Taxa é levemente superior a metade da média nacional (2%). (Foto: Freepik)
Estatísticas recentes apontam que a taxa de transmissão do HIV de mãe para filho em Porto Alegre é de 1,1%, levemente superior a metade do patamar de referência (2%) considerado nas políticas públicas de saúde no Brasil. Conforme a prefeitura da capital gaúcha, o índice abaixo da média nacional é resultado de iniciativas de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo de gestantes vivendo com vírus, responsável pela Aids.
“O indicador permanece estável nos últimos anos, com número reduzido de crianças infectadas, dentro do padrão de controle recomendado pelos protocolos do Ministério da Saúde”, ressalta a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Esse tipo de transmissão, conhecida como “vertical”, ocorre quando o HIV é passado da mãe para o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação. Trata-se, porém, de algo que pode ser amplamente evitado, por meio de acompanhamento adequado.
Ttitular da SMS, Fernando Ritter avalia que o fato reflete um trabalho consistente e integrado da rede: “Manter a transmissão vertical do HIV em um patamar tão baixo é fruto de planejamento, organização do cuidado e compromisso das equipes. O acompanhamento começa no pré-natal, passa pelo parto e prossegue no cuidado com a criança, com garantia de acesso a diagnóstico, tratamento e monitoramento contínuo”.
A estratégia adotada pelo município envolve a articulação entre os serviços de atenção primária à saúde, maternidades e vigilância em saúde. Isso inclui testagem oportuna, início precoce do tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico regular e ações de prevenção combinada.
De acordo com a coordenadora da Atenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais (Caist) da SMS, Daila Alena Raenck da Silva, o cuidado contínuo é determinante para o controle do indicador:
“A transmissão vertical é evitável quando a gestante é diagnosticada a tempo e permanece vinculada ao serviço de saúde. O resultado de Porto Alegre mostra que a rede está funcionando, com protocolos bem definidos e acompanhamento próximo das mulheres e das crianças”.
Dados oficiais apontam um redução de 31% nos casos de Aids detectados em Porto Alegre pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) no período de 2015 a 2024, período em que os registros passaram de 76,7 a 52,6 para cada 100 mil habitantes. Também houve queda na mortalidade pela doença e avanços no aspecto preventivo da transmissão do HIV, inclusive de mães para bebês.
Saiba mais
Palavra derivada da sigla que inglês significa “Síndrome da Imunodeficiência Adquirida”, a Aids teve seus primeiros casos registrados no mundo durante a primeira metade da década de 1980. Trata-se do estágio avançado da infecção pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) – tê-lo, porém, não significa necessariamente ter a doença.
A transmissão se dá por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas, transfusão de sangue infectado ou da mãe para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. O vírus ataca as células de defesa do corpo (especialmente os linfócitos “T-CD4+”), enfraquecendo o sistema imunológico.
Quando essa imunidade está tão baixa que o organismo não consegue mais combater infecções oportunistas, como tuberculose e certas pneumonias, deflagra-se o quadro conhecido como Aids. São sintomas comuns febre persistente, perda de peso involuntária, suores noturnos, diarreia e cansaço extremo.
Hoje a doença é considerada uma condição crônica incurável, mas perfeitamente tratável. O uso rigoroso de medicamentos antirretrovirais – fornecidos gratuitamente no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – permite que a pessoa viva com qualidade de vida e que o vírus se torne indetectável, o que também impede sua transmissão.
O uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) continua sendo a forma mais eficaz de prevenção. Igualmente importantes são a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP) para casos de risco. Essas e outras informações constam no portal unaids.org.br.
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Índice de transmissão do HIV de mãe para filho é de apenas 1,1% em Porto Alegre
Taxa é levemente superior a metade da média nacional (2%). (Foto: Freepik)
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“O indicador permanece estável nos últimos anos, com número reduzido de crianças infectadas, dentro do padrão de controle recomendado pelos protocolos do Ministério da Saúde”, ressalta a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Esse tipo de transmissão, conhecida como “vertical”, ocorre quando o HIV é passado da mãe para o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação. Trata-se, porém, de algo que pode ser amplamente evitado, por meio de acompanhamento adequado.
Ttitular da SMS, Fernando Ritter avalia que o fato reflete um trabalho consistente e integrado da rede: “Manter a transmissão vertical do HIV em um patamar tão baixo é fruto de planejamento, organização do cuidado e compromisso das equipes. O acompanhamento começa no pré-natal, passa pelo parto e prossegue no cuidado com a criança, com garantia de acesso a diagnóstico, tratamento e monitoramento contínuo”.
A estratégia adotada pelo município envolve a articulação entre os serviços de atenção primária à saúde, maternidades e vigilância em saúde. Isso inclui testagem oportuna, início precoce do tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico regular e ações de prevenção combinada.
De acordo com a coordenadora da Atenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais (Caist) da SMS, Daila Alena Raenck da Silva, o cuidado contínuo é determinante para o controle do indicador:
“A transmissão vertical é evitável quando a gestante é diagnosticada a tempo e permanece vinculada ao serviço de saúde. O resultado de Porto Alegre mostra que a rede está funcionando, com protocolos bem definidos e acompanhamento próximo das mulheres e das crianças”.
Dados oficiais apontam um redução de 31% nos casos de Aids detectados em Porto Alegre pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) no período de 2015 a 2024, período em que os registros passaram de 76,7 a 52,6 para cada 100 mil habitantes. Também houve queda na mortalidade pela doença e avanços no aspecto preventivo da transmissão do HIV, inclusive de mães para bebês.
Saiba mais
Palavra derivada da sigla que inglês significa “Síndrome da Imunodeficiência Adquirida”, a Aids teve seus primeiros casos registrados no mundo durante a primeira metade da década de 1980. Trata-se do estágio avançado da infecção pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) – tê-lo, porém, não significa necessariamente ter a doença.
A transmissão se dá por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas, transfusão de sangue infectado ou da mãe para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. O vírus ataca as células de defesa do corpo (especialmente os linfócitos “T-CD4+”), enfraquecendo o sistema imunológico.
Quando essa imunidade está tão baixa que o organismo não consegue mais combater infecções oportunistas, como tuberculose e certas pneumonias, deflagra-se o quadro conhecido como Aids. São sintomas comuns febre persistente, perda de peso involuntária, suores noturnos, diarreia e cansaço extremo.
Hoje a doença é considerada uma condição crônica incurável, mas perfeitamente tratável. O uso rigoroso de medicamentos antirretrovirais – fornecidos gratuitamente no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – permite que a pessoa viva com qualidade de vida e que o vírus se torne indetectável, o que também impede sua transmissão.
O uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) continua sendo a forma mais eficaz de prevenção. Igualmente importantes são a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP) para casos de risco. Essas e outras informações constam no portal unaids.org.br.
(Marcello Campos)
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