Com vistas ao projeto presidencial do senador, proposta de mudança na lei é um aceno ao governador de SP e ao centrão. (Foto: João Valério/Governo do Estado de SP)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nessa terça-feira (7) ser favorável à proposta de emenda à Constituição (PEC), protocolada no mês passado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que acaba com a reeleição no Brasil.
A PEC é vista por aliados e opositores como um aceno de Flávio ao governador paulista e ao centrão, com objetivo de obter apoio à pré-candidatura presidencial para as eleições de outubro.
“A gente tem que se questionar neste momento em que medida a reeleição está ajudando ou não o país. Em que medida uma pessoa que entra consegue estabelecer uma visão de longo prazo ou fica muito refém da possibilidade de reeleição, deixando ou perdendo tempo, deixando de fazer aquilo que precisa de fato ser feito. Então é um questionamento que eu faço. Eu hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil”, afirmou Tarcísio.
Pela proposta apresentada por Flávio, o presidente da República passaria a ficar inelegível para o mesmo cargo no mandato subsequente, restabelecendo o modelo anterior à emenda constitucional de 1997, que instituiu a reeleição no país. Na justificativa, o senador argumenta que o atual sistema cria um “estado permanente de eleição”, incentivando governantes a subordinarem decisões administrativas à lógica eleitoral e enfraquecendo o princípio da alternância de poder.
A defesa do mandato único passou a ser usada por aliados como argumento político nas conversas iniciais com outras siglas, num momento em que o PL busca ampliar alianças além do núcleo bolsonarista mais fiel.
A fala do governador Tarcísio sobre a PEC da reeleição ocorreu em Franco da Rocha, na Região Metropolitana, durante um evento para entregar um piscinão. Na ocasião, Tarcísio também falou mais uma vez que a segunda vaga ao Senado por São Paulo, almejada por diversos políticos da direita, ainda está indefinida. O primeiro posto será ocupado pelo ex-secretário Guilherme Derrite (PP).
“A segunda vaga cabe ao PL. E a gente está conversando internamente, levando argumentos para aquilo que a gente considera ser o melhor desenho. Acho que não está difícil construir o consenso. Acho que a gente está avançando bastante nisso. Eu pretendo ter uma conversa também com o próprio presidente Bolsonaro a respeito disso, com o Eduardo. Era uma vaga que, naturalmente, seria do Eduardo, caso ele estivesse no Brasil. Mas, não estando, a gente vai procurar o melhor nome que possa representar esse grupo. A gente tem que tomar cuidado com pesquisas para Senado agora, porque está cedo. O eleitor ainda não sabe quem exatamente são os candidatos”, disse Tarcísio.
Segundo pesquisa Datafolha realizada no mês passado, nomes como Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva estavam à frente dos da direita, como Derrite e o deputado federal Ricardo Salles.
Neste momento, porém, a esquerda vive um impasse, com a disputa entre França e Marina Silva. Na segunda (6), Márcio França anunciou uma chapa com Rubens Furlan, ex-prefeito de Barueri, que seria seu suplente na disputa. Entretanto, ainda não há definição na esquerda se França será ou não candidato ao Senado por São Paulo, na chapa de Fernando Haddad (PT), que vai concorrer ao governo estadual. (Com informações do jornal O Globo)
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Eleições 2026: Tarcísio apoia Proposta de Emenda à Constituição de Flávio Bolsonaro e diz que reeleição “está fazendo mal para o Brasil”
Com vistas ao projeto presidencial do senador, proposta de mudança na lei é um aceno ao governador de SP e ao centrão. (Foto: João Valério/Governo do Estado de SP)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nessa terça-feira (7) ser favorável à proposta de emenda à Constituição (PEC), protocolada no mês passado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que acaba com a reeleição no Brasil.
A PEC é vista por aliados e opositores como um aceno de Flávio ao governador paulista e ao centrão, com objetivo de obter apoio à pré-candidatura presidencial para as eleições de outubro.
“A gente tem que se questionar neste momento em que medida a reeleição está ajudando ou não o país. Em que medida uma pessoa que entra consegue estabelecer uma visão de longo prazo ou fica muito refém da possibilidade de reeleição, deixando ou perdendo tempo, deixando de fazer aquilo que precisa de fato ser feito. Então é um questionamento que eu faço. Eu hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil”, afirmou Tarcísio.
Pela proposta apresentada por Flávio, o presidente da República passaria a ficar inelegível para o mesmo cargo no mandato subsequente, restabelecendo o modelo anterior à emenda constitucional de 1997, que instituiu a reeleição no país. Na justificativa, o senador argumenta que o atual sistema cria um “estado permanente de eleição”, incentivando governantes a subordinarem decisões administrativas à lógica eleitoral e enfraquecendo o princípio da alternância de poder.
A defesa do mandato único passou a ser usada por aliados como argumento político nas conversas iniciais com outras siglas, num momento em que o PL busca ampliar alianças além do núcleo bolsonarista mais fiel.
A fala do governador Tarcísio sobre a PEC da reeleição ocorreu em Franco da Rocha, na Região Metropolitana, durante um evento para entregar um piscinão. Na ocasião, Tarcísio também falou mais uma vez que a segunda vaga ao Senado por São Paulo, almejada por diversos políticos da direita, ainda está indefinida. O primeiro posto será ocupado pelo ex-secretário Guilherme Derrite (PP).
“A segunda vaga cabe ao PL. E a gente está conversando internamente, levando argumentos para aquilo que a gente considera ser o melhor desenho. Acho que não está difícil construir o consenso. Acho que a gente está avançando bastante nisso. Eu pretendo ter uma conversa também com o próprio presidente Bolsonaro a respeito disso, com o Eduardo. Era uma vaga que, naturalmente, seria do Eduardo, caso ele estivesse no Brasil. Mas, não estando, a gente vai procurar o melhor nome que possa representar esse grupo. A gente tem que tomar cuidado com pesquisas para Senado agora, porque está cedo. O eleitor ainda não sabe quem exatamente são os candidatos”, disse Tarcísio.
Segundo pesquisa Datafolha realizada no mês passado, nomes como Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva estavam à frente dos da direita, como Derrite e o deputado federal Ricardo Salles.
Neste momento, porém, a esquerda vive um impasse, com a disputa entre França e Marina Silva. Na segunda (6), Márcio França anunciou uma chapa com Rubens Furlan, ex-prefeito de Barueri, que seria seu suplente na disputa. Entretanto, ainda não há definição na esquerda se França será ou não candidato ao Senado por São Paulo, na chapa de Fernando Haddad (PT), que vai concorrer ao governo estadual. (Com informações do jornal O Globo)
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