Em Bogotá, durante Cúpula de Chefes de Estado da Celac, Lula criticou acirramento da guerra Oriente Médio.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em Bogotá, durante Cúpula de Chefes de Estado da Celac, Lula criticou acirramento da guerra Oriente Médio. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao acirramento da guerra no Oriente Médio e à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) diante dos conflitos. Segundo Lula, os países-membros tinham a missão de estimular a paz, mas acabam protagonizando confrontos.
“As guerras na Ucrânia, em Gaza, no Irã e tantos outros conflitos nos afastam do caminho do desenvolvimento. Estou extremamente preocupado com o que está acontecendo no mundo de hoje. O que nós estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas”, afirmou o presidente durante discurso na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo Celac-África, realizada em Bogotá, na Colômbia, neste sábado.
Lula também cobrou uma postura mais ativa da ONU diante da escalada de tensões internacionais e voltou a defender mudanças na composição do Conselho de Segurança da organização, atualmente formado por Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.
“O Conselho de Segurança da ONU e os seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras. Quando vamos tomar uma atitude para não permitir que os países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis? Quando a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para decidir qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se coloca mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou.
O presidente afirmou ainda estar indignado com o que classificou como passividade dos membros do Conselho de Segurança diante de conflitos em regiões como Gaza, Iraque, Líbia, Ucrânia e Irã.
“Ou seja, tudo se resolve por guerra. Quem tem mais canhão, mais navio, mais avião, mais dinheiro, se acha dono do mundo. Quando vamos dizer que isso não é normal?”, disse.
Lula também fez referência à invasão do Iraque, em 2003, liderada pelos Estados Unidos.
“Cadê as armas químicas de Saddam Hussein? Onde elas estão? Quem encontrou? Não podemos mais viver em um mundo de mentiras, em que se constrói uma imagem negativa do inimigo para justificar destruição”, declarou.
O presidente defendeu ainda que os países do Atlântico Sul permaneçam fora de disputas geopolíticas externas, destacando os impactos globais dos conflitos.
“Precisamos manter o Atlântico Sul livre de disputas geopolíticas alheias. O Brasil, a América Latina e o Caribe caminham lado a lado da África em diversas iniciativas multilaterais”, afirmou.
Lula acrescentou que esse é um dos objetivos da reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, prevista para 9 de abril e organizada pelo Brasil.
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“São eles que estão fazendo as guerras”, afirma Lula em nova crítica ao conselho de segurança da ONU
Em Bogotá, durante Cúpula de Chefes de Estado da Celac, Lula criticou acirramento da guerra Oriente Médio.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em Bogotá, durante Cúpula de Chefes de Estado da Celac, Lula criticou acirramento da guerra Oriente Médio. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao acirramento da guerra no Oriente Médio e à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) diante dos conflitos. Segundo Lula, os países-membros tinham a missão de estimular a paz, mas acabam protagonizando confrontos.
“As guerras na Ucrânia, em Gaza, no Irã e tantos outros conflitos nos afastam do caminho do desenvolvimento. Estou extremamente preocupado com o que está acontecendo no mundo de hoje. O que nós estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas”, afirmou o presidente durante discurso na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo Celac-África, realizada em Bogotá, na Colômbia, neste sábado.
Lula também cobrou uma postura mais ativa da ONU diante da escalada de tensões internacionais e voltou a defender mudanças na composição do Conselho de Segurança da organização, atualmente formado por Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.
“O Conselho de Segurança da ONU e os seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras. Quando vamos tomar uma atitude para não permitir que os países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis? Quando a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para decidir qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se coloca mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou.
O presidente afirmou ainda estar indignado com o que classificou como passividade dos membros do Conselho de Segurança diante de conflitos em regiões como Gaza, Iraque, Líbia, Ucrânia e Irã.
“Ou seja, tudo se resolve por guerra. Quem tem mais canhão, mais navio, mais avião, mais dinheiro, se acha dono do mundo. Quando vamos dizer que isso não é normal?”, disse.
Lula também fez referência à invasão do Iraque, em 2003, liderada pelos Estados Unidos.
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O presidente defendeu ainda que os países do Atlântico Sul permaneçam fora de disputas geopolíticas externas, destacando os impactos globais dos conflitos.
“Precisamos manter o Atlântico Sul livre de disputas geopolíticas alheias. O Brasil, a América Latina e o Caribe caminham lado a lado da África em diversas iniciativas multilaterais”, afirmou.
Lula acrescentou que esse é um dos objetivos da reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, prevista para 9 de abril e organizada pelo Brasil.
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