A filiação de Moro ocorre após o rompimento das negociações entre o PL e o PSD. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
A união dos dois expoentes da Lava-Jato ocorreu em auditório do outro lado da rua do Posto da Torre, onde começou a operação. Em março de 2014, há exatos 12 anos, viaturas da Polícia Federal cumpriram mandados no local.
Em discurso, Moro fez críticas ao governo Lula e buscou se aproximar do eleitorado bolsonarista ao lembrar que apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022. Segundo ele, o cenário atual superou as expectativas negativas que tinha à época.
“Sabia que iria descer uma sombra sobre o país, e essa sombra foi pior do que imaginava: economia desorganizada, taxas prejudicando a iniciativa privada. A roubalheira voltou”, afirmou.
Rosângela Moro, por sua vez, defendeu a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. Segundo Valdemar, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participou do evento por estar acompanhando Bolsonaro.
Durante o evento, Dallagnol fez um gesto político ao pré-candidato do Novo, Romeu Zema, ao afirmar que há “apreço” entre ele e Flávio Bolsonaro e sugerir que os dois podem caminhar juntos – ainda que não necessariamente no primeiro turno. A fala foi recebida com entusiasmo por apoiadores presentes.
“Tenho certeza que estarão juntos, se não no primeiro turno, no segundo”, disse.
Já na coletiva após o evento, Flávio voltou a defender a concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro e disse esperar uma decisão favorável após manifestação da Procuradoria-Geral da República. O senador também afirmou que pediu a suspensão da apresentação do plano de governo da pré-campanha por considerar que ainda é cedo para divulgar as propostas.
“Já temos algumas coisas prontas, mas está muito cedo”, disse.
Sobre o cenário no Paraná, Flávio afirmou que o PL está alinhado com Moro e indicou que o governador Ratinho Júnior (PSD) será “bem-vindo” caso queira apoiar o projeto no estado.
“O Ratinho é uma grande liderança, mas ele se lançou pré-candidato. Agora temos esse alinhamento com o Moro”, declarou.
Caso Master
Em seu discurso, Moro citou o escândalo do Banco Master e buscou associar o caso ao governo Lula, mas não fez referência direta ao projeto apresentado por Filipe Barros, seu provável companheiro de chapa. O deputado apresentou, em 2024, uma proposta para ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para até R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, medida semelhante à emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI), mencionada em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.
A emissão de CDBs com retornos acima da média de mercado era uma estratégia central na expansão do Master. Vorcaro já reconheceu em depoimento que a cobertura do FGC fazia parte do modelo de negócios e comemorou, em mensagens, a apresentação da emenda de Ciro Nogueira. Tanto a proposta do senador quanto a de Barros acabaram travadas no Congresso.
Barros afirmou que retirou o projeto foi baseado em estudos técnicos e em comparações internacionais e tem como objetivo ampliar a proteção a investidores e negou a intenção de beneficiar o Master.
“Uma coisa não tem a ver com a outra. Tirei de pauta para evitar essa confusão, mas quero rediscutir o FGC depois que acabar essa situação. Em vários países a cobertura é maior. Aqui, o FGC é controlado pelos bancos e tem uma cobertura baixa”, disse Barros.
Rompimento
A filiação de Moro ocorre após o rompimento das negociações entre o PL e o PSD, do governador Ratinho Jr., no Paraná. Sem acordo, o partido decidiu apostar em candidatura própria e fechou apoio ao ex-juiz para o governo.
Ratinho chegou a procurar Flávio Bolsonaro para tentar reverter o cenário, oferecendo abrir mão da disputa presidencial em troca da retirada do apoio a Moro, mas a proposta foi rejeitada. Segundo interlocutores, o coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, afirmou que o compromisso com o senador já estava firmado.
