O movimento pela redução da jornada 6×1 ganhou força nos últimos anos no Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil
O movimento pela redução da jornada 6×1 ganhou força nos últimos anos no Brasil. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil)
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a comentar nesta terça-feira (17) sobre a proposta de redução da jornada de trabalho semanal. Ela apontou, em publicação no X (antigo Twitter), que um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) “deixou claro que a economia suporta perfeitamente” eventual mudança na escala de 6×1 para 40 horas semanais.
O estudo a que a ministra fez referência é uma nota técnica publicada na última semana pelo Ipea. Foram analisados os efeitos econômicos da eventual redução da jornada — hoje predominante de 44 horas semanais. Como conclusão, foi indicada uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.
Na verdade, a nota técnica do Ipea mostra que a redução da jornada elevaria o custo médio do trabalho celetista em 7,84%, tendo em vista uma jornada de 40 horas semanais. Ao considerar o peso do trabalho no custo total de cada setor, as estimativas indicam “efeitos reduzidos nos custos totais”, de acordo com as conclusões apresentadas.
A análise foi feita com base em microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023. A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas na Rais 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. O movimento pela redução da jornada 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — ganhou força nos últimos anos no Brasil, impulsionado por debates sobre saúde mental, produtividade e qualidade de vida.
Sindicatos e especialistas defendem que a escala prolongada contribui para o esgotamento físico e emocional, especialmente em setores como comércio e serviços, e argumentam que jornadas mais equilibradas podem aumentar o engajamento e reduzir afastamentos.
A discussão também dialoga com tendências internacionais de flexibilização e testes de semanas de quatro dias, ao mesmo tempo em que enfrenta resistência de empregadores preocupados com custos e impactos operacionais. O tema tem mobilizado campanhas nas redes sociais e pressiona o Congresso a avaliar mudanças na legislação trabalhista.
Segundo entidades empresariais, a principal preocupação é a redução da produtividade. Com menos horas semanais de trabalho, argumentam, não seria possível manter o mesmo nível de produção de bens e serviços — o que tende a pressionar custos e afetar preços ao consumidor.
“A gente sabe que hoje a produtividade de um trabalhador brasileiro é cerca de 23% da produtividade de um trabalhador americano. Quando você reduz a jornada de trabalho, você pressiona ainda mais, com efeitos claros e concretos sobre a economia como um todo”, afirmou Fernando Guedes, presidente-executivo da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
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Economia suporta perfeitamente 40 horas semanais, diz a ministra Gleisi Hoffmann
O movimento pela redução da jornada 6×1 ganhou força nos últimos anos no Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil
O movimento pela redução da jornada 6×1 ganhou força nos últimos anos no Brasil. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil)
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a comentar nesta terça-feira (17) sobre a proposta de redução da jornada de trabalho semanal. Ela apontou, em publicação no X (antigo Twitter), que um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) “deixou claro que a economia suporta perfeitamente” eventual mudança na escala de 6×1 para 40 horas semanais.
O estudo a que a ministra fez referência é uma nota técnica publicada na última semana pelo Ipea. Foram analisados os efeitos econômicos da eventual redução da jornada — hoje predominante de 44 horas semanais. Como conclusão, foi indicada uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.
Na verdade, a nota técnica do Ipea mostra que a redução da jornada elevaria o custo médio do trabalho celetista em 7,84%, tendo em vista uma jornada de 40 horas semanais. Ao considerar o peso do trabalho no custo total de cada setor, as estimativas indicam “efeitos reduzidos nos custos totais”, de acordo com as conclusões apresentadas.
A análise foi feita com base em microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023. A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas na Rais 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. O movimento pela redução da jornada 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — ganhou força nos últimos anos no Brasil, impulsionado por debates sobre saúde mental, produtividade e qualidade de vida.
Sindicatos e especialistas defendem que a escala prolongada contribui para o esgotamento físico e emocional, especialmente em setores como comércio e serviços, e argumentam que jornadas mais equilibradas podem aumentar o engajamento e reduzir afastamentos.
A discussão também dialoga com tendências internacionais de flexibilização e testes de semanas de quatro dias, ao mesmo tempo em que enfrenta resistência de empregadores preocupados com custos e impactos operacionais. O tema tem mobilizado campanhas nas redes sociais e pressiona o Congresso a avaliar mudanças na legislação trabalhista.
Segundo entidades empresariais, a principal preocupação é a redução da produtividade. Com menos horas semanais de trabalho, argumentam, não seria possível manter o mesmo nível de produção de bens e serviços — o que tende a pressionar custos e afetar preços ao consumidor.
“A gente sabe que hoje a produtividade de um trabalhador brasileiro é cerca de 23% da produtividade de um trabalhador americano. Quando você reduz a jornada de trabalho, você pressiona ainda mais, com efeitos claros e concretos sobre a economia como um todo”, afirmou Fernando Guedes, presidente-executivo da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
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