Haddad relatou que falou com Lula pela primeira vez sobre sua participação nas eleições de 2026. (Foto: Diogo Zacarias/MF)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que poderá deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se dedicar às eleições de 2026. Haddad afirmou que sua intenção é atuar na campanha de reeleição de Lula, mas o PT pressiona o ministro para ser candidato ao governo de São Paulo, e avalia que o presidente deverá convencê-lo a aceitar a “missão” no Estado.
Haddad relatou, em entrevista a jornal O Globo publicada na quinta-feira (11), que falou com Lula pela primeira vez sobre sua participação nas eleições de 2026. “Eu tenho a intenção de colaborar com a campanha do presidente Lula, e disse isso a ele, que eu não pretendo ser candidato em 2026, mas quero dar uma contribuição para pensar o programa de governo, para pensar como estruturar a campanha dele”, afirmou. “Ele falou: ‘Haddad, você vai colaborar da maneira que você preferir. E qualquer decisão que você tome eu vou respeitar. Mas vamos conversar.”
Na entrevista ao jornal O Globo, Haddad disse ser “natural” que seu nome seja cogitado para disputar em São Paulo, mas repetiu que pretende atuar na campanha presidencial de Lula.
Dirigentes nacionais do PT, no entanto, aguardavam essa conversa de Lula com Haddad, e avaliam que foi o primeiro passo para negociar uma eventual candidatura do ministro em São Paulo.
O partido terá candidato próprio no Estado, que será definido por Lula. Dirigente petistas afirmam que é preciso ter um nome forte para alavancar a votação do presidente no maior colégio eleitoral do país, sob o risco de prejudicar a reeleição.
Integrante do grupo de trabalho eleitoral do PT, o deputado Jilmar Tatto é categórico: “São Paulo está nas mãos de Lula.” O partido aguarda novas conversas entre o presidente e ministro da Fazenda, e aposta no convencimento de Haddad. “Uma coisa é a vontade pessoal dele. Outra, é o projeto político com os melhores nomes para os palanques de Lula. Haddad não vai se furtar a um pedido do presidente”, diz Tatto. “Historicamente, tem atendido aos pedidos de Lula.”
Dirigentes nacionais e estaduais do PT ouvidos pelo Valor reforçam essa avaliação.
Em 2022, Haddad disputou o governo paulista contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e deu ao PT seu melhor desempenho eleitoral no Estado. Tarcísio teve 55,27% dos votos e Haddad, 44,73% no segundo turno. Foi a segunda vez que o PT foi ao segundo turno no Estado – a primeira foi em 2002.
Além do governo paulista, Haddad é cotado para o Senado. O outro nome forte para disputar o governo do Estado, na avaliação de lideranças petistas, é o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que governou São Paulo por quatro mandatos, quando era filiado ao PSDB. A atuação de Alckmin como vice de Lula, no entanto, tem sido elogiada pelo presidente e pelo comando nacional do PT, e o PSB tenta reeditar a chapa em 2026.
Nos bastidores, Alckmin tem dito a dirigentes de seu partido que quer continuar na vice-presidência e não disputar o governo de São Paulo nem o Senado.
O presidente estadual do PSB de São Paulo, deputado Caio França, diz que a intenção do partido é manter a pré-candidatura ao governo paulista do ministro Márcio França (Empreendedorismo). No entanto, Caio França afirma que PSB e PT estarão juntos no Estado, apoiando o mesmo candidato em 2026, e indica disposição para negociar.
“Não há hipótese de ter candidaturas separadas do PT e do PSB”, disse o dirigente, filho do ministro Márcio França. “Estaremos juntos em qualquer circunstância”.
O presidente do PSB paulista defende a candidatura de França, mas diz que os dois partidos escolherão o nome mais viável ao governo de São Paulo, e não descarta uma possível indicação do vice ou de um dos candidatos ao Senado. Alckmin é também citado para concorrer a senador.
