Paulo Gonet usou como provas trocas de mensagens entre Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Paulo Gonet usou como provas trocas de mensagens entre Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, usou principalmente declarações públicas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do blogueiro Paulo Figueiredo Filho para denunciar os dois por coação em processo judicial.
Na denúncia, Gonet afirma que “os fatos expostos nesta acusação repousam em sólido acervo probatório, composto, especialmente, por declarações públicas dos próprios investigados, em suas redes sociais e em entrevistas, bem como por dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos”.
“A dupla denunciada anunciava as sanções previamente, celebrava quando eram impostas e as designava, elas próprias, como prenúncio de outras mais, caso o Supremo Tribunal não cedesse. As providências foram obtidas com porfiado esforço pela dupla, conforme os denunciados — eles próprios — triunfalmente confessam”, escreveu Gonet.
Em março, por exemplo, Eduardo Bolsonaro afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que sua presença nos Estados Unidos iria “aumentar ainda mais a pressão” contra o ministro Alexandre de Moraes, chamado por ele de “perseguidor”.
“Enquanto o perseguidor estiver com o poder para fazer as maldades que bem entender, o Brasil não é um local seguro e certamente a minha estada aqui nos Estados Unidos vai aumentar ainda mais a pressão contra ele aí no Brasil”, disse.
No mês seguinte, o deputado federal e Figueiredo gravaram um vídeo em frente à Casa Branca em que relataram suas reuniões. Eduardo disse que a ameaça de apreensão do seu passaporte — que havia sido negada pelo STF — teria sido um “tiro no pé”, porque o fez ficar “24 horas por dias” focado em sua “missão” nos Estados Unidos. O resultado esperado, de acordo com ele, era “botar um freio” em pessoas que estariam “rasgando a Constituição”.
No mesmo vídeo, Figueiredo relata que os dois estavam sendo cobrados pelas sanções, mas que elas faziam parte de um “processo”, que demandava diversas reuniões.
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Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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Em março, por exemplo, Eduardo Bolsonaro afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que sua presença nos Estados Unidos iria “aumentar ainda mais a pressão” contra o ministro Alexandre de Moraes, chamado por ele de “perseguidor”.
“Enquanto o perseguidor estiver com o poder para fazer as maldades que bem entender, o Brasil não é um local seguro e certamente a minha estada aqui nos Estados Unidos vai aumentar ainda mais a pressão contra ele aí no Brasil”, disse.
No mês seguinte, o deputado federal e Figueiredo gravaram um vídeo em frente à Casa Branca em que relataram suas reuniões. Eduardo disse que a ameaça de apreensão do seu passaporte — que havia sido negada pelo STF — teria sido um “tiro no pé”, porque o fez ficar “24 horas por dias” focado em sua “missão” nos Estados Unidos. O resultado esperado, de acordo com ele, era “botar um freio” em pessoas que estariam “rasgando a Constituição”.
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https://www.osul.com.br/saiba-o-que-a-procuradoria-geral-da-republica-usa-como-provas-contra-eduardo-bolsonaro-e-aliado/
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2025-09-24
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