Os antigos expoentes da Operação Lava-Jato querem reencontrar seus caminhos na política. (Foto: Reprodução/Instagram)
Sergio Moro e Deltan Dallagnol estão, novamente, no palanque de um Bolsonaro. Dessa vez, Flávio Bolsonaro. É um casamento de conveniência com um objetivo: derrotar o PT.
Os antigos expoentes da Operação Lava-Jato querem reencontrar seus caminhos na política. Dallagnol, que saiu defenestrado, precisa voltar ao jogo. E Moro, que era a tão sonhada terceira via no pleito passado, agora teve seus planos adaptados pelo sistema que sonhava combater e deseja ser governador do Paraná.
Para os bolsonaristas, no entanto, Moro e Dallagnol são cruciais. Flávio precisa do verniz de combate à corrupção e antissistema que eles carregam, especialmente em tempos de escândalo do Banco Master.
Uma análise detalhada da pesquisa Genial/Quaest aponta que existe uma fatia de eleitores que não toleram nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem o filho de Jair Bolsonaro.
É um conceito diferente de terceira via onde tentava navegar o governador Ratinho Junior (PSD), que desistiu da disputa, e onde ainda estão os governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Leite (PSD).
De acordo com Felipe Nunes, sócio fundador da Quaest, assim como em 2018, existem nessa disputa eleitores ávidos por um “outsider” – espaço que naquela época foi ocupado por Jair Bolsonaro (PL).
Candidaturas antissistema não costumam ser boas para a democracia, mas o sentimento que toma conta do País hoje é o mesmo de 2018: preocupação com violência urbana, corrupção e insatisfação com Brasília – o caso Master aumenta significativamente esse caldo.
Conforme a última pesquisa da Quaest, 44% dos brasileiros aprovam o governo Lula e 41% votam em Lula no segundo turno, logo o espaço de crescimento do presidente é bem reduzido.
Por outro lado, 55% desaprovam o governo Lula, mas 41% votam em Flávio Bolsonaro – uma diferença de 14%. “Esse eleitor está insatisfeito com Lula, mas também não quer Flávio”, diz Nunes.
Como convencer esse eleitor antissistema de que Flávio – filho do Jair, aquele que tentou o golpe, abandonou as pessoas na pandemia, interveio na Polícia Federal, se aliou ao Centrão que está enrolando no caso Master, tolerou rachadinhas em gabinete – é um “outsider”?
Nada melhor que o apoio do pessoal da Lava-Jato.
E, claro, o envolvimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro coloca a estampa da corrupção na campanha de Lula. (Raquel Landim, e O Estado de S. Paulo)
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Uma análise detalhada da pesquisa Genial/Quaest aponta que existe uma fatia de eleitores que não toleram nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem o filho de Jair Bolsonaro.
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De acordo com Felipe Nunes, sócio fundador da Quaest, assim como em 2018, existem nessa disputa eleitores ávidos por um “outsider” – espaço que naquela época foi ocupado por Jair Bolsonaro (PL).
Candidaturas antissistema não costumam ser boas para a democracia, mas o sentimento que toma conta do País hoje é o mesmo de 2018: preocupação com violência urbana, corrupção e insatisfação com Brasília – o caso Master aumenta significativamente esse caldo.
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Por outro lado, 55% desaprovam o governo Lula, mas 41% votam em Flávio Bolsonaro – uma diferença de 14%. “Esse eleitor está insatisfeito com Lula, mas também não quer Flávio”, diz Nunes.
Como convencer esse eleitor antissistema de que Flávio – filho do Jair, aquele que tentou o golpe, abandonou as pessoas na pandemia, interveio na Polícia Federal, se aliou ao Centrão que está enrolando no caso Master, tolerou rachadinhas em gabinete – é um “outsider”?
Nada melhor que o apoio do pessoal da Lava-Jato.
E, claro, o envolvimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro coloca a estampa da corrupção na campanha de Lula. (Raquel Landim, e O Estado de S. Paulo)
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