Especialistas apontam que os palanques ampliam a capilaridade das campanhas ao conectar candidatos a redes locais.
Foto: PR e Ag. Câmara
Especialistas apontam que os palanques ampliam a capilaridade das campanhas ao conectar candidatos a redes locais. (Foto: PR e Ag. Câmara)
A seis meses da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro entram na fase decisiva de articulação de palanques estaduais em um cenário ainda fragmentado. Com a disputa acirrada nas pesquisas, a busca por apoio de governadores ganha peso estratégico e pode influenciar o resultado do pleito.
Levantamento do jornal O Estado de S.Paulo indica que, embora Lula mantenha base consolidada no Nordeste, parte dos principais colégios eleitorais segue indefinida. Ao mesmo tempo, o campo adversário avança em Estados estratégicos.
Especialistas apontam que os palanques ampliam a capilaridade das campanhas ao conectar candidatos a redes locais, facilitando o acesso a lideranças e estruturas de mobilização. Nos bastidores, as negociações por alianças se intensificam.
No Nordeste, Lula preserva apoio entre governadores: os nove Estados estão formalmente alinhados ao presidente, embora ainda existam disputas locais. A região, decisiva em eleições anteriores, mostra sinais de oscilação. Pesquisa Datafolha indica que 41% avaliam o governo como ótimo ou bom, ante 49% no início de 2023.
Nesse cenário, Flávio Bolsonaro iniciou a pré-campanha pelo Nordeste, com o objetivo de ampliar a presença da direita. A estratégia segue orientação do senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha.
O movimento também inclui reforço em regiões onde o bolsonarismo já é forte, como Sul e Centro-Oeste, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro teve bom desempenho. Nesses redutos, Flávio conta com apoio de governadores como Jorginho Mello e Mauro Mendes, apesar de resistências internas e movimentos por uma terceira via, como no caso de Ratinho Júnior.
A disputa tende a se concentrar nos três maiores colégios eleitorais — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — que somam 41% do eleitorado, segundo o TSE.
Em Minas, o ex-governador Romeu Zema deixou o cargo para disputar a Presidência, transferindo o comando a Mateus Simões, e é citado como possível aliado em uma composição.
Em São Paulo, Flávio conta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas, enquanto o campo governista aposta em Fernando Haddad, tentando repetir a estratégia de 2022.
No Rio de Janeiro, o cenário é mais instável após a saída de Cláudio Castro, mas o Estado segue como reduto do bolsonarismo.
Para analistas, o quadro atual indica vantagem relativa de Flávio nesses três Estados. Do lado governista, a estratégia varia por região: ampliar alianças no Sudeste, adotar candidaturas mais ideológicas no Sul e consolidar a base no Nordeste.
A formação dos palanques envolve negociações contínuas e ajustes entre interesses locais e nacionais. Segundo Jilmar Tatto, o partido monitora os cenários estaduais para fortalecer a base. Já Rogério Correia afirma que a definição dessas alianças será decisiva para o resultado eleitoral.
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Eleições 2026: Lula concentra palanques no Nordeste e Flávio, no Sul e Centro-Oeste
Especialistas apontam que os palanques ampliam a capilaridade das campanhas ao conectar candidatos a redes locais.
Foto: PR e Ag. Câmara
Especialistas apontam que os palanques ampliam a capilaridade das campanhas ao conectar candidatos a redes locais. (Foto: PR e Ag. Câmara)
A seis meses da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro entram na fase decisiva de articulação de palanques estaduais em um cenário ainda fragmentado. Com a disputa acirrada nas pesquisas, a busca por apoio de governadores ganha peso estratégico e pode influenciar o resultado do pleito.
Levantamento do jornal O Estado de S.Paulo indica que, embora Lula mantenha base consolidada no Nordeste, parte dos principais colégios eleitorais segue indefinida. Ao mesmo tempo, o campo adversário avança em Estados estratégicos.
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No Nordeste, Lula preserva apoio entre governadores: os nove Estados estão formalmente alinhados ao presidente, embora ainda existam disputas locais. A região, decisiva em eleições anteriores, mostra sinais de oscilação. Pesquisa Datafolha indica que 41% avaliam o governo como ótimo ou bom, ante 49% no início de 2023.
Nesse cenário, Flávio Bolsonaro iniciou a pré-campanha pelo Nordeste, com o objetivo de ampliar a presença da direita. A estratégia segue orientação do senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha.
O movimento também inclui reforço em regiões onde o bolsonarismo já é forte, como Sul e Centro-Oeste, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro teve bom desempenho. Nesses redutos, Flávio conta com apoio de governadores como Jorginho Mello e Mauro Mendes, apesar de resistências internas e movimentos por uma terceira via, como no caso de Ratinho Júnior.
A disputa tende a se concentrar nos três maiores colégios eleitorais — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — que somam 41% do eleitorado, segundo o TSE.
Em Minas, o ex-governador Romeu Zema deixou o cargo para disputar a Presidência, transferindo o comando a Mateus Simões, e é citado como possível aliado em uma composição.
Em São Paulo, Flávio conta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas, enquanto o campo governista aposta em Fernando Haddad, tentando repetir a estratégia de 2022.
No Rio de Janeiro, o cenário é mais instável após a saída de Cláudio Castro, mas o Estado segue como reduto do bolsonarismo.
Para analistas, o quadro atual indica vantagem relativa de Flávio nesses três Estados. Do lado governista, a estratégia varia por região: ampliar alianças no Sudeste, adotar candidaturas mais ideológicas no Sul e consolidar a base no Nordeste.
A formação dos palanques envolve negociações contínuas e ajustes entre interesses locais e nacionais. Segundo Jilmar Tatto, o partido monitora os cenários estaduais para fortalecer a base. Já Rogério Correia afirma que a definição dessas alianças será decisiva para o resultado eleitoral.
(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)
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