No Supremo, há resistência à ideia de anistia ampla, considerada inconstitucional por uma ala de ministros. (Foto: Luiz Silveira/STF)
A mudança na relatoria do projeto que discute a revisão das penas de condenados pelos atos golpistas no dia 8 de Janeiro intensificou as conversas entre políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de uma proposta alternativa. Na noite de quinta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes conversou por telefone com o ex-presidente Michel Temer, por cerca de cinco minutos, ocasião em que o projeto foi mencionado.
Apesar do breve diálogo com Temer, interlocutores do gabinete de Moraes negam que o ministro tenha sinalizado qualquer acordo ou compromisso com STF. Em caráter reservado, eles dizem que o ministro não estava a par dos tópicos debatidos durante o encontro e que não participou de qualquer diálogo com os demais.
Após o encontro, Temer declarou publicamente que o grupo buscaria um “pacto republicano” envolvendo membros do Supremo.
Já Aécio afirmou que há “sinais de desprendimento” por parte de ministros quanto à possibilidade de um texto legislativo que trate exclusivamente da dosimetria das penas, sem contemplar anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado.
A discussão sobre a dosimetria das penas ocorre em meio à tramitação acelerada do chamado “PL da dosimetria”, uma reformulação do antigo projeto de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.
A proposta, liderada pelo deputado Paulinho da Força, busca reduzir as penas sem conceder perdão total, em uma tentativa de construir um texto que seja juridicamente viável e politicamente equilibrado.
No Supremo, há resistência à ideia de anistia ampla, considerada inconstitucional por uma ala de ministros. Ainda assim, há espaço para diálogo sobre propostas que tratem exclusivamente da dosimetria, desde que respeitem os limites legais e não impliquem em impunidade para crimes contra a democracia.
No Congresso, a tese da redução de penas também vem ganhando força como uma possível saída. Com a ideia de anistia geral descartada, como já disse o relator, a possibilidade de mudança no grau de punição de cada crime surgiu como uma alternativa que pode angariar apoio até na oposição. (Com informações do jornal O Globo)
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Ministros do Supremo discutem ajustes em penas de prisão do 8 de Janeiro, mas ainda não falam em acordo
No Supremo, há resistência à ideia de anistia ampla, considerada inconstitucional por uma ala de ministros. (Foto: Luiz Silveira/STF)
A mudança na relatoria do projeto que discute a revisão das penas de condenados pelos atos golpistas no dia 8 de Janeiro intensificou as conversas entre políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de uma proposta alternativa. Na noite de quinta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes conversou por telefone com o ex-presidente Michel Temer, por cerca de cinco minutos, ocasião em que o projeto foi mencionado.
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A proposta, liderada pelo deputado Paulinho da Força, busca reduzir as penas sem conceder perdão total, em uma tentativa de construir um texto que seja juridicamente viável e politicamente equilibrado.
No Supremo, há resistência à ideia de anistia ampla, considerada inconstitucional por uma ala de ministros. Ainda assim, há espaço para diálogo sobre propostas que tratem exclusivamente da dosimetria, desde que respeitem os limites legais e não impliquem em impunidade para crimes contra a democracia.
No Congresso, a tese da redução de penas também vem ganhando força como uma possível saída. Com a ideia de anistia geral descartada, como já disse o relator, a possibilidade de mudança no grau de punição de cada crime surgiu como uma alternativa que pode angariar apoio até na oposição. (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/ministros-do-supremo-discutem-ajustes-em-penas-de-prisao-do-8-de-janeiro-mas-ainda-nao-falam-em-acordo/
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2025-09-19
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