Deputada suplente de Glauber Braga diz que “lutará sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe”.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputada suplente de Glauber Braga diz que “lutará sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe”. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Suplente de Glauber Braga (PSOL-RJ), a deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) foi empossada nesta terça-feira (16), e retorna ao Congresso Nacional 18 anos depois do último mandato exercido, como senadora, com discurso com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No discurso de posse, ela lembrou da sua história de oposição ao PT durante a reforma da Previdência feita no primeiro governo Lula, afirmou que foi derrotada nas urnas por “conluios palacianos”, criticou a reforma administrativa e disse que “lutará sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe”.
No final do pronunciamento, ainda deixou um recado. “Para os que me odeiam, se avexem, não, que o tempo passa rápido. Daqui a pouco Glauber volta”, disse.
Com os olhos marejados, ela abriu o primeiro pronunciamento na Câmara com elogios a Glauber Braga. Segundo Heloísa Helena, ele foi suspenso por “desafiar o sistema”, uma “injustiça” que ela também teria sofrido. “Nunca imaginei que voltaria ao Congresso Nacional numa injustiça tão grande”, disse.
“Aqui, neste plenário, há 22 anos, a deputada Luciana Genro e eu no Senado passamos por circunstâncias absolutamente humilhantes porque estávamos defendendo mais de 8 milhões de servidores diante de uma maldita reforma da Previdência que roubava direito dos trabalhadores”, afirmou. “Vivenciamos isso, inclusive fisicamente, quando nós estávamos no prédio do INSS defendendo trabalhadores, fomos arrancados de lá pelo choque do Palácio do Planalto, jogados para fora, com bombas de gás lacrimogêneo.”
Helena é uma das fundadoras da Rede e do próprio PSOL, que fundara em 2004, após abrir divergência com a condução do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Rede hoje faz parte de federação com o PSOL.
O ápice da briga que levou à saída do partido e à criação do PSOL foi a reforma da Previdência encampada pela gestão petista, que Heloísa Helena passou a chamar de “neoliberais”. “Meu compromisso não é pautado nos malditos conluios da realpolitik onde sorriso na frente e facadas nas costas são comum. Meu compromisso é com o Brasil real, é o Rio profundo, distante dos cartões postais”, discursou Helena.
Quando fez a opção de sair do PT, Helena era senadora por Alagoas. Ela foi eleita em 1998 e ficou na Casa até 2007. No pleito de 2006, foi candidata à Presidência da República pelo jovem PSOL. Terminou aquela disputa no terceiro lugar, com 6,85% dos votos.
Agora na Rede, ela travou uma disputa política interna com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pelo comando do partido que integra. Ela saiu triunfante contra a chefe da pasta.
Ela enumerou alguns dos tópicos em que contestará o governo Lula. “Lutarei sem servilismo, sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe. No entreguismo de terras raras, na privatização de rios e outros setores estratégicos. Estarei aqui sem abrir uma única concessão a quem concilia com o capital, enchendo a pança dos poderosos”, afirmou. “Vamos derrotar a reforma administrativa.”
Glauber Braga teve o mandato suspenso por seis meses por decisão do plenário da Câmara na semana passada. Mesmo assim, governistas celebraram a suspensão – isso porque havia uma articulação pela cassação do parlamentar.
O deputado diz que o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) foi o principal fiador da movimentação. Logo após o resultado, Lira foi visto reclamando. “Duzentos e tantos votos…p****!”, disse Lira, no telefone.
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Deputada suplente de Glauber Braga diz que “lutará sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe”.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputada suplente de Glauber Braga diz que “lutará sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe”. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Suplente de Glauber Braga (PSOL-RJ), a deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) foi empossada nesta terça-feira (16), e retorna ao Congresso Nacional 18 anos depois do último mandato exercido, como senadora, com discurso com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No discurso de posse, ela lembrou da sua história de oposição ao PT durante a reforma da Previdência feita no primeiro governo Lula, afirmou que foi derrotada nas urnas por “conluios palacianos”, criticou a reforma administrativa e disse que “lutará sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe”.
No final do pronunciamento, ainda deixou um recado. “Para os que me odeiam, se avexem, não, que o tempo passa rápido. Daqui a pouco Glauber volta”, disse.
Com os olhos marejados, ela abriu o primeiro pronunciamento na Câmara com elogios a Glauber Braga. Segundo Heloísa Helena, ele foi suspenso por “desafiar o sistema”, uma “injustiça” que ela também teria sofrido. “Nunca imaginei que voltaria ao Congresso Nacional numa injustiça tão grande”, disse.
“Aqui, neste plenário, há 22 anos, a deputada Luciana Genro e eu no Senado passamos por circunstâncias absolutamente humilhantes porque estávamos defendendo mais de 8 milhões de servidores diante de uma maldita reforma da Previdência que roubava direito dos trabalhadores”, afirmou. “Vivenciamos isso, inclusive fisicamente, quando nós estávamos no prédio do INSS defendendo trabalhadores, fomos arrancados de lá pelo choque do Palácio do Planalto, jogados para fora, com bombas de gás lacrimogêneo.”
Helena é uma das fundadoras da Rede e do próprio PSOL, que fundara em 2004, após abrir divergência com a condução do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Rede hoje faz parte de federação com o PSOL.
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Quando fez a opção de sair do PT, Helena era senadora por Alagoas. Ela foi eleita em 1998 e ficou na Casa até 2007. No pleito de 2006, foi candidata à Presidência da República pelo jovem PSOL. Terminou aquela disputa no terceiro lugar, com 6,85% dos votos.
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Ela enumerou alguns dos tópicos em que contestará o governo Lula. “Lutarei sem servilismo, sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe. No entreguismo de terras raras, na privatização de rios e outros setores estratégicos. Estarei aqui sem abrir uma única concessão a quem concilia com o capital, enchendo a pança dos poderosos”, afirmou. “Vamos derrotar a reforma administrativa.”
Glauber Braga teve o mandato suspenso por seis meses por decisão do plenário da Câmara na semana passada. Mesmo assim, governistas celebraram a suspensão – isso porque havia uma articulação pela cassação do parlamentar.
O deputado diz que o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) foi o principal fiador da movimentação. Logo após o resultado, Lira foi visto reclamando. “Duzentos e tantos votos…p****!”, disse Lira, no telefone.
https://www.osul.com.br/heloisa-helena-toma-posse-retorna-ao-congresso-depois-de-18-anos-e-faz-novas-criticas-a-lula/
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