Avaliação de auxiliares de Lula é que embate direto poderia ampliar exposição e fortalecer a imagem do senador. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Apesar de as pesquisas de opinião indicarem a consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como adversário competitivo em uma eventual disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo resiste a alterar sua estratégia e iniciar um confronto mais direto com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação de auxiliares da gestão federal, investir na polarização neste momento poderia antecipar o debate eleitoral, ampliar a exposição do senador e torná-lo mais conhecido entre os eleitores.
Interlocutores de Lula passaram a acompanhar o cenário com maior atenção desde o mês passado, quando a pesquisa Atlasintel divulgada em 25 de fevereiro apontou empate técnico entre o chefe do Executivo e Flávio em um eventual segundo turno. O levantamento pegou de surpresa o Palácio do Planalto, que não previa, naquele momento, um placar tão apertado. A redução da diferença entre os dois também foi observada nos levantamentos mais recentes do Datafolha, divulgado no sábado (7), e da Genial/Quaest, publicado na última quarta-feira (11).
Mesmo com o quadro considerado delicado para Lula, o governo ainda não definiu qual será a estratégia para reverter esse cenário. Auxiliares do presidente rejeitam, por exemplo, a possibilidade de Lula iniciar um embate direto com Flávio agora. Na avaliação deles, isso acabaria fortalecendo a imagem do senador, que, segundo essas fontes, se projeta sobretudo pelo sobrenome Bolsonaro, e não por propostas próprias.
Outro fator que reforça a cautela é o esforço do governo para evitar a antecipação do clima eleitoral e manter o foco no cronograma de entregas da gestão. A avaliação interna é que, com as viagens previstas pelo presidente, as ações do governo ganharão maior visibilidade e poderão alcançar diretamente a população e, dessa forma, reverter o cenário adverso ao presidente.
Como mostrou o Valor, Lula pretende intensificar, nos próximos meses, a participação em eventos de lançamento e entrega de obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de outros empreendimentos federais, com atenção especial ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A estratégia busca ampliar a exposição das ações do governo antes do período em que o presidente ficará impedido de participar desse tipo de evento em razão da legislação eleitoral.
Embora a gestão federal queira evitar uma polarização com Flávio já em março, parte dos aliados de Lula avalia que a disputa política começou a ganhar contornos de campanha durante o carnaval, com o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente. Dessa forma, defendem que já se invista nessa polarização. Ainda assim, segundo esses interlocutores, o embate com possíveis adversários deve ocorrer inicialmente por meio de ministros e de lideranças partidárias. (Com informações do Valor Econômico)
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Governo mantém estratégia e evita confronto com Flávio Bolsonaro
Avaliação de auxiliares de Lula é que embate direto poderia ampliar exposição e fortalecer a imagem do senador. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Apesar de as pesquisas de opinião indicarem a consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como adversário competitivo em uma eventual disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo resiste a alterar sua estratégia e iniciar um confronto mais direto com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação de auxiliares da gestão federal, investir na polarização neste momento poderia antecipar o debate eleitoral, ampliar a exposição do senador e torná-lo mais conhecido entre os eleitores.
Interlocutores de Lula passaram a acompanhar o cenário com maior atenção desde o mês passado, quando a pesquisa Atlasintel divulgada em 25 de fevereiro apontou empate técnico entre o chefe do Executivo e Flávio em um eventual segundo turno. O levantamento pegou de surpresa o Palácio do Planalto, que não previa, naquele momento, um placar tão apertado. A redução da diferença entre os dois também foi observada nos levantamentos mais recentes do Datafolha, divulgado no sábado (7), e da Genial/Quaest, publicado na última quarta-feira (11).
Mesmo com o quadro considerado delicado para Lula, o governo ainda não definiu qual será a estratégia para reverter esse cenário. Auxiliares do presidente rejeitam, por exemplo, a possibilidade de Lula iniciar um embate direto com Flávio agora. Na avaliação deles, isso acabaria fortalecendo a imagem do senador, que, segundo essas fontes, se projeta sobretudo pelo sobrenome Bolsonaro, e não por propostas próprias.
Outro fator que reforça a cautela é o esforço do governo para evitar a antecipação do clima eleitoral e manter o foco no cronograma de entregas da gestão. A avaliação interna é que, com as viagens previstas pelo presidente, as ações do governo ganharão maior visibilidade e poderão alcançar diretamente a população e, dessa forma, reverter o cenário adverso ao presidente.
Como mostrou o Valor, Lula pretende intensificar, nos próximos meses, a participação em eventos de lançamento e entrega de obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de outros empreendimentos federais, com atenção especial ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A estratégia busca ampliar a exposição das ações do governo antes do período em que o presidente ficará impedido de participar desse tipo de evento em razão da legislação eleitoral.
Embora a gestão federal queira evitar uma polarização com Flávio já em março, parte dos aliados de Lula avalia que a disputa política começou a ganhar contornos de campanha durante o carnaval, com o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente. Dessa forma, defendem que já se invista nessa polarização. Ainda assim, segundo esses interlocutores, o embate com possíveis adversários deve ocorrer inicialmente por meio de ministros e de lideranças partidárias. (Com informações do Valor Econômico)
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