A avaliação no Palácio dos Bandeirantes é que o histórico de maior rejeição do bolsonarismo entre as mulheres representa um desafio para Tarcísio. (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP)
O consultor político Felipe Soutello destaca que as pesquisas apontam Tarcísio como o primeiro governador paulista deste século com rejeição maior entre as mulheres.
“A conexão com Bolsonaro é a explicação mais evidente do problema”, avaliou o especialista, responsável pelas campanhas de Simone Tebet (MDB) a presidente em 2022 e de José Luiz Datena à Prefeitura de São Paulo.
O ex-presidente também sofreu com uma rejeição maior das mulheres na última eleição presidencial, fenômeno que foi atribuído ao estilo mais agressivo de comunicação. Às vésperas do segundo turno, de acordo com o Datafolha, ele tinha 46% das intenções de voto no eleitorado masculino e 40% no feminino. Lula, que saiu vitorioso, tinha perfil mais equilibrado: 47% entre os homens e 48% entre as mulheres.
“As mulheres foram fator fundamental para a eleição de Lula em 2022. Há esforços do governador na área social para tentar reverter esse quadro, mas as manifestações públicas de fidelidade ao ex-presidente dificultam essa trajetória”, explicou ele.
A avaliação no Palácio dos Bandeirantes é que o histórico de maior rejeição do bolsonarismo entre as mulheres representa um desafio para Tarcísio. A aposta é que o SuperAção, programa social de combate à pobreza lançado pelo governo neste ano, pode ajudar a melhorar o desempenho do governador nessa fatia do eleitorado.
A Secretaria de Políticas para a Mulher, comandada pela deputada estadual licenciada Valéria Bolsonaro (PL), é um dos pontos fracos da gestão. Como mostrou o Estadão no início do ano, Tarcísio cobrou a secretária por mais resultados e eficiência na gestão da pasta. Valéria também foi alvo de críticas de outros integrantes do governo e de deputados da base na Assembleia Legislativa.
Um aliado do governador ouvido reservadamente reconhece que há uma tendência de governos de centro-direita receberem avaliações mais favoráveis da audiência masculina, e Tarcísio não fugiu à regra. Ele pondera, no entanto, que a gestão tem iniciativas positivas em prol do público feminino que ainda não ganharam visibilidade, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica de agressores de mulheres, programa da Secretaria da Segurança Pública em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Com informações do portal Estadão.
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A avaliação no Palácio dos Bandeirantes é que o histórico de maior rejeição do bolsonarismo entre as mulheres representa um desafio para Tarcísio. A aposta é que o SuperAção, programa social de combate à pobreza lançado pelo governo neste ano, pode ajudar a melhorar o desempenho do governador nessa fatia do eleitorado.
A Secretaria de Políticas para a Mulher, comandada pela deputada estadual licenciada Valéria Bolsonaro (PL), é um dos pontos fracos da gestão. Como mostrou o Estadão no início do ano, Tarcísio cobrou a secretária por mais resultados e eficiência na gestão da pasta. Valéria também foi alvo de críticas de outros integrantes do governo e de deputados da base na Assembleia Legislativa.
Um aliado do governador ouvido reservadamente reconhece que há uma tendência de governos de centro-direita receberem avaliações mais favoráveis da audiência masculina, e Tarcísio não fugiu à regra. Ele pondera, no entanto, que a gestão tem iniciativas positivas em prol do público feminino que ainda não ganharam visibilidade, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica de agressores de mulheres, programa da Secretaria da Segurança Pública em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Com informações do portal Estadão.
https://www.osul.com.br/para-aliados-ligacao-de-tarcisio-com-bolsonarismo-contaminou-imagem/
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2025-11-02
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