Viviane Barci de Moraes foi alvo nesta segunda de sanções do governo norte-americano com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros. (Foto: Divulgação)
O governo dos Estados Unidos chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “ator estrangeiro maligno” e fez referência ao famoso casal de criminosos Bonnie e Clyde ao justificar a aplicação de sanções à esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Viviane Barci de Moraes foi alvo nesta segunda de sanções do governo norte-americano com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Viviane de Moraes é facilitadora e protetora de Moraes, que chamou de “ator estrangeiro maligno”.
“Aqueles que protegem e facilitam atores estrangeiros malignos como Moraes ameaçam os interesses dos EUA e também serão responsabilizados”, declarou Marco Rubio. Já o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent afirmou que a ação foi tomada porque Viviane fornece uma “rede de apoio financeiro” ao marido, que já havia sido sancionado em julho.
Em comunicado sobre a sanção à esposa de Moraes, afirmou que “não existe Clyde sem Bonnie” — em referência ao casal dos EUA Bonnie Parker e Clyde Barrow, que ganharam notoriedade por uma série de assaltos e assassinatos no início da década de 1930, que cometiam sempre juntos.
Sanção
Com a sanção desta segunda, todos os eventuais bens de Viviane nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ela.
“Alexandre de Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a perseguir indivíduos que fornecem apoio material a Moraes enquanto ele viola os direitos humanos”, justificou.
Agora, nem o ministro do STF nem a esposa podem realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA —usando cartões de crédito de bandeira americana, por exemplo.
A sanção da esposa de Moraes com a Lei Magnitsky compõe uma estratégia de retaliação do governo Trump contra o ministro do STF — o tribunal condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, a 27 anos de prisão por golpe de Estado em agosto.
Viviane tem 56 anos e é advogada. O governo Trump também aplicou a Magnitsky nesta segunda à Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa de advocacia sediada em São Paulo da qual Viviane e dois dos três filhos do casal são sócios.
“O Lex Institute atua como uma holding para de Moraes, sendo proprietário de sua residência, além de outros imóveis residenciais. (…) Juntos, o Lex Institute e Viviane detêm o patrimônio da família de Moraes”, acrescenta o comunicado do Tesouro dos EUA.
Na época da sanção a Moraes, o governo Trump chamou o ministro do STF de “um violador de direitos humanos” e “responsável por uma campanha opressiva de censura” ao citar o julgamento de Bolsonaro, porém sem apresentar provas. A imprensa mundial chamou a aplicação da Magnitsky a Moraes de uma “hostilidade” da gestão do republicano.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve seu visto revogado nesta segunda, se pronunciou sobre a decisão do governo americano:
Funcionários do Itamaraty que conversaram em julho com repórteres da TV Globo sob a condição de anonimato disseram considerar a aplicação da Lei Magnitsky como uma escalada da tensão entre os dois países. Eles veem a manobra como um recado de que o governo Trump cobra impunidade total para Jair Bolsonaro.
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Viviane Barci de Moraes foi alvo nesta segunda de sanções do governo norte-americano com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Viviane de Moraes é facilitadora e protetora de Moraes, que chamou de “ator estrangeiro maligno”.
“Aqueles que protegem e facilitam atores estrangeiros malignos como Moraes ameaçam os interesses dos EUA e também serão responsabilizados”, declarou Marco Rubio.
Já o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent afirmou que a ação foi tomada porque Viviane fornece uma “rede de apoio financeiro” ao marido, que já havia sido sancionado em julho.
Em comunicado sobre a sanção à esposa de Moraes, afirmou que “não existe Clyde sem Bonnie” — em referência ao casal dos EUA Bonnie Parker e Clyde Barrow, que ganharam notoriedade por uma série de assaltos e assassinatos no início da década de 1930, que cometiam sempre juntos.
Sanção
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Agora, nem o ministro do STF nem a esposa podem realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA —usando cartões de crédito de bandeira americana, por exemplo.
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Na época da sanção a Moraes, o governo Trump chamou o ministro do STF de “um violador de direitos humanos” e “responsável por uma campanha opressiva de censura” ao citar o julgamento de Bolsonaro, porém sem apresentar provas. A imprensa mundial chamou a aplicação da Magnitsky a Moraes de uma “hostilidade” da gestão do republicano.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve seu visto revogado nesta segunda, se pronunciou sobre a decisão do governo americano:
Funcionários do Itamaraty que conversaram em julho com repórteres da TV Globo sob a condição de anonimato disseram considerar a aplicação da Lei Magnitsky como uma escalada da tensão entre os dois países. Eles veem a manobra como um recado de que o governo Trump cobra impunidade total para Jair Bolsonaro.
https://www.osul.com.br/governo-trump-compara-ministro-alexandre-de-moraes-e-esposa-a-um-casal-de-criminosos/
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2025-09-22
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