O PL, em reunião na segunda (24), definiu que fará uma nova ofensiva no Congresso para destravar a tramitação da anistia. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Quatro governadores de direita cotados para a disputa da Presidência da República nas eleições de 2026 já se manifestaram contrários à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sinalizaram que, caso fossem eleitos, concederiam anistia a ele por tentar aplicar um golpe de Estado.
Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) são os principais nomes admitidos por líderes e parlamentares da direita e do centrão como possibilidades para a corrida presidencial do próximo ano.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes oficializou, nesta terça-feira (25), a condenação definitiva de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista. O ex-presidente cumprirá a pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso preventivamente desde sábado (22), após ter violado a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
Em junho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, disse que o pai só apoiaria um candidato que concedesse um indulto a ele e que também brigasse no STF por isso, se necessário.
Até sábado, Flávio era tratado como possível herdeiro do pai na eleição presidencial em 2026. Mas o nome do senador perdeu força após ele ser implicado em situações que justificaram a prisão de Bolsonaro, como a convocação de uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
Políticos do centrão enxergaram na situação a oportunidade de pressionar por uma chapa presidencial apoiada por Bolsonaro, mas sem o nome de nenhum dos integrantes da sua família. O favorito para encabeçar a chapa é Tarcísio, que foi ministro da Infraestrutura de Bolsonaro.
O governador nega publicamente a pretensão de se lançar à Presidência, mas já declarou que concederia anistia ao ex-presidente no primeiro dia de governo, caso fosse eleito.
“Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse Tarcísio ao Diário do Grande ABC em agosto.
Caiado fez promessa semelhante: “No primeiro dia, vou assinar anistia ampla, geral e irrestrita para todos [os condenados] do 8 de Janeiro, incluindo o Jair Bolsonaro”, disse o governador goiano em setembro.
“Eu sei dos compromissos que faço e da responsabilidade que tenho. Eu não uso demagogia, eu falo na anistia para pacificar o Brasil”, acrescentou.
Zema, em entrevista em junho, também declarou que concederia anistia a Bolsonaro.
“Não foram concedidos indultos a assassinos e sequestradores aqui, durante o que eles chamam de ditadura? Agora você não vai conceder?”, questionou ele, tratando como questão de interpretação a repressão da ditadura militar (1964-1985), que perseguiu, torturou e matou opositores políticos.
Entre os governadores citados, apenas Ratinho Jr. não defendeu abertamente a anistia a Bolsonaro.
O governador paranaense, porém, classificou a prisão dos envolvidos em atos golpistas como uma insensibilidade do STF e pregou a pacificação do país, mas sem dizer como —o termo “pacificação” tem sido utilizado pelos bolsonaristas para tentar avançar com o projeto da anistia no Congresso Nacional.
“A população não está feliz com a perseguição a um ex-presidente. O Brasil precisa virar a página do ódio, do atraso, da briga e escrever um novo tempo”, disse Ratinho em setembro, logo após Bolsonaro ser condenado pelo STF.
Após visitar o pai nesta terça, Flávio disse que o próprio Bolsonaro pediu que ele insistisse com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que pautem o projeto da anistia.
O PL, em reunião na segunda (24), definiu que fará uma nova ofensiva no Congresso para destravar a tramitação da anistia. Com informações do portal Folha de São Paulo.
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O PL, em reunião na segunda (24), definiu que fará uma nova ofensiva no Congresso para destravar a tramitação da anistia. Com informações do portal Folha de São Paulo.
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