O benefício atingiria apenas quem executou o golpe, não quem planejou.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em 8 de janeiro de 2023 e no dia seguinte em frente ao quartel-general do Exército, 1.406 pessoas foram presas em flagrante. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) concorda com a proposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de reduzir penas para condenados pelo 8 de Janeiro em troca do fim da tramitação do projeto de anistia para todos os réus da trama golpista. Ou seja: o benefício atingiria apenas quem executou o golpe, não quem planejou. Nesse caso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não seria contemplado.
Nos últimos dias, Alcolumbre se reuniu com integrantes do Supremo para falar sobre a ideia e recebeu o aval deles. A negociação ocorre ao mesmo tempo que a Primeira Turma do tribunal julga o “núcleo crucial” da trama golpista. Bolsonaro está entre os oito réus. A previsão é que o caso seja encerrado no dia 12.
Ainda que rejeitem a proposta de anistiar os réus que ainda não foram julgados por terem planejado o golpe, integrantes da Primeira Turma consideram fixar em patamares mais baixos as penas a serem impostas aos futuros condenados.
A alternativa, portanto, seria não anistiar quem esteve à frente da tentativa de golpe nem baixar as penas por lei, mas reduzir as penas no julgamento. Essa atitude atenuaria a crise institucional vivida entre Legislativo e Judiciário em torno do julgamento da tentativa de golpe.
Somadas as penas máximas dos cinco crimes atribuídos aos réus, as punições ultrapassariam 40 anos de prisão. A ideia seria atender ao pedido dos advogados e considerar a prática de apenas três crimes para fins de condenação. Se isso acontecer, as penas poderiam ser fixadas em pouco mais de dez anos de prisão.
Segundo as defesas, a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e a tentativa de golpe de Estado referem-se a apenas um ato criminoso e, portanto, não poderia haver punição duas vezes. O mesmo raciocínio poderia ser aplicado aos crimes de dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Além deles, os réus também foram acusados de organização criminosa armada, um crime que não teria outro equivalente na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Se o Congresso aprovar a diminuição da pena dos réus do 8 de Janeiro, que já foram julgados, o STF teria que rever as punições. Isso porque, em Direito Penal, uma nova legislação tem efeito retroativo, desde que beneficie o réu. Condenados pela execução do plano golpista receberam penas de até 17 anos de prisão.
A anistia ampla, para executores e planejadores do golpe, da forma como aliados de Bolsonaro defendem no Congresso, seria rejeitada pelo Supremo. Isso porque, após eventual aprovação, a PGR ou a base aliada entraria com ação no tribunal questionando a constitucionalidade da medida. A maioria dos ministros votaria contra o perdão aos condenados. (Com informações do blog da Carolina Brígido, do jornal O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/ministros-do-supremo-negociam-com-o-presidente-do-senado-penas-menores-a-reus-do-8-de-janeiro-em-troca-de-enterro-da-anistia/ Ministros do Supremo negociam com o presidente do Senado penas menores a réus do 8 de Janeiro, em troca de “enterro” da anistia 2025-09-05
Nos últimos dias, mais movimentos na área de comunicação foram feitos na campanha de Flávio Bolsonaro. Foto: Beto Barata/Divulgação/PL Nos últimos dias, mais movimentos na área de comunicação foram feitos na campanha de Flávio Bolsonaro. (Foto: Beto Barata/Divulgação/PL) Depois de viralizar este mês fazendo danças ao som do funk “Zero Um, Novo Capitão” em eventos …
Estados devem utilizar repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional para pagar dívidas com a União. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados) O Congresso Nacional derrubou, nessa quinta-feira (27), parte dos vetos ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), medida que trata da renegociação dos passivos estaduais com a União. A decisão, tomada …
Toffoli é o relator do inquérito que apura as fraudes atribuídas ao Banco Master. Foto: STF/Divulgação Toffoli é o relator do inquérito que apura as fraudes atribuídas ao Banco Master. (Foto: STF/Divulgação) Duas empresas ligadas a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), teriam tido participação de um fundo de investimentos que …
O ex-presidente fala de suposta fraude do banco e atribui ao “sistema”, segundo mensagens do celular de Vorcaro. Foto: Reprodução O ex-presidente fala de suposta fraude do banco e atribui ao “sistema”, segundo mensagens do celular de Vorcaro. (Foto: Reprodução) Daniel Vorcaro, dono do Master, chamou Jair Bolsonaro (PL) de idiota e reclamou de uma …
Ministros do Supremo negociam com o presidente do Senado penas menores a réus do 8 de Janeiro, em troca de “enterro” da anistia
O benefício atingiria apenas quem executou o golpe, não quem planejou.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em 8 de janeiro de 2023 e no dia seguinte em frente ao quartel-general do Exército, 1.406 pessoas foram presas em flagrante. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) concorda com a proposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de reduzir penas para condenados pelo 8 de Janeiro em troca do fim da tramitação do projeto de anistia para todos os réus da trama golpista. Ou seja: o benefício atingiria apenas quem executou o golpe, não quem planejou. Nesse caso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não seria contemplado.
