A Constituição Federal estabelece que a indicação é de livre escolha do presidente da República
Foto: Gustavo Moreno/STF
A Constituição Federal estabelece que a indicação é de livre escolha do presidente da República. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
O anúncio pelo ministro Luis Roberto Barroso de sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF) abre espaço para a terceira indicação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de integrantes da Suprema Corte do País somente neste mandato.
Em junho de 2023, o presidente indicou Cristiano Zanin para o STF, no lugar do ex-ministro Ricardo Lewandowski. Zanin tomou posse em agosto daquele ano. Já em setembro de 2023, foi a ministra Rosa Weber que se aposentou, levando à indicação do ministro Flávio Dino para a Suprema Corte. Dino tomou posse em fevereiro de 2024.
A Constituição Federal estabelece que a indicação é de livre escolha do presidente da República, mas estabelece alguns critérios básicos a serem respeitados:
– o candidato deve ser maior de 35 anos e ter menos de 75 anos; – ter conhecimento jurídico reconhecido, o chamado notável saber jurídico; – ter reputação ilibada, ou seja, ser pessoa idônea e íntegra.
Após a indicação pelo presidente da República, o escolhido é sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), composta por 27 senadores. As etapas são as seguintes:
Sabatina – A sabatina consiste em questionar o indicado sobre suas posições em temas relevantes e muitas vezes polêmicos, como drogas, aborto, entre outros. Os senadores também podem perguntar sobre opiniões políticas e pontos do currículo, por exemplo.
Parecer da CCJ – O parecer da CCJ precisa ser aprovado por maioria simples dos membros, em votação secreta. Caso seja aprovado, é encaminhado para aprovação em plenário.
Aprovação no plenário – A indicação do presidente deve ser aprovada pela maioria absoluta do Senado, ou seja, ao menos 41 dos 81 senadores. Somente depois disso o indicado pode ser nomeado pelo presidente.
Barroso
Presidente da Corte de setembro de 2023 até o mês passado, Barroso foi nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff.
Ao longo de sua trajetória, Barroso foi relator de casos de grande repercussão, como a suspensão de despejos durante a pandemia, a instalação da CPI da Covid, a restrição do foro privilegiado e a execução imediata da pena de condenados pelo júri.
Ele poderia ficar na Corte até os 75 anos, mas decidiu antecipar a aposentadoria. Os ministros são obrigados a se aposentar aos 75 anos. O próximo a deixar o tribunal por idade será Luiz Fux, em 2028. Na sequência, devem se aposentar Cármen Lúcia, em 2029, e Gilmar Mendes, em 2030.
https://www.osul.com.br/entenda-como-e-a-escolha-de-ministros-do-supremo-e-saiba-quando-os-atuais-se-aposentam/ Entenda como é a escolha de ministros do Supremo e saiba quando os atuais se aposentam 2025-10-15
Em nota, o parlamentar afirmou que não teve acesso ao inquérito policial e que está à disposição da PF para colaborações. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) A PF (Polícia Federal) deflagrou nessa terça-feira (14) a sexta fase da Operação Overclean, que mira desvios de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro com recursos de emendas …
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto Foto: Reprodução/Redes Sociais Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, equipes da Polícia Penal do Distrito Federal passaram a monitorar a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre …
STM deve julgar a perda das patentes dos militares, em um processo de “indignidade para o oficialato”. (Foto: Divulgação) Todos os réus militares que foram condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista, exceto o tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro), enfrentarão novamente o tribunal, mas agora será …
Presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, têm adotado cautela antes de colocar o texto em votação. (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado) A discussão sobre um projeto para anistiar condenados pelos atos golpistas do final de 2022 e início de 2023 ainda encontra entraves no Congresso, mesmo após dias seguidos de intensa pressão …
Entenda como é a escolha de ministros do Supremo e saiba quando os atuais se aposentam
A Constituição Federal estabelece que a indicação é de livre escolha do presidente da República
Foto: Gustavo Moreno/STF
A Constituição Federal estabelece que a indicação é de livre escolha do presidente da República. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
O anúncio pelo ministro Luis Roberto Barroso de sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF) abre espaço para a terceira indicação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de integrantes da Suprema Corte do País somente neste mandato.
