Wladimir Soares foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista.
Foto: Reprodução
Wladimir Soares foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. (Foto: Reprodução)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou o agente da Polícia Federal (PF) Wladimir Soares, condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista que visava impedir a posse do presidente Lula. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (30) e cumpre determinação definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a perda do cargo público.
De acordo com o ato, foi desconstituído o vínculo estatutário entre a União e o agente, com base em decisão transitada em julgado da Primeira Turma do STF. O processo trata do núcleo 3 da investigação sobre a tentativa de golpe, formado por integrantes das forças de segurança. Wladimir foi condenado pelo Supremo no ano passado, acusado de atuar no planejamento de ações para impedir a posse do presidente Lula, o que incluía um plano de assassinato do petista e do ministro Alexandre de Moraes.
Em maio do ano passado, a Polícia Federal produziu um relatório com áudios extraídos do celular de Soares, no qual ele afirma que estava preparado para prender Moraes e que “não ia ter” a posse do presidente. Nos diálogos recuperados pela PF, Soares afirma que “preparado” para prender Moraes e que estaria na equipe que realizaria a medida.
“A gente estava preparado para isso, inclusive. Para ir prender o Alexandre Moraes. Eu ia estar na equipe”, afirmou, em conversa em 2 de janeiro de 2023.
O agente ainda diz que, se o plano fosse concretizado, eles iriam “matar meio mundo de gente”:
“A gente ia com muita vontade, a gente ia empurrar meio mundo de gente. Matar meio mundo de gente. Estava nem aí já, cara”, sustenta.
Em outro diálogo, Soares afirmou que “não ia ter posse” de Lula porque “nós não íamos deixar”. Segundo ele, o plano não foi adiante porque o então presidente Jair Bolsonaro não aceitou agir apenas com coronéis do Exército, já que os generais seriam contra:
“O povo aqui está desolado, ninguém entende. O próprio MRE, velho, os caras não entendiam, não se prepararam para essa posse, porque não ia ter posse, cara, nós não íamos deixar. Mas aconteceu. E Bolsonaro faltou um pulso para dizer, não tem um general, tem um coronel. Vamos com os coronéis, porque a tropa toda queria. Toda. 100%. Só os generais que não deixavam”, finaliza. (Com informações do jornal O Globo)
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Ministério da Justiça exonera agente da Polícia Federal envolvido em plano para matar Lula e Alexandre de Moraes
Wladimir Soares foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista.
Foto: Reprodução
Wladimir Soares foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. (Foto: Reprodução)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou o agente da Polícia Federal (PF) Wladimir Soares, condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista que visava impedir a posse do presidente Lula. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (30) e cumpre determinação definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a perda do cargo público.
De acordo com o ato, foi desconstituído o vínculo estatutário entre a União e o agente, com base em decisão transitada em julgado da Primeira Turma do STF. O processo trata do núcleo 3 da investigação sobre a tentativa de golpe, formado por integrantes das forças de segurança. Wladimir foi condenado pelo Supremo no ano passado, acusado de atuar no planejamento de ações para impedir a posse do presidente Lula, o que incluía um plano de assassinato do petista e do ministro Alexandre de Moraes.
Em maio do ano passado, a Polícia Federal produziu um relatório com áudios extraídos do celular de Soares, no qual ele afirma que estava preparado para prender Moraes e que “não ia ter” a posse do presidente. Nos diálogos recuperados pela PF, Soares afirma que “preparado” para prender Moraes e que estaria na equipe que realizaria a medida.
“A gente estava preparado para isso, inclusive. Para ir prender o Alexandre Moraes. Eu ia estar na equipe”, afirmou, em conversa em 2 de janeiro de 2023.
O agente ainda diz que, se o plano fosse concretizado, eles iriam “matar meio mundo de gente”:
“A gente ia com muita vontade, a gente ia empurrar meio mundo de gente. Matar meio mundo de gente. Estava nem aí já, cara”, sustenta.
Em outro diálogo, Soares afirmou que “não ia ter posse” de Lula porque “nós não íamos deixar”. Segundo ele, o plano não foi adiante porque o então presidente Jair Bolsonaro não aceitou agir apenas com coronéis do Exército, já que os generais seriam contra:
“O povo aqui está desolado, ninguém entende. O próprio MRE, velho, os caras não entendiam, não se prepararam para essa posse, porque não ia ter posse, cara, nós não íamos deixar. Mas aconteceu. E Bolsonaro faltou um pulso para dizer, não tem um general, tem um coronel. Vamos com os coronéis, porque a tropa toda queria. Toda. 100%. Só os generais que não deixavam”, finaliza. (Com informações do jornal O Globo)
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