Assessoria de Motta disse que ele participou do evento por ser representante da região e não tinha conhecimento do financiador. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)
A Polícia Federal (PF) encontrou diálogos e comprovantes bancários que mostram que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, bancou a organização de um evento de pescadores na Paraíba que teve a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do ministro da Pesca do governo federal, André de Paula (PSD). A cerimônia foi em Patos (PB), reduto político de Motta e de sua família, em 2024.
A assessoria de Hugo Motta afirmou que ele participou do evento na condição de representante político da região e não tinha conhecimento do financiador da organização. O ministro da Pesca não respondeu.
O evento foi organizado pela Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), investigada por descontos indevidos de aposentadorias. Segundo a PF, o Careca seria o “dono de fato” da entidade de pescadores. A defesa afirmou que não se manifestaria sobre os trechos porque não teve acesso à íntegra da extração do telefone celular dele até o momento nem teve resposta do STF a pedidos feitos sobre averbação de bens e liberação de valores para pagamentos de dívidas trabalhistas.
As conversas obtidas pela PF são entre um sócio do Careca do INSS, Tiago Schetinni, e Rubens Costa, funcionário das empresas do Careca. Nos diálogos, Tiago solicita a Rubens o pagamento das notas fiscais no valor total de R$ 130 mil referentes à produção e a uma apresentação musical do “evento de Hugo Motta”. As notas foram pagas por meio de uma empresa do Careca do INSS.
A PF, entretanto, aponta que o nome do presidente da Câmara surgiu somente em menções de terceiros e que não houve indícios de que ele tivesse conhecimento da origem dos recursos ou envolvimento com irregularidades.
Os investigadores apontaram, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a menção ao nome de Motta deve ter o mesmo tratamento cauteloso das citações a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reveladas pelo Estadão.
O evento de fato ocorreu, em 24 de fevereiro de 2024, com organização da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura. A entidade entrou na mira da investigação da Polícia Federal sob suspeita de envolvimento nos descontos indevidos de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na última fase da Operação Sem Desconto, a PF apontou indícios de que o Careca do INSS era o dono oculto da CBPA. As informações sobre Hugo Motta foram apresentadas pela PF para corroborar as suspeitas de que o empresário era responsável pela CBPA, já que ele bancou os custos do evento.
Durante a cerimônia, Hugo Motta e André de Paula visitaram um açude onde funcionaria um projeto de repovoamento de peixes gerido pela CBPA. O então presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso pela PF, também participou do evento.
De acordo com as investigações, a CBPA arrecadou R$ 99 milhões com descontos indevidos e teve um crescimento expressivo a partir de 2023. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/comprovantes-encontrados-pela-policia-federal-mostram-que-o-careca-do-inss-bancou-evento-do-presidente-da-camara-dos-deputados-na-paraiba/ Comprovantes encontrados pela Polícia Federal mostram que o Careca do INSS bancou evento do presidente da Câmara dos Deputados na Paraíba 2026-01-08
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Comprovantes encontrados pela Polícia Federal mostram que o Careca do INSS bancou evento do presidente da Câmara dos Deputados na Paraíba
Assessoria de Motta disse que ele participou do evento por ser representante da região e não tinha conhecimento do financiador. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)
A Polícia Federal (PF) encontrou diálogos e comprovantes bancários que mostram que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, bancou a organização de um evento de pescadores na Paraíba que teve a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do ministro da Pesca do governo federal, André de Paula (PSD). A cerimônia foi em Patos (PB), reduto político de Motta e de sua família, em 2024.
A assessoria de Hugo Motta afirmou que ele participou do evento na condição de representante político da região e não tinha conhecimento do financiador da organização. O ministro da Pesca não respondeu.
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As conversas obtidas pela PF são entre um sócio do Careca do INSS, Tiago Schetinni, e Rubens Costa, funcionário das empresas do Careca. Nos diálogos, Tiago solicita a Rubens o pagamento das notas fiscais no valor total de R$ 130 mil referentes à produção e a uma apresentação musical do “evento de Hugo Motta”. As notas foram pagas por meio de uma empresa do Careca do INSS.
A PF, entretanto, aponta que o nome do presidente da Câmara surgiu somente em menções de terceiros e que não houve indícios de que ele tivesse conhecimento da origem dos recursos ou envolvimento com irregularidades.
Os investigadores apontaram, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a menção ao nome de Motta deve ter o mesmo tratamento cauteloso das citações a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reveladas pelo Estadão.
O evento de fato ocorreu, em 24 de fevereiro de 2024, com organização da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura. A entidade entrou na mira da investigação da Polícia Federal sob suspeita de envolvimento nos descontos indevidos de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na última fase da Operação Sem Desconto, a PF apontou indícios de que o Careca do INSS era o dono oculto da CBPA. As informações sobre Hugo Motta foram apresentadas pela PF para corroborar as suspeitas de que o empresário era responsável pela CBPA, já que ele bancou os custos do evento.
Durante a cerimônia, Hugo Motta e André de Paula visitaram um açude onde funcionaria um projeto de repovoamento de peixes gerido pela CBPA. O então presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso pela PF, também participou do evento.
De acordo com as investigações, a CBPA arrecadou R$ 99 milhões com descontos indevidos e teve um crescimento expressivo a partir de 2023. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/comprovantes-encontrados-pela-policia-federal-mostram-que-o-careca-do-inss-bancou-evento-do-presidente-da-camara-dos-deputados-na-paraiba/
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2026-01-08
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