Disputa é protagonizada por aliados de Ernani Polo (E) e Covatti Filho (D). (Foto: Arquivo/O Sul)
A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano está no centro de um impasse no Partido Progressistas (PP). Enquanto uma ala defende a pré-candidatura do deputado estadual e ex-secretário Ernani Polo ao Palácio Piratini, outra cogita aliança com o PL, que deve ter como postulante o deputado federal Luciano Zucco. O primeiro grupo , com apoio de personalidades da legenda, divulgou carta pregando diálogo e união.
Na mesma mensagem, os adeptos de um nome próprio nas urnas para o Executivo gaúcho explicitam a decisão de não comparecer à próxima reunião do diretório estadual do PP, agendada para a próxima terça-feira (20).
O grupo favorável a Ernani Polo conta com nomes como os do senador Luis Carlos Heinze, do ex-governador Jair Soares, dos deputados federais Pedro Westphalen e Afonso Hamm. Tem, ainda, a participação de parlamentares estaduais do porte de Adolfo Brito e Frederico Antunes – este último também líder da base de apoio ao governador Eduardo Leite (PSD) na Assembleia Legislativa.
Da mesma forma, o “flerte” com a candidatura do PL (Partido Liberal, que tem como referência nacional o ex-presidente Jair Bolsonaro) tem como protagonistas os aliados do presidente estadual do PP e deputado federal Covatti Filho. Ele estará à frente do encontro capaz de definir quem disputará pela sigla a preferência do eleitorado no pleito de outubro.
O evento de terça-feira também poderá resultar na opção por Polo, Covatti ou Zucco. Também está no radar uma possível aliança com o MDB do vice-governador Gabriel Souza, por exemplo. A julgar pela carta (cujos principais trechos são reprozidos a seguir), o embate promete novos capítulos em breve.
Trechos da carta
“(…) Mesmo diante de divergências legítimas, o Progressistas sempre buscou preservar a coesão interna, construindo decisões de forma coletiva e respeitando a vontade da maioria como fundamento de sua força política. É com esse espírito que respeitosamente conclamamos pela unidade do partido no Rio Grande do Sul. Para isso, todos os processos internos sobre as eleições de 2026 devem ser conduzidos coletivamente, com espaço para encontros, debates e amadurecimento das posições – sempre respeitando a decisão da maioria”.
“Entendemos como gravemente inadequada a decisão do presidente estadual do partido, tomada unilateralmente, de convocar e manter uma reunião deliberativa do Diretório Estadual para o dia 20 de janeiro. Não houve sequer deliberação da Comissão Eleitoral, criada para tratar das eleições de 2026”.
“A decisão conjunta tomada até aqui é apresentar candidatura própria do PP a governador – e essa deve continuar sendo nossa prioridade. Diante disso, as lideranças do partido, signatárias desta carta, informam que não veem legitimidade e, portanto, não participarão da reunião convocada. E fazemos isso para manter a unidade partidária e evitar atritos internos intransponíveis”.
“Defendemos a realização de um calendário de eventos e debates pelo interior, para ouvir toda a base sobre a candidatura própria a governador e o plano de governo, com tempo adequado e um colegiado ainda mais amplo. Uma decisão tão importante deve incluir, além dos membros do diretório estadual, presidentes municipais, delegados à Convenção Estadual, prefeitos, prefeitas, vices, vereadores, vereadoras – com mais escuta e participação”.
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Trechos da carta
“(…) Mesmo diante de divergências legítimas, o Progressistas sempre buscou preservar a coesão interna, construindo decisões de forma coletiva e respeitando a vontade da maioria como fundamento de sua força política. É com esse espírito que respeitosamente conclamamos pela unidade do partido no Rio Grande do Sul. Para isso, todos os processos internos sobre as eleições de 2026 devem ser conduzidos coletivamente, com espaço para encontros, debates e amadurecimento das posições – sempre respeitando a decisão da maioria”.
“Entendemos como gravemente inadequada a decisão do presidente estadual do partido, tomada unilateralmente, de convocar e manter uma reunião deliberativa do Diretório Estadual para o dia 20 de janeiro. Não houve sequer deliberação da Comissão Eleitoral, criada para tratar das eleições de 2026”.
“A decisão conjunta tomada até aqui é apresentar candidatura própria do PP a governador – e essa deve continuar sendo nossa prioridade. Diante disso, as lideranças do partido, signatárias desta carta, informam que não veem legitimidade e, portanto, não participarão da reunião convocada. E fazemos isso para manter a unidade partidária e evitar atritos internos intransponíveis”.
“Defendemos a realização de um calendário de eventos e debates pelo interior, para ouvir toda a base sobre a candidatura própria a governador e o plano de governo, com tempo adequado e um colegiado ainda mais amplo. Uma decisão tão importante deve incluir, além dos membros do diretório estadual, presidentes municipais, delegados à Convenção Estadual, prefeitos, prefeitas, vices, vereadores, vereadoras – com mais escuta e participação”.
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2026-01-14
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