O aumento dessas despesas reduz espaço para programas sociais, bolsas em universidades federais, entre outros
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O aumento dessas despesas reduz espaço para programas sociais, bolsas em universidades federais, entre outros. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Os gastos administrativos para manter a máquina pública funcionando somaram R$ 72,7 bilhões no Brasil em 2025, atingindo o maior patamar em nove anos.
Os dados são Secretaria do Tesouro Nacional e foram corrigidos pela inflação para permitir uma comparação. A série histórica iniciou em 2011.
Os números mostram que as despesas com o funcionamento da máquina pública ficaram acima de R$ 70 bilhões por ano nas gestões da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e meados de 2016, quando sofreu o impeachment.
Essas despesas foram menores nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), voltando a ganhar força no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de 2023. No ano passado, voltaram a ultrapassar a marca dos R$ 70 bilhões.
Entre essas despesas administrativas, estão: água, energia elétrica, telefone, serviços de limpeza, vigilância, apoio administrativo e operacional, combustíveis, tecnologia da informação, aluguel de imóveis e veículos, diárias e passagens e serviços bancários.
O aumento dessas despesas reduz espaço para programas sociais, bolsas em universidades federais, entre outros.
A explicação é de que as despesas com custeio da máquina pública estão dentro dos chamados gastos livres do governo e, para estes, há um limite definido pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Eles não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação).
Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo.
De acordo com números do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo possui uma margem de R$ 129,2 bilhões para os chamados gastos livres dos ministérios em 2026, envolvendo despesas administrativas de custeio da máquina pública, investimentos e gastos dos ministérios.
Ao alocar boa parte desses recursos (mais de R$ 70 bilhões) para despesas administrativas da máquina pública, sobra menos espaço para os demais gastos livres do governo. São eles: investimentos em infraestrutura, verbas para a defesa agropecuária, bolsas do CNPq e da Capes, emissão de passaportes, fiscalização ambiental e do trabalho escravo, Farmácia Popular, despesas administrativas, recursos para universidades federais, recursos para agências reguladoras, entre outros.
A legislação prevê que cabe ao juiz de execução penal avaliar individualmente se cada preso tem condições de progredir de regime. (Foto: Bruno Moura/STF) Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que a Corte não deve impor obstáculos ao PL da Dosimetria, aprovado na quarta-feira pelo Senado. O projeto reduz a pena do ex-presidente Jair …
Para o ex-embaixador, Trump nunca demonstrou interesse real pelo Brasil ou por Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR Para o ex-embaixador, Trump nunca demonstrou interesse real pelo Brasil ou por Bolsonaro. (Foto: Alan Santos/PR) A avaliação é do ex-embaixador americano John Feeley, um dos principais especialistas em América Latina do Departamento de Estado nas últimas décadas. Em …
Embora o parecer de Gonet se aplique ao caso de Brazão, pode acabar valendo também para o deputado Eduardo Bolsonaro. Foto: Antonio Augusto/STF Embora o parecer de Gonet se aplique ao caso de Brazão, pode acabar valendo também para o deputado Eduardo Bolsonaro. (Foto: Antonio Augusto/STF) O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer ao …
Perfis da gestão Lula são usados para pressionar o Congresso e atacar rivais. (Foto: Agência Brasil) A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado perfis institucionais do governo nas redes sociais para defender agendas do Palácio do Planalto, fazer contraponto a decisões do Congresso e criticar adversários. Especialistas divergem sobre a legalidade …
Gastos administrativos da máquina pública atingem o maior valor em nove anos no Brasil
O aumento dessas despesas reduz espaço para programas sociais, bolsas em universidades federais, entre outros
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O aumento dessas despesas reduz espaço para programas sociais, bolsas em universidades federais, entre outros. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Os gastos administrativos para manter a máquina pública funcionando somaram R$ 72,7 bilhões no Brasil em 2025, atingindo o maior patamar em nove anos.
Os dados são Secretaria do Tesouro Nacional e foram corrigidos pela inflação para permitir uma comparação. A série histórica iniciou em 2011.
Os números mostram que as despesas com o funcionamento da máquina pública ficaram acima de R$ 70 bilhões por ano nas gestões da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e meados de 2016, quando sofreu o impeachment.
Essas despesas foram menores nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), voltando a ganhar força no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de 2023. No ano passado, voltaram a ultrapassar a marca dos R$ 70 bilhões.
Entre essas despesas administrativas, estão: água, energia elétrica, telefone, serviços de limpeza, vigilância, apoio administrativo e operacional, combustíveis, tecnologia da informação, aluguel de imóveis e veículos, diárias e passagens e serviços bancários.
O aumento dessas despesas reduz espaço para programas sociais, bolsas em universidades federais, entre outros.
A explicação é de que as despesas com custeio da máquina pública estão dentro dos chamados gastos livres do governo e, para estes, há um limite definido pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Eles não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação).
Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo.
De acordo com números do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo possui uma margem de R$ 129,2 bilhões para os chamados gastos livres dos ministérios em 2026, envolvendo despesas administrativas de custeio da máquina pública, investimentos e gastos dos ministérios.
Ao alocar boa parte desses recursos (mais de R$ 70 bilhões) para despesas administrativas da máquina pública, sobra menos espaço para os demais gastos livres do governo. São eles: investimentos em infraestrutura, verbas para a defesa agropecuária, bolsas do CNPq e da Capes, emissão de passaportes, fiscalização ambiental e do trabalho escravo, Farmácia Popular, despesas administrativas, recursos para universidades federais, recursos para agências reguladoras, entre outros.
Related Posts
Supremo não deve impor obstáculos ao projeto de lei que reduziu penas de prisão
A legislação prevê que cabe ao juiz de execução penal avaliar individualmente se cada preso tem condições de progredir de regime. (Foto: Bruno Moura/STF) Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que a Corte não deve impor obstáculos ao PL da Dosimetria, aprovado na quarta-feira pelo Senado. O projeto reduz a pena do ex-presidente Jair …
Trump descartou Bolsonaro depois de vê-lo como “perdedor”, diz ex-embaixador dos Estados Unidos
Para o ex-embaixador, Trump nunca demonstrou interesse real pelo Brasil ou por Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR Para o ex-embaixador, Trump nunca demonstrou interesse real pelo Brasil ou por Bolsonaro. (Foto: Alan Santos/PR) A avaliação é do ex-embaixador americano John Feeley, um dos principais especialistas em América Latina do Departamento de Estado nas últimas décadas. Em …
Procuradoria-Geral da República se manifesta contra mandato online; “Não é compatível com trabalho 100% remoto”
Embora o parecer de Gonet se aplique ao caso de Brazão, pode acabar valendo também para o deputado Eduardo Bolsonaro. Foto: Antonio Augusto/STF Embora o parecer de Gonet se aplique ao caso de Brazão, pode acabar valendo também para o deputado Eduardo Bolsonaro. (Foto: Antonio Augusto/STF) O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer ao …
Secretaria de Comunicação Social do governo federal negou que faça ataques ou críticas a adversários políticos
Perfis da gestão Lula são usados para pressionar o Congresso e atacar rivais. (Foto: Agência Brasil) A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado perfis institucionais do governo nas redes sociais para defender agendas do Palácio do Planalto, fazer contraponto a decisões do Congresso e criticar adversários. Especialistas divergem sobre a legalidade …