A oposição espera poder romper a blindagem que dificulta o aprofundamento das investigações. ( Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
Sem notícias
Weverton conta que a última notícia que teve sobre o ex-diretor foi repassada pelo então ministro da Previdência, Carlos Lupi, antes da eclosão do escândalo. “Uma no depois da nomeação, o Lupi me procurou para uma conversa e disse: ‘aquele rapaz que você apoiou, não estou gostando do serviço dele, não está me trazendo resultados, vou tirá-lo. Tem algum problema pra você?’.” É tudo muito peculiar. A nomeação para o cargo de diretor do INSS é uma prerrogativa exclusiva do ministro da Previdência, não precisa de apoio político de ninguém e muito menos do aval do Senado. Carlos Lupi, presidente do PDT, mesmo partido do senador, foi demitido após a descoberta das fraudes contra os idosos. Foi a segunda passagem dele pelo ministério — e também a segunda demissão. Em 2011, durante o governo Dilma Rousseff, Lupi foi exonerado após usar um avião de uma entidade beneficiada por convênios irregulares assinados durante sua gestão. Weverton era assessor especial do ministro e também perdeu o posto.
Vice-líder do governo Lula, o senador é tido como responsável por uma até hoje não muito bem explicada decisão da presidência do Congresso. Logo depois da revelação das fraudes, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) decretou sigilo de 100 anos sobre informações acerca da visita de lobistas aos gabinetes parlamentares. Já se sabe que o Careca do INSS mantinha contatos com vários políticos. Um deles era exatamente Weverton Rocha. O senador confirma que, embora não tenha relação alguma com o lobista, ele esteve três vezes no seu gabinete e uma vez em sua residência. O Careca do INSS, porém, teria aparecido durante um churrasco sem ser convidado. “Ele furou uma das minhas ‘costeladas’, que todo mundo conhece em Brasília”, jura o senador. “A pessoa que o levou disse que ele foi para uma conversa (sobre negócios). Aí eu disse: ‘só atendo no meu gabinete!’.” (As informações são da Veja)
https://www.osul.com.br/como-a-bancada-governista-virou-o-grande-obstaculo-para-o-avanco-da-cpmi-do-inss/ Como a bancada governista virou o grande obstáculo para o avanço da CPMI do INSS 2025-11-02
Segundo a representação, a manutenção do pagamento de verbas do mandato a um parlamentar condenado e foragido da justiça configura um ato administrativo “manifestamente ilegal e imoral”. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados) A deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para que determine em caráter cautelar que a Câmara suspenda …
Levantamento aponta que Corte rejeitou 335 pedidos do tipo neste século, seis deles relacionados ao 8 de Janeiro. (Foto: Antônio Augusto/STF) Alternativa estudada pela defesa de Jair Bolsonaro para tentar reverter a condenação na trama golpista, a chamada revisão criminal, tipo de recurso que prevê uma reanálise do caso, só foi concedida uma vez pelo …
Antes indecisa, a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC), por exemplo, se diz agora contra a proposta, após conversar com lideranças do seu partido. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado) Senadores que estavam indecisos ou não haviam se posicionado na semana passada mudaram de opinião e passaram a se declarar contra a PEC da Blindagem no fim de …
Nogueira (C) foi o único dos acusados a comparecer presencialmente à sessão de abertura do julgamento. (Foto: Gustavo Moreno/STF) O julgamento do chamado núcleo crucial da suposta trama golpista teve início na terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os oito réus está o general da reserva Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro …
Como a bancada governista virou o grande obstáculo para o avanço da CPMI do INSS
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https://www.osul.com.br/como-a-bancada-governista-virou-o-grande-obstaculo-para-o-avanco-da-cpmi-do-inss/
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2025-11-02
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