A filiação foi selada após reunião entre Moro e Valdemar na sede do partido, em Brasília, na semana passada, consolidando o ex-juiz como principal nome do PL no estado. (Com informações do jornal O Globo)
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Sergio Moro se filia ao partido de Bolsonaro e monta chapa com Deltan Dallagnol e autor de projeto que beneficiaria o Banco Master
A filiação de Moro ocorre após o rompimento das negociações entre o PL e o PSD. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
A união dos dois expoentes da Lava-Jato ocorreu em auditório do outro lado da rua do Posto da Torre, onde começou a operação. Em março de 2014, há exatos 12 anos, viaturas da Polícia Federal cumpriram mandados no local.
Em discurso, Moro fez críticas ao governo Lula e buscou se aproximar do eleitorado bolsonarista ao lembrar que apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022. Segundo ele, o cenário atual superou as expectativas negativas que tinha à época.
“Sabia que iria descer uma sombra sobre o país, e essa sombra foi pior do que imaginava: economia desorganizada, taxas prejudicando a iniciativa privada. A roubalheira voltou”, afirmou.
Rosângela Moro, por sua vez, defendeu a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. Segundo Valdemar, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participou do evento por estar acompanhando Bolsonaro.
Durante o evento, Dallagnol fez um gesto político ao pré-candidato do Novo, Romeu Zema, ao afirmar que há “apreço” entre ele e Flávio Bolsonaro e sugerir que os dois podem caminhar juntos – ainda que não necessariamente no primeiro turno. A fala foi recebida com entusiasmo por apoiadores presentes.
“Tenho certeza que estarão juntos, se não no primeiro turno, no segundo”, disse.
Já na coletiva após o evento, Flávio voltou a defender a concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro e disse esperar uma decisão favorável após manifestação da Procuradoria-Geral da República. O senador também afirmou que pediu a suspensão da apresentação do plano de governo da pré-campanha por considerar que ainda é cedo para divulgar as propostas.
“Já temos algumas coisas prontas, mas está muito cedo”, disse.
Sobre o cenário no Paraná, Flávio afirmou que o PL está alinhado com Moro e indicou que o governador Ratinho Júnior (PSD) será “bem-vindo” caso queira apoiar o projeto no estado.
“O Ratinho é uma grande liderança, mas ele se lançou pré-candidato. Agora temos esse alinhamento com o Moro”, declarou.
Caso Master
Em seu discurso, Moro citou o escândalo do Banco Master e buscou associar o caso ao governo Lula, mas não fez referência direta ao projeto apresentado por Filipe Barros, seu provável companheiro de chapa. O deputado apresentou, em 2024, uma proposta para ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para até R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, medida semelhante à emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI), mencionada em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.
A emissão de CDBs com retornos acima da média de mercado era uma estratégia central na expansão do Master. Vorcaro já reconheceu em depoimento que a cobertura do FGC fazia parte do modelo de negócios e comemorou, em mensagens, a apresentação da emenda de Ciro Nogueira. Tanto a proposta do senador quanto a de Barros acabaram travadas no Congresso.
Barros afirmou que retirou o projeto foi baseado em estudos técnicos e em comparações internacionais e tem como objetivo ampliar a proteção a investidores e negou a intenção de beneficiar o Master.
“Uma coisa não tem a ver com a outra. Tirei de pauta para evitar essa confusão, mas quero rediscutir o FGC depois que acabar essa situação. Em vários países a cobertura é maior. Aqui, o FGC é controlado pelos bancos e tem uma cobertura baixa”, disse Barros.
Rompimento
A filiação de Moro ocorre após o rompimento das negociações entre o PL e o PSD, do governador Ratinho Jr., no Paraná. Sem acordo, o partido decidiu apostar em candidatura própria e fechou apoio ao ex-juiz para o governo.
Ratinho chegou a procurar Flávio Bolsonaro para tentar reverter o cenário, oferecendo abrir mão da disputa presidencial em troca da retirada do apoio a Moro, mas a proposta foi rejeitada. Segundo interlocutores, o coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, afirmou que o compromisso com o senador já estava firmado.
A filiação foi selada após reunião entre Moro e Valdemar na sede do partido, em Brasília, na semana passada, consolidando o ex-juiz como principal nome do PL no estado. (Com informações do jornal O Globo)
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