Flávio (foto) fala em união da direita; PT liga rival a esquema da “rachadinha”. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a união da direita em torno de sua pré-candidatura à Presidência e afirmou que a campanha vai se pautar pela disputa na internet. Ele ouviu cobranças de apoiadores durante reunião virtual no domingo. Já a cúpula do PT partiu para o confronto explícito com o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro, ao aprovar resolução em que associa Flávio a esquema de “rachadinha”.
Para Flávio, aumentar as bancadas no Congresso é mais importante do que eleger governadores. O bolsonarismo aposta nas candidaturas ao Senado para tentar emplacar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Por isso, durante o encontro virtual com bolsonaristas, Flávio pediu que a militância pare de se atacar nas redes e poupe os pré-candidatos do PL ao Legislativo.
“Por mais que dê vontade de atacar, provocar, (tem de) dar uma esfriada na cabeça. Pensa o seguinte: ‘O que a gente vai ganhar com isso? Isso vai mudar a postura da pessoa?’ Porque isso é usado até como justificativa para não entrar de cabeça na campanha. O digital, para mim, vai ser 90% dessa campanha. Quanto mais forte a gente estiver, mais a gente se ajudar, melhor”, disse ele.
Convidado pelo deputado Mario Frias (PL-SP), Flávio participou de uma sala de conversa em áudio no X (antigo Twitter) com a militância bolsonarista. Ele ouviu críticas e conversou com perfis anônimos. A conta @Fa1ryNight, por exemplo, criticou o fato de o senador ficar ao lado de pessoas que, segundo o perfil, não são 100% leais ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Divisão
Há divergências entre alas da direita, uma delas ligada aos irmãos Bolsonaro e outra de defensores do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
“Quando você só pende para um lado, seja de um político, de um jornalista ou de uma galera que não estava 100% com o seu pai, a militância sente”, afirmou a conta identificada como Tsuki. Em seguida, o perfil disse que a militância se sente “desprestigiada” quando Flávio e os irmãos, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, “dão moral para pessoas que não estavam defendendo vocês”.
Master
Do lado do PT, documento aprovado anteontem pela Executiva Nacional diz que Flávio é “marcado por denúncias e investigações”, como a da rachadinha, e associa o escândalo do Banco Master à gestão Bolsonaro. Procurado, o senador não se manifestou.
O avanço de Flávio nas pesquisas fez o PT antecipar a artilharia. “Trata-se de um parlamentar marcado por denúncias e investigações envolvendo esquemas de rachadinha, movimentações financeiras suspeitas e um histórico de enriquecimento incompatível com a vida pública”, afirma o texto.
A ordem também é carimbar o escândalo do Master como “Bolsomaster”. O documento não cita denúncias envolvendo ligações de petistas na Bahia com o banco durante o governo de Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Eleições 2026: Flávio Bolsonaro pede que a militância da direita pare de se atacar nas redes sociais
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a união da direita em torno de sua pré-candidatura à Presidência e afirmou que a campanha vai se pautar pela disputa na internet. Ele ouviu cobranças de apoiadores durante reunião virtual no domingo. Já a cúpula do PT partiu para o confronto explícito com o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro, ao aprovar resolução em que associa Flávio a esquema de “rachadinha”.
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Divisão
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Master
Do lado do PT, documento aprovado anteontem pela Executiva Nacional diz que Flávio é “marcado por denúncias e investigações”, como a da rachadinha, e associa o escândalo do Banco Master à gestão Bolsonaro. Procurado, o senador não se manifestou.
O avanço de Flávio nas pesquisas fez o PT antecipar a artilharia. “Trata-se de um parlamentar marcado por denúncias e investigações envolvendo esquemas de rachadinha, movimentações financeiras suspeitas e um histórico de enriquecimento incompatível com a vida pública”, afirma o texto.
A ordem também é carimbar o escândalo do Master como “Bolsomaster”. O documento não cita denúncias envolvendo ligações de petistas na Bahia com o banco durante o governo de Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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