ministros durante a COP precisará fazer referência a Belém como capital nacional, e não Brasília. A deputada defendeu seu projeto na Câmara, e disse …
Supremo tem outros sete casos contra o ex-presidente Bolsonaro
Bolsonaro é alvo de inquéritos sobre atuação nos EUA, pandemia e outras frentes. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado para reverter os resultados das eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo em outras sete investigações na Corte.
Confira a seguir todos os casos envolvendo Bolsonaro e o que ele alega:
Atuação nos EUA
Em 20 de agosto, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação devido à atuação do parlamentar nos Estados Unidos. A investigação foi aberta em maio pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar Eduardo por articular sanções aplicadas pela Casa Branca a integrantes da Suprema Corte brasileira, numa tentativa de interferir no julgamento da trama golpista.
A PGR apontou indícios de crimes como obstrução de Justiça, coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito. A PGR agora deve analisar se há elementos suficientes para apresentar uma denúncia (acusação formal) contra o ex-presidente e seu filho.
Abin Paralela
No mês passado, a Polícia Federal confirmou o envolvimento de Bolsonaro no esquema de espionagem ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e indiciou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).
No relatório final da investigação do caso conhecido como Abin paralela, a PF apontou indícios da participação de Jair Bolsonaro na rede de espionagem ilegal da agência de inteligência. Segundo investigadores, o ex-presidente tinha conhecimento do esquema e era o principal beneficiário dele.
Mas a corporação entendeu que caberá à PGR avaliar se o ex-presidente deverá responder pelo crime de organização criminosa em dois inquéritos diferentes, o da Abin paralela e o da trama golpista. Bolsonaro nega irregularidades.
Venda de joias
Bolsonaro foi indiciado em julho do ano passado pela PF neste caso, ao lado de 11 pessoas, por um suposto esquema de venda de presentes recebidos pela Presidência durante seu governo. O processo está na PGR, que ainda não decidiu se apresenta uma denúncia.
8 de janeiro
Pandemia
Em 2022, a PF afirmou ao STF que Bolsonaro cometeu incitação ao crime, por estimular as pessoas a não usarem máscaras, além da contravenção penal de “provocar alarme ou perigo inexistente” ao associar o uso da vacina da Covid-19 com o desenvolvimento do vírus da Aids. Em 2023, a PGR pediu o arquivamento do caso. Ainda não houve decisão do relator do caso, Alexandre de Moraes.
Vazamento de inquérito
Em 2022, a PF afirmou que Bolsonaro cometeu o crime de violação de sigilo funcional, ao divulgar uma investigação sigilosa sobre ataque hacker ao TSE. A PGR já pediu para arquivar esse caso, mas o pedido foi negado por Moraes, que também é o relator desse inquérito. Bolsonaro alega que a apuração não era sigilosa.
Bolsonaro é investigado por uma suposta interferência na PF, denunciada pelo ex-ministro Sergio Moro (hoje senador), quando pediu demissão do Ministério da Justiça, em 2020. O então presidente prestou depoimento no caso em 2021, mas negou interferência. Em 2022, a PF afirmou que não houve crime, e a PGR pediu o arquivamento. As informações são do jornal O Globo
https://www.osul.com.br/supremo-tem-outros-sete-casos-contra-o-ex-presidente-bolsonaro/
Supremo tem outros sete casos contra o ex-presidente Bolsonaro
2025-09-14
Related Posts
Após a condenação de Bolsonaro e sua inviabilização como candidato, aliados vão concentrar esforços na anistia; estratégia é conquistar o Centrão e convencer os presidentes do Senado e da Câmara
Com a iminência da prisão de Bolsonaro, a anistia transformou-se em um dos principais pontos de mobilização da oposição, que defende perdão amplo, geral e irrestrito aos golpistas. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reacendeu a disputa em torno do projeto de …
Uma ala do Supremo passou a defender limites aos poderes de Comissões Parlamentares de Inquérito para derrubarem sigilos de dados de investigados
Gilmar Mendes e Flávio Dino revelaram uma postura crítica em relação à atuação de CPIs em andamento no Congresso Nacional. Foto: Fellipe Sampaio/STF Gilmar Mendes e Flávio Dino revelaram uma postura crítica em relação à atuação de CPIs em andamento no Congresso Nacional. (Foto: Fellipe Sampaio/STF) Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a …
Lula aparece em cerimônia com marca na cabeça; Planalto diz que o presidente passou por cauterização no couro cabeludo
Segundo a comunicação do governo, Lula apresentava queratose, uma condição geralmente associada à exposição excessiva ao sol. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, passou por uma cauterização para remover um acúmulo de pele no topo da cabeça. O petista apareceu com uma mancha preta devido à queimadura …
Câmara dos Deputados aprova projeto que transforma, simbolicamente, Belém, no Pará, em capital do Brasil durante a COP30
COP30: vista aérea de Belém Foto: Raphael Luz/Agência Pará O projeto não traz gastos públicos, frisou Salabert. Na prática, a mudança é que qualquer ato ou despacho assinado pela presidência e ministros durante a COP precisará fazer referência a Belém como capital nacional, e não Brasília. A deputada defendeu seu projeto na Câmara, e disse …