Ideia discutida por ministros com Lula é diminuir juros para que montante devido seja mais fácil de ser pago.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Ideia discutida por ministros com Lula é diminuir juros para que montante devido seja mais fácil de ser pago. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O governo pretende abrir para o brasileiro a possibilidade de unir todas as dívidas em atraso, independentemente do tipo — cartão, empréstimo direto etc. — para renegociar com os bancos. A ideia é diminuir de forma abrangente a taxa de juros para que o montante devido seja mais fácil de ser pago.
As conversas para formular um plano nesse sentido foram feitas na manhã desta terça-feira, 7, no Palácio do Planalto, com alguns ministros, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está incomodado com o aumento do endividamento das famílias brasileiras.
O martelo, no entanto, ainda não foi batido, conforme alguns participantes. Segundo pessoas a par da discussão ouvidas pela reportagem, não há previsão de anúncio nos próximos dias — o que indica que esse pacote não está perto de ser fechado, mas que é um caminho a ser aprofundado.
Há a expectativa de que o modelo a ser desenhado poderá ser beneficiado pela expectativa de redução da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ao longo de 2026. Isso, apesar de o conflito no Oriente Médio ter colocado as projeções um pouco mais cautelosas para a Selic — atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano.
Nessas renegociações que poderão ser abertas com os bancos, poderá haver um desconto de até 80% dos montantes devidos, o que será discutido caso a caso. Segundo uma das pessoas ouvidas, o foco será o volume de dívidas em atraso nos últimos 12 meses. O governo deve entrar como garantidor para os volumes que não forem honrados mesmo após o novo acordo com as instituições financeiras.
A ideia é a de que não apenas os montantes em atraso entrem nessa conta. Alguns endividados poderão renegociar também créditos, mesmo que estejam em situação de adimplência. Isso valerá, porém, para os casos em que o limite do tomador esteja muito elevado em relação à sua renda. O objetivo é que os bancos ofereçam linhas de crédito mais vantajosas em relação aos juros aplicados nos contratos atuais.
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Governo federal estuda permitir que inadimplente unifique dívidas em atraso para renegociar com bancos
Ideia discutida por ministros com Lula é diminuir juros para que montante devido seja mais fácil de ser pago.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Ideia discutida por ministros com Lula é diminuir juros para que montante devido seja mais fácil de ser pago. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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As conversas para formular um plano nesse sentido foram feitas na manhã desta terça-feira, 7, no Palácio do Planalto, com alguns ministros, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está incomodado com o aumento do endividamento das famílias brasileiras.
O martelo, no entanto, ainda não foi batido, conforme alguns participantes. Segundo pessoas a par da discussão ouvidas pela reportagem, não há previsão de anúncio nos próximos dias — o que indica que esse pacote não está perto de ser fechado, mas que é um caminho a ser aprofundado.
Há a expectativa de que o modelo a ser desenhado poderá ser beneficiado pela expectativa de redução da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ao longo de 2026. Isso, apesar de o conflito no Oriente Médio ter colocado as projeções um pouco mais cautelosas para a Selic — atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano.
Nessas renegociações que poderão ser abertas com os bancos, poderá haver um desconto de até 80% dos montantes devidos, o que será discutido caso a caso. Segundo uma das pessoas ouvidas, o foco será o volume de dívidas em atraso nos últimos 12 meses. O governo deve entrar como garantidor para os volumes que não forem honrados mesmo após o novo acordo com as instituições financeiras.
A ideia é a de que não apenas os montantes em atraso entrem nessa conta. Alguns endividados poderão renegociar também créditos, mesmo que estejam em situação de adimplência. Isso valerá, porém, para os casos em que o limite do tomador esteja muito elevado em relação à sua renda. O objetivo é que os bancos ofereçam linhas de crédito mais vantajosas em relação aos juros aplicados nos contratos atuais.
(Com O Estado de S.Paulo)
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