As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa terça-feira (4), em Belém (PA), sobre a operação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), representam uma inflexão sensível em relação ao comedimento com o qual tratou do assunto na semana passada. O episódio, que resultou em dezenas de mortos, tem gerado forte repercussão política e social, especialmente pela forma como as forças de segurança do estado conduziram a ação e pela reação inicial do governo federal.
No dia seguinte à operação, Lula publicou uma mensagem em suas redes sociais em que, de forma calculada, evitou palavras mais fortes, como “matança”, e não fez críticas diretas ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O texto, mais contido, foi interpretado como uma tentativa de não tensionar a relação institucional com o governo estadual e de aguardar o desenrolar das investigações sobre o episódio.
Agora, o tom do presidente é outro. Em seu novo pronunciamento, Lula afirmou: “(…) a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança. (…) Até agora nós temos uma versão contada pela polícia, contada pelo governo do Estado e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam ou se teve alguma coisa mais delicada na operação”.
A fala mais recente de Lula surpreendeu interlocutores próximos e integrantes da comunicação do governo que tiveram acesso ao tracking encomendado pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), entregue ao Palácio do Planalto na noite de segunda-feira (3). O levantamento, que contou com 2.803 entrevistas realizadas por telefone entre a última sexta (31) e segunda, avaliou a percepção da população sobre a operação e sobre a resposta do governo federal.
O resultado mostra apoio maciço à operação e também revela que Lula e o seu governo não têm os seus desempenhos no episódio bem avaliados.
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Lula muda de tom sobre megaoperação e está desalinhado com pesquisas de opinião
As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa terça-feira (4), em Belém (PA), sobre a operação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), representam uma inflexão sensível em relação ao comedimento com o qual tratou do assunto na semana passada. O episódio, que resultou em dezenas de mortos, tem gerado forte repercussão política e social, especialmente pela forma como as forças de segurança do estado conduziram a ação e pela reação inicial do governo federal.
No dia seguinte à operação, Lula publicou uma mensagem em suas redes sociais em que, de forma calculada, evitou palavras mais fortes, como “matança”, e não fez críticas diretas ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O texto, mais contido, foi interpretado como uma tentativa de não tensionar a relação institucional com o governo estadual e de aguardar o desenrolar das investigações sobre o episódio.
Agora, o tom do presidente é outro. Em seu novo pronunciamento, Lula afirmou: “(…) a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança. (…) Até agora nós temos uma versão contada pela polícia, contada pelo governo do Estado e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam ou se teve alguma coisa mais delicada na operação”.
A fala mais recente de Lula surpreendeu interlocutores próximos e integrantes da comunicação do governo que tiveram acesso ao tracking encomendado pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), entregue ao Palácio do Planalto na noite de segunda-feira (3). O levantamento, que contou com 2.803 entrevistas realizadas por telefone entre a última sexta (31) e segunda, avaliou a percepção da população sobre a operação e sobre a resposta do governo federal.
O resultado mostra apoio maciço à operação e também revela que Lula e o seu governo não têm os seus desempenhos no episódio bem avaliados.
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