Uma versão negociada do “Mutirão Global”, o principal texto decisório da COP30, será colocada em votação em breve em Belém. (Foto: Bruno Peres/ABr)
Com reta final da COP30 sob críticas de ambientalistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado que “multilaterismo venceu’” e “ciência prevaleceu”. A declaração ocorreu após a União Europeia abrir caminho para a adoção do acordo final da conferência.
— Neste ano em que o planeta ultrapassou pela primeira vez, e talvez permanentemente, o limite de 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, a comunidade internacional se viu diante de uma escolha: continuar ou abandonar. Optamos pela primeira opção — afirmou Lula.
O brasileiro também defendeu mecanismos de troca de dívida por investimento climático e o debate sobre a taxação de super-ricos, dizendo que a desigualdade extrema se tornou “risco sistêmico para todas as economias”.
— Nenhum país tem condições de prosperar em isolamento. As soluções que buscamos estão ao redor desta mesa.
Uma versão negociada do “Mutirão Global”, o principal texto decisório da COP30, será colocada em votação em breve em Belém. O texto não menciona a descontinuação do uso de combustível fóssil, frustrando as expectativas nutridas pelo presidente Lula.
A medida gerou forte reação de cientistas, que classificaram o rascunho como “fraco” e uma “traição”, e também de outras nações presentes ao encontro. Um grupo afirma, inclusive, que não chancelará um documento nesses moldes — como, pelas regras, todas as decisões precisam ser consensuais, isso geraria um impasse insolúvel em Belém.
O texto de oito páginas, construído a partir de uma demanda de países que reclamaram de itens importantes que estavam fora da agenda oficial da COP30, nem sequer menciona a expressão “fóssil”, algo que alguns analistas leem como retrocesso em relação a decisões de outras conferências.
Uma outra omissão já esperada no texto é o chamado de alguns países que queriam antecipara a revisão das chamadas contribuições nacionalmente determinadas (NDCs), as promessas oficiais de redução de emissões gases do efeito estufa de cada nação. As NDCs atuais são insuficientes para conter o objetivo de conter o aumento de temperatura a no máximo 1,5°C, e alguns países queriam antecipar as novas revisões previstas para 2030. Com informações do portal O Globo.
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A medida gerou forte reação de cientistas, que classificaram o rascunho como “fraco” e uma “traição”, e também de outras nações presentes ao encontro. Um grupo afirma, inclusive, que não chancelará um documento nesses moldes — como, pelas regras, todas as decisões precisam ser consensuais, isso geraria um impasse insolúvel em Belém.
O texto de oito páginas, construído a partir de uma demanda de países que reclamaram de itens importantes que estavam fora da agenda oficial da COP30, nem sequer menciona a expressão “fóssil”, algo que alguns analistas leem como retrocesso em relação a decisões de outras conferências.
Uma outra omissão já esperada no texto é o chamado de alguns países que queriam antecipara a revisão das chamadas contribuições nacionalmente determinadas (NDCs), as promessas oficiais de redução de emissões gases do efeito estufa de cada nação. As NDCs atuais são insuficientes para conter o objetivo de conter o aumento de temperatura a no máximo 1,5°C, e alguns países queriam antecipar as novas revisões previstas para 2030. Com informações do portal O Globo.
https://www.osul.com.br/cop-30-em-meio-a-criticas-lula-diz-que-ciencia-prevaleceu/
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