Jovem diz que ministro a agarrou e forçou contato com o corpo dela três vezes no mar. (Foto: José Alberto/STJ)
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, passou a ser investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Ele nega a acusação.
O caso foi revelado pelo site da revista Veja na manhã dessa quarta-feira (4) e confirmado pelo g1 e pela TV Globo. As investigações tramitam em sigilo por se tratar de um crime sexual.
A jovem registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso.
O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.
Em nota, o ministro Marco Buzzi diz que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
Já a defesa da mulher diz aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.
O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.
Segundo apurou a TV Globo, a mulher relata ter sido assediada no mar no dia 9 de janeiro. A família passava uns dias na casa de praia de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC).
A jovem de 18 anos contou aos pais que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro. Segundo o relato, Marco Buzzi puxou o corpo dela para junto do seu – e a agarrou pela lombar.
A mulher diz que tentou escapar pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. Por fim, quando conseguiu se soltar, a jovem afirma que saiu da água e foi pedir ajuda aos pais.
A família da jovem confrontou a família de Marco Buzzi e deixou o local no mesmo dia. Pouco tempo depois, em 14 de janeiro, a família foi à Polícia Civil de São Paulo, acompanhada de advogados, para registrar a ocorrência.
A Corregedoria do CNJ informou em nota que apura o caso e colheu depoimentos na manhã dessa quarta. A TV Globo apurou que a jovem que acusa o ministro e a mãe dela foram ouvidas. O conteúdo de toda a apuração é mantido em sigilo.
Perfil
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011. Ele foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Natural de Timbó, em Santa Catarina, Buzzi é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.
“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, esclarece os advogados do ministro.
“Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, diz a defesa da jovem.
O CNJ também se manifestou sobre o caso:
“O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo.”
A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de todos os réus Foto: Rosinei Coutinho/STF A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de todos os réus. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma na manhã desta terça-feira (18), a partir das 9h, o julgamento dos réus do chamado “núcleo 3” da …
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora condenado por liderar uma trama golpista no país, foi um dos pontos citados na carta enviada ao Brasil pelo governo Trump, anunciando as tarifas e sanções. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou o caso de Jair Bolsonaro (PL) durante a reunião …
Ministro não poderia ter conta em prestadoras de serviço dos EUA, como Netflix e Google. (Foto: Luiz Silveira/STF) Um dos textos articulados pelo bolsonarismo na Câmara dos Deputados para anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pelo 8 de Janeiro prevê perdão completo a todos os alvos do Supremo Tribunal Federal (STF) por …
Análise deve ocorrer apenas em abril, após um pedido do senador Sergio Moro para realização de audiência pública. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado) Relatada pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a proposta altera dispositivos da Constituição para permitir a aplicação da perda do cargo – inclusive em funções vitalícias – a magistrados, integrantes do Ministério Público e …
Ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi é investigado por importunação sexual contra mulher de 18 anos
Jovem diz que ministro a agarrou e forçou contato com o corpo dela três vezes no mar. (Foto: José Alberto/STJ)
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, passou a ser investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Ele nega a acusação.
O caso foi revelado pelo site da revista Veja na manhã dessa quarta-feira (4) e confirmado pelo g1 e pela TV Globo. As investigações tramitam em sigilo por se tratar de um crime sexual.
A jovem registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso.
O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.
Em nota, o ministro Marco Buzzi diz que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
Já a defesa da mulher diz aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.
O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.
Segundo apurou a TV Globo, a mulher relata ter sido assediada no mar no dia 9 de janeiro. A família passava uns dias na casa de praia de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC).
A jovem de 18 anos contou aos pais que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro. Segundo o relato, Marco Buzzi puxou o corpo dela para junto do seu – e a agarrou pela lombar.
A mulher diz que tentou escapar pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. Por fim, quando conseguiu se soltar, a jovem afirma que saiu da água e foi pedir ajuda aos pais.
A família da jovem confrontou a família de Marco Buzzi e deixou o local no mesmo dia. Pouco tempo depois, em 14 de janeiro, a família foi à Polícia Civil de São Paulo, acompanhada de advogados, para registrar a ocorrência.
A Corregedoria do CNJ informou em nota que apura o caso e colheu depoimentos na manhã dessa quarta. A TV Globo apurou que a jovem que acusa o ministro e a mãe dela foram ouvidas. O conteúdo de toda a apuração é mantido em sigilo.
Perfil
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011. Ele foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Natural de Timbó, em Santa Catarina, Buzzi é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.
“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, esclarece os advogados do ministro.
“Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, diz a defesa da jovem.
O CNJ também se manifestou sobre o caso:
“O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo.”
Related Posts
Supremo retoma o julgamento dos “kids pretos” e de policial federal acusados de tentativa de golpe de Estado
A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de todos os réus Foto: Rosinei Coutinho/STF A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de todos os réus. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma na manhã desta terça-feira (18), a partir das 9h, o julgamento dos réus do chamado “núcleo 3” da …
Lula disse a Trump que julgamento de Bolsonaro seguiu processo legal e que a lei Magnitsky é injusta, segundo secretário
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora condenado por liderar uma trama golpista no país, foi um dos pontos citados na carta enviada ao Brasil pelo governo Trump, anunciando as tarifas e sanções. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou o caso de Jair Bolsonaro (PL) durante a reunião …
Minuta de projeto prevê anistia a partir do inquérito das fake news e Bolsonaro elegível para 2026
Ministro não poderia ter conta em prestadoras de serviço dos EUA, como Netflix e Google. (Foto: Luiz Silveira/STF) Um dos textos articulados pelo bolsonarismo na Câmara dos Deputados para anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pelo 8 de Janeiro prevê perdão completo a todos os alvos do Supremo Tribunal Federal (STF) por …
Pedido de vista em comissão do Senado adia votação de PEC que acaba com aposentadoria compulsória como punição a juízes
Análise deve ocorrer apenas em abril, após um pedido do senador Sergio Moro para realização de audiência pública. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado) Relatada pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a proposta altera dispositivos da Constituição para permitir a aplicação da perda do cargo – inclusive em funções vitalícias – a magistrados, integrantes do Ministério Público e …