O governo tem adotado até o momento o discurso de que o caso Master envolve mais políticos da direita do que da esquerda
Foto: Reprodução
O governo tem adotado até o momento o discurso de que o caso Master envolve mais políticos da direita do que da esquerda. (Foto: Reprodução)
Integrantes do governo temem que o banqueiro Daniel Vorcaro use a sua eventual delação premiada para envolver integrantes do Executivo no caso Master. O argumento é que Vorcaro não tem nada a perder e, por isso, poderá provocar confusão. Vorcaro foi transferido na quinta-feira de um presídio federal do Distrito Federal para a Superintendência da Polícia Federal de Brasília. Isso ocorreu após a assinatura de um termo de confidencialidade com a PF e a Procuradoria-Geral da República, pontapé inicial para um acordo de colaboração.
Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também contestam a pertinência de uma delação do banqueiro. Dizem que dados de suas contas bancários e seus aparelhos celulares já estão em posse da Polícia Federal e que esse material é suficiente para fundamentar a apuração sem necessidade de colaboração do réu.
O governo tem adotado até o momento o discurso de que o caso Master envolve mais políticos da direita do que da esquerda. Perfis simpáticos ao governo chegaram a divulgar nas redes sociais material em que batizam o escândalo de Bolsomaster.
As ligações de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, são minimizadas.
A alegação é que não surgiu até agora nenhum fato concreto que comprove que Lima foi beneficiado no Credcesta, um cartão de crédito consignado para funcionários públicos que era operado pelo governo da Bahia, mas foi privatizado em 2018. Logo depois da privatização, um decreto do então governador Rui Costa alterou as regras do uso do cartão e permitiu a ampliação do seu mercado. Neste semana, foi revelado que a nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master, segundo o portal Metrópoles. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que pertence a ela.
Em nota, Wagner disse que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”.
Além disso, Lula recebeu Vorcaro em dezembro de 2024 no Palácio do Planalto, fora da agenda oficial.O então banqueiro foi levado ao encontro pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que prestava consultoria para o Master.
Em janeiro, foi revelado também que o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master para prestação de serviços de consultoria jurídica. O contrato foi mantido mesmo depois que ele assumiu o cargo de ministro da Justiça, em fevereiro de 2024.
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Governo teme que Vorcaro use delação para envolver o Poder Executivo no caso do Banco Master
O governo tem adotado até o momento o discurso de que o caso Master envolve mais políticos da direita do que da esquerda
Foto: Reprodução
O governo tem adotado até o momento o discurso de que o caso Master envolve mais políticos da direita do que da esquerda. (Foto: Reprodução)
Integrantes do governo temem que o banqueiro Daniel Vorcaro use a sua eventual delação premiada para envolver integrantes do Executivo no caso Master. O argumento é que Vorcaro não tem nada a perder e, por isso, poderá provocar confusão. Vorcaro foi transferido na quinta-feira de um presídio federal do Distrito Federal para a Superintendência da Polícia Federal de Brasília. Isso ocorreu após a assinatura de um termo de confidencialidade com a PF e a Procuradoria-Geral da República, pontapé inicial para um acordo de colaboração.
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As ligações de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, são minimizadas.
A alegação é que não surgiu até agora nenhum fato concreto que comprove que Lima foi beneficiado no Credcesta, um cartão de crédito consignado para funcionários públicos que era operado pelo governo da Bahia, mas foi privatizado em 2018. Logo depois da privatização, um decreto do então governador Rui Costa alterou as regras do uso do cartão e permitiu a ampliação do seu mercado. Neste semana, foi revelado que a nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master, segundo o portal Metrópoles. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que pertence a ela.
Em nota, Wagner disse que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”.
Além disso, Lula recebeu Vorcaro em dezembro de 2024 no Palácio do Planalto, fora da agenda oficial.O então banqueiro foi levado ao encontro pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que prestava consultoria para o Master.
Em janeiro, foi revelado também que o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master para prestação de serviços de consultoria jurídica. O contrato foi mantido mesmo depois que ele assumiu o cargo de ministro da Justiça, em fevereiro de 2024.
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