Governo Lula tem defendido a continuidade das investigações. (Foto: Arquivo/Polícia Federal)
Às vésperas do fim do recesso do Congresso Nacional, a eclosão do caso Master tem provocado abalos tanto à direita quanto à esquerda. Mas há divergências na Esplanada dos Ministérios e nas fileiras bolsonaristas a respeito da estratégia ideal de enfrentamento à crise acirrada após a constatação de envolvimento de políticos no esquema sob investigação.
A tensão é suprapartidária. Enquanto, encorajado por pesquisas de opinião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem manifestado apoio às investigações, aliados alertam para o risco de tremores na base governista e na relação com os demais Poderes, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF).
Até colaboradores diretos do presidente advertem para ameaças advindas da fragilização de magistrados no ano em que indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estarão à frente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Mas o governo tem vendido a ideia de que que as investigações devem prosseguir. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, são apontados como defensores dessa linha, que conta ainda com o apoio de Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação da Presidência).
Sobre essa estratégia, há uma avaliação de que os desdobramentos do caso propiciam a consolidação da imagem de que Lula enfrenta os poderosos.
No ano passado, contudo, Lula foi informado da relação entre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) e um sócio do Master, bem como dos contratos do banco com o governo da Bahia. Foi tranquilizado pelo senador e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, quanto aos riscos de envolvimento no esquema.
A avaliação, dentro do governo, é que o caso pode até respingar em aliados, mas atinge diretamente dirigentes do Centrão e da oposição. Isso não evita descompassos. Em recente entrevista à rede CNN, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), se declarou contra a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.
Oposição
Na oposição não tem sido diferente. O trânsito de Vorcaro entre dirigentes dos partidos do centrão estaria inibindo discursos contra o governo. Um dos políticos mais próximos do banqueiro, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), submergiu. Ele atuou no Congresso em defesa de interesses do dono do Master.
Na sexta-feira (30), o PL – partido de Bolsonaro – publicou nas redes sociais uma peça de propaganda em que tentava atribuir a origem do escândalo ao governo Lula. Fontes internas revelam, porém, que a estratégia foi criticada até mesmo por integrantes do partido.
A despeito da extensa lista de pessoas influentes que faziam parte do círculo de amizades e frequentavam os luxuosos eventos patrocinados pelo Master no Brasil e no exterior, Vorcaro está se sentindo abandonado pelos amigos, segundo relatos colhidos pela Folha.
À medida que os detalhes do esquema vêm à tona, o banqueiro virou uma personagem radioativo, do qual o mundo político quer mais é ficar distante.
Mas, apesar da escalada da tensão nos útimos dias, a expectativa é que o inquérito envolvendo políticos acabe ficando sob a responsabilidade do STF, mantendo também sob controle a disputa política entre cortes superiores, juízes e procuradores nos estados. (com informações da Folha de S.Paulo)
https://www.osul.com.br/caso-master-provoca-abalos-entre-politicos-divergencias-incluem-esquerda-e-direita/ Caso Master provoca abalos entre políticos; divergências incluem esquerda e direita 2026-02-01
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Caso Master provoca abalos entre políticos; divergências incluem esquerda e direita
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A tensão é suprapartidária. Enquanto, encorajado por pesquisas de opinião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem manifestado apoio às investigações, aliados alertam para o risco de tremores na base governista e na relação com os demais Poderes, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF).
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Mas o governo tem vendido a ideia de que que as investigações devem prosseguir. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, são apontados como defensores dessa linha, que conta ainda com o apoio de Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação da Presidência).
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No ano passado, contudo, Lula foi informado da relação entre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) e um sócio do Master, bem como dos contratos do banco com o governo da Bahia. Foi tranquilizado pelo senador e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, quanto aos riscos de envolvimento no esquema.
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Oposição
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Na sexta-feira (30), o PL – partido de Bolsonaro – publicou nas redes sociais uma peça de propaganda em que tentava atribuir a origem do escândalo ao governo Lula. Fontes internas revelam, porém, que a estratégia foi criticada até mesmo por integrantes do partido.
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À medida que os detalhes do esquema vêm à tona, o banqueiro virou uma personagem radioativo, do qual o mundo político quer mais é ficar distante.
Mas, apesar da escalada da tensão nos útimos dias, a expectativa é que o inquérito envolvendo políticos acabe ficando sob a responsabilidade do STF, mantendo também sob controle a disputa política entre cortes superiores, juízes e procuradores nos estados. (com informações da Folha de S.Paulo)
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2026-02-01
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