A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Coffee Break, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em processos de licitação pública envolvendo materiais didáticos em prefeituras do interior paulista. O principal alvo das diligências foi o ex-secretário de Educação de Sumaré (SP), José Aparecido Ribeiro Marin, que em novembro, na deflagração da segunda fase da operação, conseguiu fugir.
Em nota, a defesa de Marin afirmou que tem “confiança na atuação técnica das autoridades e permanece à disposição para os esclarecimentos necessários”. Na fase anterior da Coffee Break, Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi alvo da Polícia Federal por suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano, apontado como pivô do esquema.
Carla Ariane Trindade nega as acusações. Em novembro, sua defesa informou que havia solicitado acesso aos autos e que só se manifestaria após conhecer integralmente o conteúdo da investigação. Nesta etapa da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Educação de Sumaré, além da adoção de medidas de bloqueio de bens. Em uma chácara ligada a Marin, a Polícia Federal apreendeu 11 armas e cerca de 400 munições.
A defesa de Marin afirmou que “os armamentos apreendidos encontram-se devidamente regularizados”, sendo o ex-secretário “registrado como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador)”. Nos autos da Operação Coffee Break, Marin aparece como expediente recorrente na agenda de André Mariano – operador central do esquema criminoso, segundo a PF.
Enquanto era secretário de Educação, Marin recebeu e repassou dinheiro em espécie ao empresário André Mariano em pelo menos 26 ocasiões dentro da prefeitura de Sumaré, segundo a investigação. De acordo com a decisão que autorizou as diligências deflagradas em novembro, “André Mariano, por meio da empresa Life, efetuou o pagamento de vantagem indevida no valor de R$ 549.287,78 ao secretário Marin, o que lhe garantiu, ao longo dos anos, contratos milionários e superfaturados com o município”.
A Polícia Federal afirma que o montante de R$ 549.287,78 repassado por Mariano foi usado por Marin para quitar parte de um imóvel de alto padrão avaliado em mais de R$ 2 milhões. A PF acredita que o esquema de corrupção e desvio de recursos públicos da Educação investigado na Operação Coffee Break estaria em funcionamento desde, pelo menos, 2021, com ramificações por diferentes prefeituras de São Paulo. O relatório parcial do inquérito crava que agentes públicos, lobistas, doleiros e um empresário formaram uma “organização criminosa estruturada”.
Os investigadores afirmam haver indícios de que a ex-nora do presidente Lula atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em favor da empresa investigada. A PF também aponta que Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos de Lula, teria desempenhado papel semelhante.
Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Kalil é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia investigado na Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na empresa Gamecorp.
A investigação identificou que Carla viajou a Brasília acompanhada de André Mariano. Em uma dessas datas, Mariano tinha reunião agendada no FNDE, órgão responsável pela liberação dos recursos destinados aos contratos da Life.
Defesa de Marin
“O escritório Campagnollo Bueno & Nascimento Advogados , atuante na defesa de José Aparecido Ribeiro Marin , esclarece que, até o presente momento, não teve acesso integral aos autos nem aos desdobramentos da operação deflagrada nesta data, denominada Operação Coffee Break 2, razão pela qual aguarda a devida disponibilização das informações oficiais e manifestação detalhada.
Não obstante, a defesa informa, desde já, que os armamentos apreendidos encontram-se devidamente regularizados, sendo José Aparecido Marin registrado como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador), com todos os certificados de registro e demais autorizações exigidas pela legislação vigente, compatíveis com a sua condição de colecionador.
Esclarece-se, ainda, que toda a documentação pertinente aos registros e certificados já se encontra em posse da Polícia Federal, inexistindo qualquer irregularidade quanto à origem, posse ou manutenção dos referidos armamentos.
