Segundo o parlamentar, ele teve acesso à informação ao examinar materiais reunidos durante a investigação. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou nesta semana que há “vídeos íntimos” no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ao comentar o conteúdo de dados analisados no âmbito da comissão.
Segundo o parlamentar, ele teve acesso à informação ao examinar materiais reunidos durante a investigação. “Existem vários vídeos íntimos, particulares, possivelmente de garotas de programa que eram contratadas para as festas, e, ao que tudo indica, parte dessa avaliação era feita dentro desses vídeos. Agora, isso não tem nada a ver com a investigação, isso não é um problema nosso”, disse. Viana ressaltou que conteúdos dessa natureza não fazem parte do escopo da CPMI e alertou para os riscos de eventual divulgação indevida.
Ainda durante a entrevista, o senador destacou que o vazamento de material de caráter pessoal pode comprometer a credibilidade dos trabalhos da comissão parlamentar. Segundo ele, a exposição de conteúdos que não têm relação direta com as apurações pode desviar o foco das investigações e gerar questionamentos sobre a condução dos trabalhos.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fechamento da sala-cofre onde estão armazenados os dados sigilosos de Daniel Vorcaro. A decisão impede, ao menos temporariamente, o acesso ao conteúdo por parte dos parlamentares que integram a CPMI do INSS.
De acordo com a decisão do ministro, a medida tem como objetivo evitar a divulgação de informações de natureza pessoal que não guardem relação direta com os fatos investigados. Entre os dados protegidos estariam conteúdos sensíveis armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos, cuja exposição poderia violar direitos individuais.
Durante a entrevista, Carlos Viana afirmou que pretende avaliar a decisão judicial em conjunto com a advocacia do Senado Federal. Segundo ele, a intenção é identificar caminhos legais que permitam a continuidade das investigações sem desrespeitar os limites impostos pela Justiça.
O senador defendeu que, após a retirada de dados de caráter estritamente pessoal, o acesso ao restante do material seja restabelecido à comissão. Na avaliação dele, essa medida permitiria que a CPMI avance na análise de elementos relevantes, mantendo a proteção de informações privadas.
Viana também reiterou que a comissão deve seguir concentrada nos aspectos financeiros e administrativos sob investigação, evitando a exploração de conteúdos que não contribuam para o esclarecimento dos fatos. Ele afirmou que a condução responsável dos trabalhos é fundamental para garantir a legitimidade dos resultados.
Por fim, o presidente da CPMI reafirmou a intenção de convocar Daniel Vorcaro para prestar depoimento. “Ele tem explicações a dar”, declarou, indicando que o empresário poderá ser chamado a esclarecer pontos considerados relevantes no curso das apurações conduzidas pelo colegiado. (Com informações do Estado de Minas)
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Presidente de CPI confirma vídeos íntimos em celular de Daniel Vorcaro
Segundo o parlamentar, ele teve acesso à informação ao examinar materiais reunidos durante a investigação. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou nesta semana que há “vídeos íntimos” no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ao comentar o conteúdo de dados analisados no âmbito da comissão.
Segundo o parlamentar, ele teve acesso à informação ao examinar materiais reunidos durante a investigação. “Existem vários vídeos íntimos, particulares, possivelmente de garotas de programa que eram contratadas para as festas, e, ao que tudo indica, parte dessa avaliação era feita dentro desses vídeos. Agora, isso não tem nada a ver com a investigação, isso não é um problema nosso”, disse. Viana ressaltou que conteúdos dessa natureza não fazem parte do escopo da CPMI e alertou para os riscos de eventual divulgação indevida.
Ainda durante a entrevista, o senador destacou que o vazamento de material de caráter pessoal pode comprometer a credibilidade dos trabalhos da comissão parlamentar. Segundo ele, a exposição de conteúdos que não têm relação direta com as apurações pode desviar o foco das investigações e gerar questionamentos sobre a condução dos trabalhos.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fechamento da sala-cofre onde estão armazenados os dados sigilosos de Daniel Vorcaro. A decisão impede, ao menos temporariamente, o acesso ao conteúdo por parte dos parlamentares que integram a CPMI do INSS.
De acordo com a decisão do ministro, a medida tem como objetivo evitar a divulgação de informações de natureza pessoal que não guardem relação direta com os fatos investigados. Entre os dados protegidos estariam conteúdos sensíveis armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos, cuja exposição poderia violar direitos individuais.
Durante a entrevista, Carlos Viana afirmou que pretende avaliar a decisão judicial em conjunto com a advocacia do Senado Federal. Segundo ele, a intenção é identificar caminhos legais que permitam a continuidade das investigações sem desrespeitar os limites impostos pela Justiça.
O senador defendeu que, após a retirada de dados de caráter estritamente pessoal, o acesso ao restante do material seja restabelecido à comissão. Na avaliação dele, essa medida permitiria que a CPMI avance na análise de elementos relevantes, mantendo a proteção de informações privadas.
Viana também reiterou que a comissão deve seguir concentrada nos aspectos financeiros e administrativos sob investigação, evitando a exploração de conteúdos que não contribuam para o esclarecimento dos fatos. Ele afirmou que a condução responsável dos trabalhos é fundamental para garantir a legitimidade dos resultados.
Por fim, o presidente da CPMI reafirmou a intenção de convocar Daniel Vorcaro para prestar depoimento. “Ele tem explicações a dar”, declarou, indicando que o empresário poderá ser chamado a esclarecer pontos considerados relevantes no curso das apurações conduzidas pelo colegiado. (Com informações do Estado de Minas)
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