Lula quer que Pacheco seja candidato ao governo de Minas Gerais, em 2026, mas ele rejeita a ideia. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que vai indicar o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula quer que Pacheco seja candidato ao governo de Minas Gerais, em 2026, mas ele rejeita a ideia.
Durante a conversa, ocorrida no Palácio da Alvorada, o senador disse que pretende encerrar a carreira política quando terminar o mandato, no início de 2027, e retomar sua profissão de advogado. Pacheco afirmou que respeita a decisão de Lula ao escolher Messias, mas não deseja ser candidato à sucessão de Romeu Zema (Novo), mesmo porque avalia estar isolado em seu próprio partido, o PSD.
Lula, porém, pediu a ele que pense melhor. O presidente fez vários elogios a Pacheco, que tem como cabo eleitoral o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Em reunião com Lula, no fim do mês passado, Alcolumbre apresentou ao presidente uma espécie de mapa dos votos e disse que Messias enfrentará dificuldades no Senado, pois, de acordo com ele, é visto pela maioria ali como um aliado do PT.
Para que o nome do indicado ao STF seja aprovado na Casa, precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, ter no mínimo 41 votos no plenário. Pela contabilidade de Alcolumbre, se a votação fosse hoje, Messias teria o apoio de aproximadamente 30 dos 81 senadores.
O presidente do Senado não esconde a contrariedade com a escolha de Lula para o STF e já avisou que não fará campanha por Messias, pois considera que, se agisse assim, estaria traindo o amigo Pacheco.
A apertada margem de apoio que permitiu a recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República animou a ala do Centrão e a bancada do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, que querem derrotar Lula ao apreciar o nome de Messias. No último dia 12, Gonet teve 45 votos favoráveis e 26 contrários no plenário do Senado.
“A votação do Gonet é muito diferente da de Messias. Havia um grupo forte de oposição a Gonet pelo fato de ele ter feito a denúncia ao ex-presidente da República”, disse o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), numa referência a Jair Bolsonaro. “Agora, até o momento que o presidente mandar sua indicação para o STF, é razoável essa torcida pelo nome que cada um prefere. Depois que ele mandar o nome, as pessoas acolhem porque é uma demanda do presidente. Sempre foi assim”, completou.
Lula avalia que ainda há tempo para convencer Pacheco a concorrer ao governo mineiro. O quadro político que se apresenta hoje em Minas, porém, indica a consolidação das forças de direita.
Ex-presidente do Senado, Pacheco foi escanteado por seu próprio partido após sinalizar que apoiará a candidatura à reeleição de Lula, em 2026. O PSD filiou o vice-governador de Minas Mateus Simões em um acerto para lançá-lo à sucessão de Zema.
O governador de Minas, por sua vez, tentará concorrer ao Planalto, ao Senado ou mesmo ser vice em uma chapa presidencial. Diante desse imbróglio, Pacheco terá de mudar de legenda, se quiser ter o nome na urna eletrônica.
Sem palanque forte em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, Lula pode ter problemas na campanha. Se Pacheco não recuar, uma ala do PT defende o lançamento de uma chapa puro-sangue com a prefeita de Contagem, Marília Campos.
A cúpula petista, no entanto, procura se reaproximar do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que se filiou ao PDT para ser novamente candidato ao governo. Em 2022, Kalil foi apoiado pelo PT, mas perdeu para Zema, que buscava a reeleição e, depois disso, rompeu com Lula. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/lula-confirma-a-rodrigo-pacheco-que-vai-indicar-jorge-messias-para-ministro-do-supremo-senador-pretende-deixar-a-politica/ Lula confirma a Rodrigo Pacheco que vai indicar Jorge Messias para ministro do Supremo; senador pretende deixar a política 2025-11-18
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Movimento se soma à resistência do Senado, que preferia Rodrigo Pacheco para a vaga. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Além de ter causado uma crise com o Executivo por ter desagradado a cúpula do Senado, a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser atacada por parlamentares bolsonaristas devido …
Lula confirma a Rodrigo Pacheco que vai indicar Jorge Messias para ministro do Supremo; senador pretende deixar a política
Lula quer que Pacheco seja candidato ao governo de Minas Gerais, em 2026, mas ele rejeita a ideia. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que vai indicar o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula quer que Pacheco seja candidato ao governo de Minas Gerais, em 2026, mas ele rejeita a ideia.
Durante a conversa, ocorrida no Palácio da Alvorada, o senador disse que pretende encerrar a carreira política quando terminar o mandato, no início de 2027, e retomar sua profissão de advogado. Pacheco afirmou que respeita a decisão de Lula ao escolher Messias, mas não deseja ser candidato à sucessão de Romeu Zema (Novo), mesmo porque avalia estar isolado em seu próprio partido, o PSD.
Lula, porém, pediu a ele que pense melhor. O presidente fez vários elogios a Pacheco, que tem como cabo eleitoral o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Em reunião com Lula, no fim do mês passado, Alcolumbre apresentou ao presidente uma espécie de mapa dos votos e disse que Messias enfrentará dificuldades no Senado, pois, de acordo com ele, é visto pela maioria ali como um aliado do PT.
Para que o nome do indicado ao STF seja aprovado na Casa, precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, ter no mínimo 41 votos no plenário. Pela contabilidade de Alcolumbre, se a votação fosse hoje, Messias teria o apoio de aproximadamente 30 dos 81 senadores.
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O governador de Minas, por sua vez, tentará concorrer ao Planalto, ao Senado ou mesmo ser vice em uma chapa presidencial. Diante desse imbróglio, Pacheco terá de mudar de legenda, se quiser ter o nome na urna eletrônica.
Sem palanque forte em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, Lula pode ter problemas na campanha. Se Pacheco não recuar, uma ala do PT defende o lançamento de uma chapa puro-sangue com a prefeita de Contagem, Marília Campos.
A cúpula petista, no entanto, procura se reaproximar do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que se filiou ao PDT para ser novamente candidato ao governo. Em 2022, Kalil foi apoiado pelo PT, mas perdeu para Zema, que buscava a reeleição e, depois disso, rompeu com Lula. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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2025-11-18
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