Apesar da divergência, há um ponto de consenso: a internet está prestes a passar por uma transformação significativa.
Foto: Reprodução
Apesar da divergência, há um ponto de consenso: a internet está prestes a passar por uma transformação significativa. (Foto: Reprodução)
A internet foi construída com base em um acordo informal, mas essencial: sites permitem que mecanismos de busca, como o Google, acessem seus conteúdos gratuitamente. Em troca, recebem visitantes interessados, que compram produtos ou visualizam anúncios. Esse modelo sustentou boa parte da economia digital nas últimas décadas.
Estima-se que cerca de 68% das atividades online comecem em mecanismos de busca, sendo que 90% dessas buscas acontecem no Google. Em uma metáfora recorrente, se a internet é um jardim, o Google funciona como o Sol que faz tudo florescer.
Esse equilíbrio, no entanto, está prestes a ser desafiado. Uma mudança aparentemente técnica na busca do Google pode ter efeitos profundos em toda a estrutura da web. A empresa anunciou que sua nova ferramenta baseada em inteligência artificial será integrada ao mecanismo de busca.
Batizada de “Modo IA”, essa nova função promete reinventar completamente a experiência de busca. Em vez de apresentar uma lista de links, o Google passará a exibir respostas em formato de texto geradas por um chatbot. A ferramenta está sendo implantada nos Estados Unidos, de forma opcional, mas já com grande destaque na interface do buscador e do aplicativo.
Especialistas em SEO e representantes de sites de conteúdo têm demonstrado preocupação. Eles afirmam que os resumos gerados por IA já reduzem drasticamente o tráfego enviado aos sites — e temem que o Modo IA agrave essa tendência. Se o Google tornar a ferramenta padrão, o impacto pode ser devastador para o modelo econômico da internet.
O receio é que milhões de páginas deixem de receber visitas e que criadores de conteúdo percam sua principal fonte de receita. “Isso vai cortar a principal renda da maioria dos editores”, afirma Lily Ray, vice-presidente de estratégia e pesquisa em SEO da agência Amsive. “Pode desestimular a produção de conteúdo e prejudicar o ecossistema digital como um todo.”
O Google, por sua vez, diz que essas previsões são exageradas. A empresa argumenta que continua enviando bilhões de cliques diariamente para sites e que a nova tecnologia aumenta as possibilidades de descoberta de conteúdo. Além disso, afirma que os usuários tendem a permanecer mais tempo nos links clicados, o que elevaria a qualidade do tráfego.
Apesar da divergência, há um ponto de consenso: a internet está prestes a passar por uma transformação significativa. Ainda que não represente o “fim da web”, como já foi profetizado em outras ocasiões, o cenário atual levanta dúvidas sobre o futuro da chamada “web aberta” — composta por sites independentes e acessíveis gratuitamente.
A discussão está apenas começando. Ainda é cedo para medir os efeitos reais do Modo IA, mas muitos acreditam que a próxima fase da internet exigirá uma reformulação completa do modelo de negócios digital. A única certeza é que, quando a poeira baixar, a experiência online dificilmente será a mesma.
https://www.osul.com.br/saiba-se-o-google-esta-prestes-a-destruir-a-internet/ Saiba se o Google está prestes a destruir a internet 2025-06-24
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Saiba se o Google está prestes a destruir a internet
Apesar da divergência, há um ponto de consenso: a internet está prestes a passar por uma transformação significativa.
Foto: Reprodução
Apesar da divergência, há um ponto de consenso: a internet está prestes a passar por uma transformação significativa. (Foto: Reprodução)
A internet foi construída com base em um acordo informal, mas essencial: sites permitem que mecanismos de busca, como o Google, acessem seus conteúdos gratuitamente. Em troca, recebem visitantes interessados, que compram produtos ou visualizam anúncios. Esse modelo sustentou boa parte da economia digital nas últimas décadas.
Estima-se que cerca de 68% das atividades online comecem em mecanismos de busca, sendo que 90% dessas buscas acontecem no Google. Em uma metáfora recorrente, se a internet é um jardim, o Google funciona como o Sol que faz tudo florescer.
Esse equilíbrio, no entanto, está prestes a ser desafiado. Uma mudança aparentemente técnica na busca do Google pode ter efeitos profundos em toda a estrutura da web. A empresa anunciou que sua nova ferramenta baseada em inteligência artificial será integrada ao mecanismo de busca.
Batizada de “Modo IA”, essa nova função promete reinventar completamente a experiência de busca. Em vez de apresentar uma lista de links, o Google passará a exibir respostas em formato de texto geradas por um chatbot. A ferramenta está sendo implantada nos Estados Unidos, de forma opcional, mas já com grande destaque na interface do buscador e do aplicativo.
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O Google, por sua vez, diz que essas previsões são exageradas. A empresa argumenta que continua enviando bilhões de cliques diariamente para sites e que a nova tecnologia aumenta as possibilidades de descoberta de conteúdo. Além disso, afirma que os usuários tendem a permanecer mais tempo nos links clicados, o que elevaria a qualidade do tráfego.
Apesar da divergência, há um ponto de consenso: a internet está prestes a passar por uma transformação significativa. Ainda que não represente o “fim da web”, como já foi profetizado em outras ocasiões, o cenário atual levanta dúvidas sobre o futuro da chamada “web aberta” — composta por sites independentes e acessíveis gratuitamente.
A discussão está apenas começando. Ainda é cedo para medir os efeitos reais do Modo IA, mas muitos acreditam que a próxima fase da internet exigirá uma reformulação completa do modelo de negócios digital. A única certeza é que, quando a poeira baixar, a experiência online dificilmente será a mesma.
https://www.osul.com.br/saiba-se-o-google-esta-prestes-a-destruir-a-internet/
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2025-06-24
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