Em junho de 2023, o presidente indicou Cristiano Zanin para o STF, no lugar do ex-ministro Ricardo Lewandowski. Zanin tomou posse em agosto daquele ano. Já em setembro de 2023, foi a ministra Rosa Weber que se aposentou, levando à indicação do ministro Flávio Dino para a Suprema Corte. Dino tomou posse em fevereiro de 2024.
A Constituição Federal estabelece que a indicação é de livre escolha do presidente da República, mas estabelece alguns critérios básicos a serem respeitados:
– o candidato deve ser maior de 35 anos e ter menos de 75 anos;
– ter conhecimento jurídico reconhecido, o chamado notável saber jurídico;
– ter reputação ilibada, ou seja, ser pessoa idônea e íntegra.
Após a indicação pelo presidente da República, o escolhido é sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), composta por 27 senadores. As etapas são as seguintes:
Sabatina – A sabatina consiste em questionar o indicado sobre suas posições em temas relevantes e muitas vezes polêmicos, como drogas, aborto, entre outros. Os senadores também podem perguntar sobre opiniões políticas e pontos do currículo, por exemplo.
Parecer da CCJ – O parecer da CCJ precisa ser aprovado por maioria simples dos membros, em votação secreta. Caso seja aprovado, é encaminhado para aprovação em plenário.
Aprovação no plenário – A indicação do presidente deve ser aprovada pela maioria absoluta do Senado, ou seja, ao menos 41 dos 81 senadores. Somente depois disso o indicado pode ser nomeado pelo presidente.
Barroso
Presidente da Corte de setembro de 2023 até o mês passado, Barroso foi nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff.
Ao longo de sua trajetória, Barroso foi relator de casos de grande repercussão, como a suspensão de despejos durante a pandemia, a instalação da CPI da Covid, a restrição do foro privilegiado e a execução imediata da pena de condenados pelo júri.
Ele poderia ficar na Corte até os 75 anos, mas decidiu antecipar a aposentadoria. Os ministros são obrigados a se aposentar aos 75 anos. O próximo a deixar o tribunal por idade será Luiz Fux, em 2028. Na sequência, devem se aposentar Cármen Lúcia, em 2029, e Gilmar Mendes, em 2030.
https://www.osul.com.br/entenda-como-e-a-escolha-de-ministros-do-supremo-e-saiba-quando-os-atuais-se-aposentam/
Entenda como é a escolha de ministros do Supremo e saiba quando os atuais se aposentam
2025-10-15
Related Posts
Polícia Federal deflagra operação sobre desvios em emendas parlamentares e apreende celular de deputado do partido União Brasil
Em nota, o parlamentar afirmou que não teve acesso ao inquérito policial e que está à disposição da PF para colaborações. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) A PF (Polícia Federal) deflagrou nessa terça-feira (14) a sexta fase da Operação Overclean, que mira desvios de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro com recursos de emendas …
Entenda como funcionará o policiamento na área externa da casa de Bolsonaro
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto Foto: Reprodução/Redes Sociais Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, equipes da Polícia Penal do Distrito Federal passaram a monitorar a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre …
O Superior Tribunal Militar ainda irá julgar se Bolsonaro pederá patente no Exército
STM deve julgar a perda das patentes dos militares, em um processo de “indignidade para o oficialato”. (Foto: Divulgação) Todos os réus militares que foram condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista, exceto o tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro), enfrentarão novamente o tribunal, mas agora será …
Anistia encontra resistência no Congresso Nacional mesmo após intensa pressão da oposição; entenda os motivos
Presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, têm adotado cautela antes de colocar o texto em votação. (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado) A discussão sobre um projeto para anistiar condenados pelos atos golpistas do final de 2022 e início de 2023 ainda encontra entraves no Congresso, mesmo após dias seguidos de intensa pressão …