Nos últimos dias, Alcolumbre se reuniu com integrantes do Supremo para falar sobre a ideia e recebeu o aval deles. A negociação ocorre ao mesmo tempo que a Primeira Turma do tribunal julga o “núcleo crucial” da trama golpista. Bolsonaro está entre os oito réus. A previsão é que o caso seja encerrado no dia 12.
Ainda que rejeitem a proposta de anistiar os réus que ainda não foram julgados por terem planejado o golpe, integrantes da Primeira Turma consideram fixar em patamares mais baixos as penas a serem impostas aos futuros condenados.
A alternativa, portanto, seria não anistiar quem esteve à frente da tentativa de golpe nem baixar as penas por lei, mas reduzir as penas no julgamento. Essa atitude atenuaria a crise institucional vivida entre Legislativo e Judiciário em torno do julgamento da tentativa de golpe.
Somadas as penas máximas dos cinco crimes atribuídos aos réus, as punições ultrapassariam 40 anos de prisão. A ideia seria atender ao pedido dos advogados e considerar a prática de apenas três crimes para fins de condenação. Se isso acontecer, as penas poderiam ser fixadas em pouco mais de dez anos de prisão.
Segundo as defesas, a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e a tentativa de golpe de Estado referem-se a apenas um ato criminoso e, portanto, não poderia haver punição duas vezes. O mesmo raciocínio poderia ser aplicado aos crimes de dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Além deles, os réus também foram acusados de organização criminosa armada, um crime que não teria outro equivalente na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Se o Congresso aprovar a diminuição da pena dos réus do 8 de Janeiro, que já foram julgados, o STF teria que rever as punições. Isso porque, em Direito Penal, uma nova legislação tem efeito retroativo, desde que beneficie o réu. Condenados pela execução do plano golpista receberam penas de até 17 anos de prisão.
A anistia ampla, para executores e planejadores do golpe, da forma como aliados de Bolsonaro defendem no Congresso, seria rejeitada pelo Supremo. Isso porque, após eventual aprovação, a PGR ou a base aliada entraria com ação no tribunal questionando a constitucionalidade da medida. A maioria dos ministros votaria contra o perdão aos condenados. (Com informações do blog da Carolina Brígido, do jornal O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/ministros-do-supremo-negociam-com-o-presidente-do-senado-penas-menores-a-reus-do-8-de-janeiro-em-troca-de-enterro-da-anistia/
Ministros do Supremo negociam com o presidente do Senado penas menores a réus do 8 de Janeiro, em troca de “enterro” da anistia
2025-09-05
Related Posts
Na busca por reduzir a rejeição ao sobrenome Bolsonaro, Flávio vem dando sinais de que ouvirá mais profissionais da área da comunicação do que o seu pai
Nos últimos dias, mais movimentos na área de comunicação foram feitos na campanha de Flávio Bolsonaro. Foto: Beto Barata/Divulgação/PL Nos últimos dias, mais movimentos na área de comunicação foram feitos na campanha de Flávio Bolsonaro. (Foto: Beto Barata/Divulgação/PL) Depois de viralizar este mês fazendo danças ao som do funk “Zero Um, Novo Capitão” em eventos …
Congresso Nacional derruba veto de Lula em projeto de renegociação das dívidas dos Estados
Estados devem utilizar repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional para pagar dívidas com a União. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados) O Congresso Nacional derrubou, nessa quinta-feira (27), parte dos vetos ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), medida que trata da renegociação dos passivos estaduais com a União. A decisão, tomada …
Parentes do ministro do Supremo Dias Toffoli foram sócios de fundo ligado à rede do caso do Banco Master
Toffoli é o relator do inquérito que apura as fraudes atribuídas ao Banco Master. Foto: STF/Divulgação Toffoli é o relator do inquérito que apura as fraudes atribuídas ao Banco Master. (Foto: STF/Divulgação) Duas empresas ligadas a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), teriam tido participação de um fundo de investimentos que …
Vorcaro chama Bolsonaro de idiota e reclama de postagem do ex-presidente sobre o Banco Master
O ex-presidente fala de suposta fraude do banco e atribui ao “sistema”, segundo mensagens do celular de Vorcaro. Foto: Reprodução O ex-presidente fala de suposta fraude do banco e atribui ao “sistema”, segundo mensagens do celular de Vorcaro. (Foto: Reprodução) Daniel Vorcaro, dono do Master, chamou Jair Bolsonaro (PL) de idiota e reclamou de uma …