O processo sobre o Master corre na Corte em sigilo e está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. (Foto: Divulgação)
Depois de colher os depoimentos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) devem agora aprofundar as investigações em torno do suposto esquema de fraude na venda de papéis. O jornal Valor apurou que novas oitivas podem ocorrer a acareação realizada pela PF na última terça-feira. Segundo pessoas a par do caso, os novos depoimentos ainda estariam mantidos.
Os depoimentos foram realizados pela PF no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo sobre o Master corre na Corte em sigilo e está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. A apuração trata da suposta emissão e negociação de títulos de crédito sem lastro. As suspeitas são de que esses papéis teriam sido vendidos pelo Master a outras instituições financeiras, incluindo o BRB. Segundo as investigações, o Master teria vendido títulos de crédito falsos, que nunca existiram. O negócio irregular teria envolvido R$ 12, 2 bilhões só entre janeiro e maio de 2025.
Na terça (30), após contradições nos depoimentos, a PF manteve uma acareação entre Vorcaro e Costa. O procedimento serve para que versões conflitantes sejam confrontadas. Também houve no mesmo dia a oitiva de Ailton de Aquino, diretor de fiscalização do Banco Central (BC). Ele, no entanto, foi liberado da acareação.
A defesa de Costa negou em nota que haja contradições entre o seu depoimento e o de Vorcaro. De acordo com os advogados, há apenas “percepções distintas sobre os mesmos fatos”.
Esclarecimentos prestados por Aquino foram considerados ‘extremamente valiosos’
Já os esclarecimentos prestados por Aquino foram considerados “extremamente valiosos” para fornecer informações que colocariam Vorcaro e Costa em uma situação difícil, segundo apurou o jornal Valor junto a interlocutores do gabinete de Toffoli.
Num primeiro momento, Toffoli havia marcado somente a acareação. Ele foi criticado, no entanto, por ordenar o procedimento antes de ouvir individualmente os envolvidos. Depois, recuou e determinou que os depoimentos fossem colhidos antes da acareação. Tudo ocorreu no mesmo dia.
A acareação sem oitivas chegou a ser questionada pela PGR. O órgão solicitou a suspensão por considerar que o procedimento era prematuro. O BC também pediu esclarecimentos, por exemplo, sobre se a participação de Aquino se daria na condição de investigado, ofendido ou testemunha. No sábado, Toffoli disse em decisão que o diretor da autarquia não é investigado.
Em outra frente, o BC informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que a decisão de decretar a liquidação do Master, em novembro, foi precedida por um processo de supervisão que identificou uma combinação de crise crônica de liquidez e falhas no gerenciamento de riscos, além da prática de “ilícitos graves” no âmbito de operações de cessão de ativos a terceiros. (Com informações do portal Valor Econômico)
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Caso do Banco Master pode ter novas oitivas em janeiro; apuração da Polícia Federal segue após depoimentos e acareação
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Na terça (30), após contradições nos depoimentos, a PF manteve uma acareação entre Vorcaro e Costa. O procedimento serve para que versões conflitantes sejam confrontadas. Também houve no mesmo dia a oitiva de Ailton de Aquino, diretor de fiscalização do Banco Central (BC). Ele, no entanto, foi liberado da acareação.
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