O PSB negocia a filiação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB), cotadas para o Senado no Estado ou para a vice na chapa estadual. (Com informações do Valor Econômico)
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Ministro da Fazenda indica que deixará o governo Lula e PT pressiona por candidatura ao governo de São Paulo
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que poderá deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se dedicar às eleições de 2026. Haddad afirmou que sua intenção é atuar na campanha de reeleição de Lula, mas o PT pressiona o ministro para ser candidato ao governo de São Paulo, e avalia que o presidente deverá convencê-lo a aceitar a “missão” no Estado.
Haddad relatou, em entrevista a jornal O Globo publicada na quinta-feira (11), que falou com Lula pela primeira vez sobre sua participação nas eleições de 2026. “Eu tenho a intenção de colaborar com a campanha do presidente Lula, e disse isso a ele, que eu não pretendo ser candidato em 2026, mas quero dar uma contribuição para pensar o programa de governo, para pensar como estruturar a campanha dele”, afirmou. “Ele falou: ‘Haddad, você vai colaborar da maneira que você preferir. E qualquer decisão que você tome eu vou respeitar. Mas vamos conversar.”
Na entrevista ao jornal O Globo, Haddad disse ser “natural” que seu nome seja cogitado para disputar em São Paulo, mas repetiu que pretende atuar na campanha presidencial de Lula.
Dirigentes nacionais do PT, no entanto, aguardavam essa conversa de Lula com Haddad, e avaliam que foi o primeiro passo para negociar uma eventual candidatura do ministro em São Paulo.
O partido terá candidato próprio no Estado, que será definido por Lula. Dirigente petistas afirmam que é preciso ter um nome forte para alavancar a votação do presidente no maior colégio eleitoral do país, sob o risco de prejudicar a reeleição.
Integrante do grupo de trabalho eleitoral do PT, o deputado Jilmar Tatto é categórico: “São Paulo está nas mãos de Lula.” O partido aguarda novas conversas entre o presidente e ministro da Fazenda, e aposta no convencimento de Haddad. “Uma coisa é a vontade pessoal dele. Outra, é o projeto político com os melhores nomes para os palanques de Lula. Haddad não vai se furtar a um pedido do presidente”, diz Tatto. “Historicamente, tem atendido aos pedidos de Lula.”
Dirigentes nacionais e estaduais do PT ouvidos pelo Valor reforçam essa
avaliação.
Em 2022, Haddad disputou o governo paulista contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e deu ao PT seu melhor desempenho eleitoral no Estado. Tarcísio teve 55,27% dos votos e Haddad, 44,73% no segundo turno. Foi a segunda vez que o PT foi ao segundo turno no Estado – a primeira foi em 2002.
Além do governo paulista, Haddad é cotado para o Senado.
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Nos bastidores, Alckmin tem dito a dirigentes de seu partido que quer continuar na vice-presidência e não disputar o governo de São Paulo nem o Senado.
O presidente estadual do PSB de São Paulo, deputado Caio França, diz que a intenção do partido é manter a pré-candidatura ao governo paulista do ministro Márcio França (Empreendedorismo). No entanto, Caio França afirma que PSB e PT estarão juntos no Estado, apoiando o mesmo candidato em 2026, e indica disposição para negociar.
“Não há hipótese de ter candidaturas separadas do PT e do PSB”, disse o dirigente, filho do ministro Márcio França. “Estaremos juntos em qualquer circunstância”.
O presidente do PSB paulista defende a candidatura de França, mas diz que os dois partidos escolherão o nome mais viável ao governo de São Paulo, e não descarta uma possível indicação do vice ou de um dos candidatos ao Senado. Alckmin é também citado para concorrer a senador.
O PSB negocia a filiação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB), cotadas para o Senado no Estado ou para a vice na chapa estadual. (Com informações do Valor Econômico)
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2025-12-12
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