A defesa reafirma sua confiança na atuação técnica das autoridades e permanece à disposição para os esclarecimentos necessários, tão logo tenha acesso completo aos autos.” (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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Polícia Federal avança em investigação que envolve ex-nora de Lula
A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Coffee Break, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em processos de licitação pública envolvendo materiais didáticos em prefeituras do interior paulista. O principal alvo das diligências foi o ex-secretário de Educação de Sumaré (SP), José Aparecido Ribeiro Marin, que em novembro, na deflagração da segunda fase da operação, conseguiu fugir.
Em nota, a defesa de Marin afirmou que tem “confiança na atuação técnica das autoridades e permanece à disposição para os esclarecimentos necessários”. Na fase anterior da Coffee Break, Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi alvo da Polícia Federal por suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano, apontado como pivô do esquema.
Carla Ariane Trindade nega as acusações. Em novembro, sua defesa informou que havia solicitado acesso aos autos e que só se manifestaria após conhecer integralmente o conteúdo da investigação. Nesta etapa da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Educação de Sumaré, além da adoção de medidas de bloqueio de bens. Em uma chácara ligada a Marin, a Polícia Federal apreendeu 11 armas e cerca de 400 munições.
A defesa de Marin afirmou que “os armamentos apreendidos encontram-se devidamente regularizados”, sendo o ex-secretário “registrado como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador)”. Nos autos da Operação Coffee Break, Marin aparece como expediente recorrente na agenda de André Mariano – operador central do esquema criminoso, segundo a PF.
Enquanto era secretário de Educação, Marin recebeu e repassou dinheiro em espécie ao empresário André Mariano em pelo menos 26 ocasiões dentro da prefeitura de Sumaré, segundo a investigação. De acordo com a decisão que autorizou as diligências deflagradas em novembro, “André Mariano, por meio da empresa Life, efetuou o pagamento de vantagem indevida no valor de R$ 549.287,78 ao secretário Marin, o que lhe garantiu, ao longo dos anos, contratos milionários e superfaturados com o município”.
A Polícia Federal afirma que o montante de R$ 549.287,78 repassado por Mariano foi usado por Marin para quitar parte de um imóvel de alto padrão avaliado em mais de R$ 2 milhões. A PF acredita que o esquema de corrupção e desvio de recursos públicos da Educação investigado na Operação Coffee Break estaria em funcionamento desde, pelo menos, 2021, com ramificações por diferentes prefeituras de São Paulo. O relatório parcial do inquérito crava que agentes públicos, lobistas, doleiros e um empresário formaram uma “organização criminosa estruturada”.
Os investigadores afirmam haver indícios de que a ex-nora do presidente Lula atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em favor da empresa investigada. A PF também aponta que Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos de Lula, teria desempenhado papel semelhante.
Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Kalil é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia investigado na Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na empresa Gamecorp.
A investigação identificou que Carla viajou a Brasília acompanhada de André Mariano. Em uma dessas datas, Mariano tinha reunião agendada no FNDE, órgão responsável pela liberação dos recursos destinados aos contratos da Life.
Defesa de Marin
“O escritório Campagnollo Bueno & Nascimento Advogados , atuante na defesa de José Aparecido Ribeiro Marin , esclarece que, até o presente momento, não teve acesso integral aos autos nem aos desdobramentos da operação deflagrada nesta data, denominada Operação Coffee Break 2, razão pela qual aguarda a devida disponibilização das informações oficiais e manifestação detalhada.
Não obstante, a defesa informa, desde já, que os armamentos apreendidos encontram-se devidamente regularizados, sendo José Aparecido Marin registrado como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador), com todos os certificados de registro e demais autorizações exigidas pela legislação vigente, compatíveis com a sua condição de colecionador.
Esclarece-se, ainda, que toda a documentação pertinente aos registros e certificados já se encontra em posse da Polícia Federal, inexistindo qualquer irregularidade quanto à origem, posse ou manutenção dos referidos armamentos.
A defesa reafirma sua confiança na atuação técnica das autoridades e permanece à disposição para os esclarecimentos necessários, tão logo tenha acesso completo aos autos.” (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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