Político é conhecido na Câmara por sua postura combativa e pelas duras críticas que dirige à oposição. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi removido a força da Câmara dos Deputados no começo da noite dessa terça-feira (9). Ele ocupou a Mesa Diretora para que sua cassação não fosse votada. Diante disso, a Polícia Legislativa o retirou do local e até rasgou seu terno.
Ele é conhecido na Casa por sua postura combativa e pelas duras críticas que dirige a seus adversários políticos. Formado em Direito pelo Centro Universitário Euroamericano (Unieuro) de Brasília, o parlamentar já chamou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha de “gângster”, classificou o ex-ministro Sérgio Moro como “juiz ladrão” e definiu Arthur Lira (PP-AL) como “bandido”.
Antes de compor a Câmara, Braga teve experiência em cargos públicos e atuação sindical. Em Nova Friburgo (RJ), foi secretário de Gabinete da prefeitura municipal (2001-2002) e, posteriormente, secretário de Integração Governamental (2005-2006).
Em 2007, assumiu a secretaria de Projetos Especiais no estado do Rio de Janeiro, retornando a Nova Friburgo no ano seguinte como secretário geral de Governo (2008). Além da trajetória no Executivo, participou de movimentos sociais, como a Coordenadora Continental Bolivariana, da qual foi membro em 2007. Ele é casado com a também deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), com quem tem um filho de quatro anos.
O político ingressou na Câmara dos Deputados em 2009, assumindo o mandato ao substituir Jorge Bittar (PT-RJ), que havia sido nomeado secretário municipal na gestão do prefeito carioca Eduardo Paes.
Filado ao PSB por 15 anos, migrou para o PSOL em 2016, após romper com o partido por discordar da coalizão estabelecida com o MDB no Rio de Janeiro. Sua atuação parlamentar inclui a liderança da bancada do PSOL na Casa em 2017, função que exerceu por um ano.
O processo de cassação contra o deputado, aberto em 2024, foi a quinta representação contra ele no colegiado – a maioria foi arquivada. Desta vez, foi motivado por um episódio ocorrido em 16 de abril daquele ano, quando o parlamentar expulsou aos chutes o influenciador Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), da Câmara dos Deputados. A ação ocorreu após Costenaro fazer insinuações sobre a ex-prefeita de Nova Friburgo, Saudade Braga – mãe do deputado, que à época estava doente. Ela morreu 22 dias depois do ocorrido.
Glauber afirma que Lira opera nos bastidores para prejudicá-lo, utilizando um relatório “comprado” como instrumento. O parlamentar psolista alega que suas constantes críticas ao ex-presidente da Câmara e referente ao orçamento secreto o transformaram em alvo político. Durante diversas sessões do Conselho de Ética, enquanto seu processo corria, o deputado repetidamente se referiu a Lira como “bandido”.
Anteriormente à era Lira, Braga já era um dos maiores críticos a Eduardo Cunha. Durante o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, o parlamentar criticou o então líder da Casa Legislativa. “Eduardo Cunha, você é um gângster. O que dá sustentação a sua cadeira cheirar a enxofre”, declarou o representante do PSOL na ocasião.
No período da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar foi também um dos opositores mais incisivos no plenário. Foi em uma discussão ocorrida na CCJ em 2019, que o deputado referiu-se a Moro como “juiz ladrão”, provocando intenso tumulto que obrigou a suspensão dos trabalhos.
O ex-ministro revidou classificando-o como “despreparado”, ao que Glauber retrucou: “Moro me chamar de desqualificado, para mim, é um elogio”. O ocorrido desencadeou a primeira representação contra o deputado, movida pelo PSL no Conselho de Ética, legenda que representava Bolsonaro naquele período. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/saiba-quem-e-glauber-braga-o-deputado-do-psol-que-ocupou-a-cadeira-do-presidente-da-camara-e-foi-retirado-a-forca/ Saiba quem é Glauber Braga, o deputado do PSOL que ocupou a cadeira do presidente da Câmara e foi retirado à força 2025-12-09
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Saiba quem é Glauber Braga, o deputado do PSOL que ocupou a cadeira do presidente da Câmara e foi retirado à força
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O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi removido a força da Câmara dos Deputados no começo da noite dessa terça-feira (9). Ele ocupou a Mesa Diretora para que sua cassação não fosse votada. Diante disso, a Polícia Legislativa o retirou do local e até rasgou seu terno.
Ele é conhecido na Casa por sua postura combativa e pelas duras críticas que dirige a seus adversários políticos. Formado em Direito pelo Centro Universitário Euroamericano (Unieuro) de Brasília, o parlamentar já chamou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha de “gângster”, classificou o ex-ministro Sérgio Moro como “juiz ladrão” e definiu Arthur Lira (PP-AL) como “bandido”.
Antes de compor a Câmara, Braga teve experiência em cargos públicos e atuação sindical. Em Nova Friburgo (RJ), foi secretário de Gabinete da prefeitura municipal (2001-2002) e, posteriormente, secretário de Integração Governamental (2005-2006).
Em 2007, assumiu a secretaria de Projetos Especiais no estado do Rio de Janeiro, retornando a Nova Friburgo no ano seguinte como secretário geral de Governo (2008). Além da trajetória no Executivo, participou de movimentos sociais, como a Coordenadora Continental Bolivariana, da qual foi membro em 2007. Ele é casado com a também deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), com quem tem um filho de quatro anos.
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O processo de cassação contra o deputado, aberto em 2024, foi a quinta representação contra ele no colegiado – a maioria foi arquivada. Desta vez, foi motivado por um episódio ocorrido em 16 de abril daquele ano, quando o parlamentar expulsou aos chutes o influenciador Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), da Câmara dos Deputados. A ação ocorreu após Costenaro fazer insinuações sobre a ex-prefeita de Nova Friburgo, Saudade Braga – mãe do deputado, que à época estava doente. Ela morreu 22 dias depois do ocorrido.
Glauber afirma que Lira opera nos bastidores para prejudicá-lo, utilizando um relatório “comprado” como instrumento. O parlamentar psolista alega que suas constantes críticas ao ex-presidente da Câmara e referente ao orçamento secreto o transformaram em alvo político. Durante diversas sessões do Conselho de Ética, enquanto seu processo corria, o deputado repetidamente se referiu a Lira como “bandido”.
Anteriormente à era Lira, Braga já era um dos maiores críticos a Eduardo Cunha. Durante o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, o parlamentar criticou o então líder da Casa Legislativa. “Eduardo Cunha, você é um gângster. O que dá sustentação a sua cadeira cheirar a enxofre”, declarou o representante do PSOL na ocasião.
No período da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar foi também um dos opositores mais incisivos no plenário. Foi em uma discussão ocorrida na CCJ em 2019, que o deputado referiu-se a Moro como “juiz ladrão”, provocando intenso tumulto que obrigou a suspensão dos trabalhos.
O ex-ministro revidou classificando-o como “despreparado”, ao que Glauber retrucou: “Moro me chamar de desqualificado, para mim, é um elogio”. O ocorrido desencadeou a primeira representação contra o deputado, movida pelo PSL no Conselho de Ética, legenda que representava Bolsonaro naquele período. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/saiba-quem-e-glauber-braga-o-deputado-do-psol-que-ocupou-a-cadeira-do-presidente-da-camara-e-foi-retirado-a-forca/
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2025-12-09
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