Mário Negromonte Júnior (PP-BA), Silvye Alves (União-GO), Pedro Campos (PSB-PE) e Merlong Solano (PT-PI) se disseram arrependidos de voto na PEC da Blindagem. (Foto: Câmara dos Deputados / Divulgação)
Enquanto milhares de pessoas tomavam a orla de Salvador contra a aprovação na Câmara dos Deputados da PEC da Blindagem, o deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP-BA) discursava em Pedro Alexandre, cidade de 14 mil habitantes do sertão da Bahia.
Ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), justificou o seu voto em favor da proposta alegando ter sido enganado. Horas depois, na estrada, postou um vídeo afirmando que se sentia como vítima de um golpe.
“Essa PEC da Bandidagem não me representa, não representa a trajetória do meu mandato. Eu fui enganado”, disparou o parlamentar baiano, que é colega de partido, conterrâneo e aliado próximo ao relator da proposta, deputado Cláudio Cajado (PP- BA).
Ao menos oito deputados federais retrocederam e se disseram arrependidos de terem votado a favor da PEC, lista que inclui de parlamentares do PT até nomes alinhados ao bolsonarismo. Eles alegam erro, engano e até mesmo covardia para justificar o voto.
Neste domingo, manifestantes foram às ruas nas 27 capitais para protestar contra a PEC e contra a proposta de anistia aos condenados no 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas o movimento de refluxo já vinha desde os dias anteriores, com a repercussão negativa da proposta.
Parlamentares que votaram a favor da proposta têm sido cobrados por seus eleitores nas redes sociais. Parte deles restringiu os comentários nas últimas postagens para evitar críticas públicas.
Dentre os 12 deputados da bancada do PT que votaram a favor do projeto, ao menos dois vieram a público alegando terem sido levados ao erro.
O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que estava internado em um hospital durante a votação, justificou seu voto em uma live nas redes sociais. Disse que votou favoravelmente ao projeto após ter recebido uma ligação do colega Odair Cunha (PT-MG), que estava no plenário.
“Minha cabeça não estava atenta a tudo que estava acontecendo. Se estivesse no plenário, jamais teria votado. Queria pedir desculpa aos meus eleitores”, afirmou o deputado.
O deputado Merlong Solano (PT-PI) emitiu uma nota de retratação pública, pediu desculpas ao povo do Piauí e disse ter cometido um grave equívoco.
Líder da bancada do PSB, o deputado Pedro Campos (PE) disse que decidiu negociar com o centrão e votou a favor do projeto para barrar a anistia e fazer avançar no Congresso pautas de interesse do governo como tarifa social de energia e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
“Tenho a humildade de reconhecer que não escolhemos o melhor caminho e saímos derrotados na votação e PEC e na votação da anistia”, disse Campos, que entrou com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) contestando a votação.
A repercussão do voto foi tão negativa que até mesmo o prefeito do Recife, João Campos (PSB), gravou um vídeo no qual afirma que não apoiou a aprovação da proposta no Congresso. Ele é irmão de Pedro Campos e presidente nacional do PSB, que deu nove votos favoráveis à PEC.
Um dos aliados mais próximos do ministro dos Transportes, Renan Filho, Rafael Brito (MDB-AL) votou a favor da proposta no primeiro turno e se ausentou no segundo. Dias depois, avaliou o voto como um erro. Gabriel Nunes (PSD), aliado do PT na Bahia, também disse que errou ao apoiar a proposta.
Ao menos dois parlamentares do campo conservador se disseram arrependidos de seus votos.
A deputada federal Silvye Alves, do União Brasil de Goiás, votou contra a proposta no primeiro turno, mas seguiu no sentido contrário no segundo turno da votação. Sem citar nomes, ela disse que foi pressionada por pessoas influentes no Congresso e que sofreria retaliações caso não alterasse seu voto.
“Eu fui covarde. Eu cedi à pressão e mudei meu voto. Eu não fui forte, eu não tive força para fazer o correto. Eu quero pedir perdão para vocês”, disse a deputada aos seus leitores em um vídeo nas redes sociais.
Alinhado ao bolsonarismo e potencial candidato a governador de Sergipe, o deputado federal Thiago de Joaldo (PP) também recuou de seu voto favorável à PEC: “Vergonha é insistir no erro, coragem é assumi-lo de frente e lutar para consertar”, afirmou.
A PEC ainda será votada pelo Senado. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), disse que a proposta joga imagem do Legislativo no lixo e que será derrubada. Ele apresentará parecer contrário à medida na próxima quarta-feira (24). Com informações da Folha de São Paulo.
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Deputados recuam e alegam erro, engano e até covardia pelo voto na PEC da Blindagem
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“Essa PEC da Bandidagem não me representa, não representa a trajetória do meu mandato. Eu fui enganado”, disparou o parlamentar baiano, que é colega de partido, conterrâneo e aliado próximo ao relator da proposta, deputado Cláudio Cajado (PP- BA).
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Parlamentares que votaram a favor da proposta têm sido cobrados por seus eleitores nas redes sociais. Parte deles restringiu os comentários nas últimas postagens para evitar críticas públicas.
Dentre os 12 deputados da bancada do PT que votaram a favor do projeto, ao menos dois vieram a público alegando terem sido levados ao erro.
O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que estava internado em um hospital durante a votação, justificou seu voto em uma live nas redes sociais. Disse que votou favoravelmente ao projeto após ter recebido uma ligação do colega Odair Cunha (PT-MG), que estava no plenário.
“Minha cabeça não estava atenta a tudo que estava acontecendo. Se estivesse no plenário, jamais teria votado. Queria pedir desculpa aos meus eleitores”, afirmou o deputado.
O deputado Merlong Solano (PT-PI) emitiu uma nota de retratação pública, pediu desculpas ao povo do Piauí e disse ter cometido um grave equívoco.
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Um dos aliados mais próximos do ministro dos Transportes, Renan Filho, Rafael Brito (MDB-AL) votou a favor da proposta no primeiro turno e se ausentou no segundo. Dias depois, avaliou o voto como um erro. Gabriel Nunes (PSD), aliado do PT na Bahia, também disse que errou ao apoiar a proposta.
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A deputada federal Silvye Alves, do União Brasil de Goiás, votou contra a proposta no primeiro turno, mas seguiu no sentido contrário no segundo turno da votação. Sem citar nomes, ela disse que foi pressionada por pessoas influentes no Congresso e que sofreria retaliações caso não alterasse seu voto.
“Eu fui covarde. Eu cedi à pressão e mudei meu voto. Eu não fui forte, eu não tive força para fazer o correto. Eu quero pedir perdão para vocês”, disse a deputada aos seus leitores em um vídeo nas redes sociais.
Alinhado ao bolsonarismo e potencial candidato a governador de Sergipe, o deputado federal Thiago de Joaldo (PP) também recuou de seu voto favorável à PEC: “Vergonha é insistir no erro, coragem é assumi-lo de frente e lutar para consertar”, afirmou.
A PEC ainda será votada pelo Senado. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), disse que a proposta joga imagem do Legislativo no lixo e que será derrubada. Ele apresentará parecer contrário à medida na próxima quarta-feira (24). Com informações da Folha de São Paulo.
https://www.osul.com.br/deputados-recuam-e-alegam-erro-engano-e-ate-covardia-pelo-voto-na-pec-da-blindagem/
Deputados recuam e alegam erro, engano e até covardia pelo voto na PEC da Blindagem
2025-09-22
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