Há o entendimento de que ela pretende colher sozinha os louros da decisão favorável ao marido. (Foto: Beto Barata/PL)
Michelle Bolsonaro foi sozinha à audiência marcada com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para falar sobre a possibilidade de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e irritou aliados do ex-presidente.
A ex-primeira-dama dispensou a companhia de advogados, familiares e políticos, no que está sendo entendido como uma tentativa de colher sozinha os louros da decisão favorável ao marido.
Moraes a recebeu em seu gabinete do STF, em Brasília, acompanhado por sua chefe de gabinete, Cristina Gomes.
Na conversa, Michelle falou sobre os problemas de saúde do ex-presidente e apresentou argumentos para que fosse transferido para a prisão domiciliar. Como mostrou a Folha de S.Paulo, ela queria ter a oportunidade de dizer pessoalmente ao magistrado que Bolsonaro não pode ficar sozinho à noite pelo risco de broncoaspiração.
Para aliados, há uma diferença entre a iniciativa da ex-primeira-dama de buscar o STF, e a de Flávio Bolsonaro: o filho mais velho do ex-presidente é advogado e integra formalmente a defesa do pai.
Além disso, estava acompanhado por outros advogados de Bolsonaro na audiência que teve com Moraes, dando à visita maior institucionalidade.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) já havia se manifestado, na segunda (23), a favor do pedido de prisão domiciliar protocolado pelos advogados. Reforçou entre bolsonaristas, assim, a expectativa de que Alexandre de Moraes concederia a transferência.
O ex-presidente foi condenado no processo da trama golpista a mais de 27 anos de prisão e vinha cumprindo pena na Papudinha, mas precisou ser transferido para um hospital em 13 de março após passar mal. Na última segunda (23), Bolsonaro recebeu alta da UTI (unidade de terapia intensiva).
Alvará
O ministro Moraes expediu nessa terça-feira (24) o alvará de soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro para que passe a cumprir pena em prisão domiciliar por 90 dias para a recuperação de uma broncopneumonia.
O ex-presidente só vai ser transferido após alta da internação. Segundo o boletim médico divulgado nessa terça, ainda não há previsão de alta.
A Polícia Militar do Distrito Federal ficará responsável pela transferência e pela vigilância de Bolsonaro durante a prisão domiciliar.
Após o período de 90 dias, os requisitos para que Bolsonaro permaneça ou não em prisão domiciliar humanitária serão reanalisados. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Até ser internado, cumpriu 119 dias de prisão, menos de 1% da pena. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo e do portal de notícias G1)
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também entrou no rol dos investigados por ter recebido outros 2 milhões de reais do pai ao viajar aos Estados Unidos, de onde vem defendendo sanções do governo de Donald Trump ao Brasil. (Foto: Reprodução/X) Jair Bolsonaro e sua família deverão arcar com dívidas pesadas após o julgamento do Supremo …
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Michelle faz audiência com ministro do Supremo sozinha e irrita aliados do marido
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Moraes a recebeu em seu gabinete do STF, em Brasília, acompanhado por sua chefe de gabinete, Cristina Gomes.
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) já havia se manifestado, na segunda (23), a favor do pedido de prisão domiciliar protocolado pelos advogados. Reforçou entre bolsonaristas, assim, a expectativa de que Alexandre de Moraes concederia a transferência.
O ex-presidente foi condenado no processo da trama golpista a mais de 27 anos de prisão e vinha cumprindo pena na Papudinha, mas precisou ser transferido para um hospital em 13 de março após passar mal. Na última segunda (23), Bolsonaro recebeu alta da UTI (unidade de terapia intensiva).
Alvará
O ministro Moraes expediu nessa terça-feira (24) o alvará de soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro para que passe a cumprir pena em prisão domiciliar por 90 dias para a recuperação de uma broncopneumonia.
O ex-presidente só vai ser transferido após alta da internação. Segundo o boletim médico divulgado nessa terça, ainda não há previsão de alta.
A Polícia Militar do Distrito Federal ficará responsável pela transferência e pela vigilância de Bolsonaro durante a prisão domiciliar.
Após o período de 90 dias, os requisitos para que Bolsonaro permaneça ou não em prisão domiciliar humanitária serão reanalisados. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Até ser internado, cumpriu 119 dias de prisão, menos de 1% da pena. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo e do portal de notícias G1)
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